Fotografia do filme de Ingmar Bergman, "O sétimo selo".
Como responde um não crente, para quem a morte é o fim, à questão do sentido da vida?
Algumas respostas não religiosas podem encontrar-se nos vídeos seguintes:
“As nossas crenças mais justificadas não têm qualquer outra garantia sobre a qual assentar, senão um convite permanente ao mundo inteiro para provar que carecem de fundamento.” John Stuart Mill
Fotografia do filme de Ingmar Bergman, "O sétimo selo".
Como responde um não crente, para quem a morte é o fim, à questão do sentido da vida?
Algumas respostas não religiosas podem encontrar-se nos vídeos seguintes:
Será a vida uma brincadeira estúpida?
Opcional
A pergunta acerca do sentido da Vida
A transitoriedade da vida retira-lhe o sentido? (2)
Aproveitar ou desperdiçar a vida - uma escolha aparentemente fácil
O dinheiro não traz a felicidade!
Duração: 50 minutos.
Objetivos:
1. Distinguir religiões monoteístas de religiões politeístas.
2. Explicar a a conceção teísta de Deus.
3. Distinguir o ateísmo do agnosticismo.
4. Distinguir a abordagem racional do problema da existência de Deus da fé.
5. Enunciar o problema da existência de Deus.
6. Explicar o argumento do desígnio.
7. Explicar as objeções ao argumento do desígnio.
8. Explicar o argumento da causa primeira.
9. Explicar as objeções ao argumento da causa primeira.
10. Explicar o problema do mal e o modo como este permite questionar a existência de Deus.
11. Explicar as respostas ao problema do mal.
12. Comparar os argumentos a favor e contra a existência de Deus.
13. Defender uma tese acerca do problema da existência de Deus.
Natureza das questões:
Escolha múltipla, questões de resposta curta e uma questão de resposta extensa.
Para estudar:
Manual: página 232 (o que está escrito a azul) e da página 256 à 258.
No blogue Dúvida Metódica:
Links sobre filosofia da religião
Descrever a voz e o modo único como Amália Rodrigues cantava não é fácil. Há anos atrás Miguel Esteves Cardoso quase conseguiu quando lhe chamou “voz de Deus”. Não sei quem o poeta brasileiro Ferreira Gullar tinha em mente quando escreveu este poema, contudo os seus versos descrevem Amália Rodrigues na perfeição.
UMA VOZ
Sua voz quando ela canta
me lembra um pássaro mas
não um pássaro cantando:
lembra um pássaro voando.

A minha aluna Catarina Pinto (do 11º ano, turma 4) – a quem agradeço – deu-me a conhecer um vídeo de filosofia da ciência que aborda alguns aspetos da teoria de Popper, estudados nas aulas, nomeadamente a distinção entre ciência e pseudociência, o critério popperiano de cientificidade e a importância da crítica. Vale a pena ver e mostrar aos alunos, sobretudo, depois destes já terem alguns conhecimentos sobre os temas em questão.
O vídeo tem legendas em português, mas é preciso ativá-las.
Outros vídeos educativos do “crash course philosophy” podem ser encontrados AQUI. Os temas são, por exemplo, “O que é a filosofia?”, “Como argumentar?”, entre muitos outros.
Post Convidado: Luis Romão, professor de Geografia do Agrupamento de Escolas Dra. Laura Ayres.
Comecemos por uma questão: a que ramo das ciências pertence esta ciência? É uma ciência humana ou natural?
Como tentarei reflectir, a imensa interdisciplinaridade da Geografia faz com que não apresente uma identidade concreta, contudo o objeto e o objetivo do seu estudo estão bem definidos.
Definimos hoje a Geografia como o estudo das relações entre o espaço e as sociedades.
Esta complexidade de relações exige do geógrafo o recurso a diversas ciências – Geologia, Meteorologia, Oceanografia, Ecologia, Estatística, mas também Ciências Sociais, como a Economia, a Sociologia, a História, a Politica…etc. A Geografia encontra-se na encruzilhada das ciências para poder explicar ao Homem os caminhos que traçou e que caminhos deve seguir para viver equilibradamente e frutiferamente nesta casa a que chamamos Terra.
Estas duas imagens esquematizam estas relações que constituem a sua razão:
Imagem 1
Imagem 2
Hoje a Geografia tem cada vez mais preocupação com a problemática social, considerando que o desenvolvimento, vindo da industrialização, passou a exercer grandes impactes sobre a natureza (paisagem) e a sociedade degradando e depilando os recursos naturais; o planeta, o espaço, a paisagem “não é apenas um quadro de vida, mas um espaço vivido, isto é, de experiência sempre renovada, o que permite, ao mesmo tempo, a reavaliação das heranças e a indagação sobre o presente e o futuro. A existência naquele espaço exerce um papel revelador sobre o presente e o futuro. A existência naquele espaço exerce um papel revelador sobre o mundo” (Santos, 2000).
Assim podemos perceber a complexidade de uma paisagem, de um país (múltiplas paisagens) percebendo as múltiplas relações e conexões que as suportam. “Os lugares, são, pois, o mundo, que eles, (cada comunidade) reproduzem de modos específicos, individuais, diversos. Eles são singulares (direi únicos, mas ao mesmo tempo cada vez mais iguais), mas também são globais, manifestações da totalidade – mundo, da qual são formas particulares.” (Santos, 2000).
Então do ponto de vista da Geografia, esta é a perspectiva para se estudar o espaço: olhando em volta, percebendo o que existe, sabendo analisar as paisagens como o momento instantâneo de uma história que vai acontecendo, e o olhar geográfico desmonta e explica os riscos e as potencialidades das decisões dos homens da história.
A Geografia desenvolveu o olhar espacial, portanto, construiu um método que faz a leitura da vida que estamos vivendo, a partir do que pode ser percebido no espaço construído.
A Geografia ao ler o espaço, ensina ao homem a leitura da sua própria história, representada concretamente pelo que resulta das forças naturais, sociais, políticas, económicas, etc., vivenciadas desde os seus antepassados até ao presente. O que a paisagem mostra é o resultado do que ali aconteceu e está acontecendo. A Geografia ao materializar o ocorrido transforma em visível, em perceptível as dinâmicas do acontecido.
Por tudo isto a Geografia é tão importante na formação dos nossos alunos. A formação dum pensamento geográfico é indispensável para a existência de cidadãos mais ativos e mais capazes de construir o mundo de hoje, mais sustentável, onde todos tenham abrigo.
Luis Romão (adaptado).
Milton Almeida dos Santos, Por uma outra globalização, São Paulo: Editora Record, 2000.