“As nossas crenças mais justificadas não têm qualquer outra garantia sobre a qual assentar, senão um convite permanente ao mundo inteiro para provar que carecem de fundamento.”
John Stuart Mill
O meu aluno do 11º 8, João Janeiro, tomou como ponto de partida para a sua reflexão sobre um dos problemas filosóficos sugeridos no Dia Mundial da Filosofia – “Como deve uma sociedade organizar-se para que exista justiça social?” – a situação descrita na banda desenhada que se segue, retirada do site The wireless.
1. Distinguir a validade dedutiva e a validade não dedutiva.
2. Distinguir e identificar as formas argumentativas válidas e inválidas estudadas.
3. Completar formas argumentativas.
4. Construir argumentos com essas formas.
5. Identificar e explicar em que consistem os seguintes argumentos não dedutivos: generalizações, previsões, argumentos por analogia e argumentos de autoridade.
6. Conhecer e explicar as regras de validade de cada um desses argumentos não dedutivos.
7. Explicar o que são falácias informais.
8. Identificar e explicar as formas falaciosas dos argumentos não dedutivos estudados.
9. Avaliar argumentos não dedutivos determinando se são válidos ou inválidos.
10. Identificar e explicar em que consistem outras falácias informais: Argumento ad hominem, Apelo à ignorância, Falso dilema, Falácia do espantalho, Falácia da derrapagem e Petição de princípio.
O poeta brasileiro, Ferreira Gullar, morreu ontem aos 86 anos.
Cantiga para não morrer
Quando você for se embora, moça branca como a neve, me leve.
Se acaso você não possa me carregar pela mão, menina branca de neve, me leve no coração.
Se no coração não possa por acaso me levar, moça de sonho e de neve, me leve no seu lembrar.
E se aí também não possa por tanta coisa que leve já viva em seu pensamento, menina branca de neve, me leve no esquecimento.
Os mortos
os mortos vêem o mundo pelos olhos dos vivos
eventualmente ouvem, com nossos ouvidos, certas sinfonias algum bater de portas, ventanias
Ausentes de corpo e alma misturam o seu ao nosso riso se de fato quando vivos acharam a mesma graça
Traduzir-se
Uma parte de mim é todo mundo: outra parte é ninguém: fundo sem fundo. Uma parte de mim é multidão: outra parte estranheza e solidão. Uma parte de mim pesa, pondera: outra parte delira. Uma parte de mim almoça e janta: outra parte se espanta. Uma parte de mim é permanente: outra parte se sabe de repente. Uma parte de mim é só vertigem: outra parte, linguagem. Traduzir-se uma parte na outra parte – que é uma questão de vida ou morte – será arte?
O Trenzinho do Caipira
Lá vai o trem com o menino Lá vai a vida a rodar Lá vai ciranda e destino Cidade noite a girar Lá vai o trem sem destino Pro dia novo encontrar Correndo vai pela terra, vai pela serra, vai pelo mar Cantando pela serra do luar Correndo entre as estrelas a voar No ar, no ar, no ar... (...)
Perguntas e respostas online sobre a alegoria da caverna de Platão e sugestões de atividades aa realizar em sala de aula (em português do Brasil), no link: