“As nossas crenças mais justificadas não têm qualquer outra garantia sobre a qual assentar, senão um convite permanente ao mundo inteiro para provar que carecem de fundamento.” John Stuart Mill
quarta-feira, 14 de setembro de 2016
Bem-vindos à Filosofia!
domingo, 11 de setembro de 2016
Acesso ao ensino superior: colocações da 1ª Fase

As engenharias (Aeroespacial e Engenharia Física e Tecnológica) do Instituto Superior Técnico, da Universidade de Lisboa, foram este ano os cursos com a média de entrada mais elevada (18,52 valores).
As listas com os alunos colocados no ensino superior, na 1ª Fase, podem ser consultadas no link:
http://www.dn.pt/portugal/interior/medicina-destronada-do-topo-das-notas-mais-altas-veja-as-listas-completas-5382947.html
Que a sorte esteja convosco e que o curso de entrada seja aquele que desejam!
sexta-feira, 9 de setembro de 2016
Nick Cave, com sentimento

Estreou hoje no festival de Veneza – e simultaneamente em vários cinemas de Portugal e de outros países – o documentário "One More Time With Feeling", realizado por Andrew Dominik, sobre o novo álbum de Nick Cave: "Skeleton Tree".
Além das magníficas canções (é díficil escolher a melhor), há poemas e reflexões acerca do trauma de perder alguém que se ama (o filho de Nick Cave, Arthur, com 15 anos, morreu em 2015).
No final do filme fez-se silêncio na sala e houve algumas pessoas que esboçaram aplausos… Merecidos.
Outras canções de Nick Cave neste blogue:
Uma canção de amor filosófica (um bocadinho, pelo menos)
“God is in the house?”
Mais Nick Cave
“Breathless”
Voar=ler
Pj Harvey e Nick Cave: “Henry Lee”
“By her side” e “Hallelujah”
“No more shall we part” e “Into my arms”
“Death is not the end”
quarta-feira, 31 de agosto de 2016
Museu Soares dos Reis: a pintura de Henrique Pousão


O Desterrado (que justifica por si a visita a este museu), do escultor Soares dos Reis.
Para quem visitar a cidade do Porto:
Museu Nacional de Soares dos Reis
Palácio dos Carrancas
Rua D. Manuel II
Tive a sorte de fazer uma visita guiada (disponibilizada pelos serviços do museu), com uma sapientissíma senhora que explicou - com paixão e saber - muito do que pude observar. Foi uma experiência inesquecível. Recomendo vivamente uma visita demorada. Ao domingo é gratuita.
Destaco a coleção de pintura, em particular os quadros do pintor Henrique César de Araújo Pousão (1859 — 1884) que faleceu com apenas 25 anos, de tuberculose.

O pintor Henrique Pousão, autoretrato.
Seguem-se outros quadros, do mesmo autor, que se podem contemplar no Museu Soares dos Reis. O quadro sem título é uma obra inacabada (a última).

Cecília.

Esperando o sucesso.

Casas brancas de Caprile.
domingo, 14 de agosto de 2016
Liberdade de expressão
«”Desprezo o que dizes, mas defenderei até à morte o teu direito a dizê-lo.”
Esta declaração, atribuída a Voltaire, condensa a ideia nuclear deste livro: a liberdade de expressão é algo que vale a pena defender vigorosamente, mesmo quando detestamos o que é expresso. Defender a livre expressão envolve proteger não só o discurso que queremos escutar, mas também aquele que não queremos escutar. (…)
A livre expressão é particularmente valiosa numa sociedade democrática. Numa democracia, os eleitores têm interesse em escutar e contestar uma grande diversidade de opiniões e ter acesso a factos e interpretações, bem como a perspetivas contrastantes, mesmo quando acreditam que as perspetivas expressas são política, moral ou pessoalmente ofensivas. Essas opiniões podem nem sempre ser diretamente comunicadas por meio dos jornais, da rádio e da televisão, mas são amiúde apresentadas em romances, poemas, filmes, desenhos e letras de canções. Podem também ser expressas simbolicamente por atos como queimar uma bandeira, ou, como fizeram muitos manifestantes contra a guerra do Vietname, queimando um cartão de recrutamento. Os membros de uma democracia têm também interesse em que um grande número de cidadãos participe ativamente no debate político, em vez de receber de forma passiva uma política transmitida a partir de cima.»
Nigel Warburton, Liberdade de Expressão: Uma breve introdução, Gradiva, Lisboa, 2015, pp. 9 e 11.
Imagem: Banksy.