sábado, 30 de abril de 2016

No facebook

cogito ergo sum penso logo existo capa do dúvida metódica no facebook

O blogue Dúvida Metódica tem agora uma página "institucional" no facebook. Chama-se Dúvida Metódica, naturalmente.

A página anterior era uma conta pessoal e o facebook embirrou com os nomes que lhe foram dados e encerrou-a: há meses atrás vetou o nome "Dúvida Metódica" e agora vetou o nome "Renato das Cartas" (uma brincadeira motivada pelo facto de há décadas atrás ter existido a mania de aportuguesar os nomes dos autores estrangeiros, tendo René Descartes sido mudado para Renato das Cartas em algumas edições das suas obras). Tinha mais de três mil e quinhentos “amigos” e era uma boa maneira de divulgar as publicações do blogue, algumas opiniões e a própria filosofia. Paciência.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Para melhorar os debates

oito princípios para um debate público melhor, segundo desidério murcho

Oito princípios para um debate público melhor, de Desidério Murcho.

Razões para acreditar em Deus, segundo o filósofo Alvin Plantinga

Quadro do pintor René Magritte.

1. Razões para acreditar em Deus.

2. O erro de Richard Dawkins.

3. Deus é bom?

Um ateu encontra-se com Deus: vídeo

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Links sobre filosofia da religião

soldados russos antes da batalha de Kursk

Se no mundo existissem apenas 100 pessoas…

Intolerância
Os fundamentalistas religiosos vistos pelo Gato Fedorento
O homem que foi visitado por Deus
Estudo da religião: a parte da Sociologia e a parte da Filosofia
Teísmo
Argumento por analogia

De onde vem o mal?

Se Deus existe porque é que acontecem coisas tão más?

Quanto mal é necessário?

Teísmo

filosofia da religiao miguel ângelo

Todos ou quase todos os povos têm religião. Mas não a mesma religião. Existem muitas religiões diferentes. Os antigos gregos, por exemplo, acreditavam em vários deuses e imaginavam-nos semelhantes aos humanos, embora muito mais poderosos. Os hindus também acreditam em vários deuses. Muito diferentes dessas religiões políteístas são as religiões monoteístas, em que se acredita num único Deus. As três principais religiões monoteístas são o judaísmo, o cristianismo e o islamismo.

Como é sabido, essas religiões são bastante diferentes entre si. Contudo, têm uma conceção semelhante de Deus, conhecida por teísmo.

Quando na filosofia da religião se discute se Deus existe ou não tem-se em mente o conceito teísta de Deus, e não os deuses das religiões politeístas.

Segundo o teísmo, Deus é um ser omnipotente, omnisciente, omnipresente, criador do universo, eterno, incorpóreo, sumamente bom e pessoal. Dizer que Deus é uma pessoa (embora muito diferente das pessoas humanas) é dizer que é um ser dotado de consciência e capaz de agir – e não uma espécie de energia ou força da natureza1.

A discussão filosófica dos argumentos clássicos2 a favor e contra a existência de Deus pode e deve ser feita sem considerar as diferenças existentes entre as religiões que partilham a conceção teísta de Deus3. Nenhum desses argumentos implica, por exemplo, qualquer referência a Moisés, Jesus Cristo ou Maomé.

Notas:

1 A conceção de Deus como uma espécie de energia ou força da natureza chama-se deísmo.

2 A favor: argumento do desígnio, argumento cosmológico e argumento ontológico. Contra: problema do mal.

3 Para um desenvolvimento maior dessa ideia ler: Deus? Qual deles?

Leituras:

Agnaldo Cuoco Portugal, “Filosofia da Religião”, em Filosofia – uma introdução por disciplinas, organização de Pedro Galvão, Edições 70, Lisboa, 2012.

Aires Almeida e Desidério Murcho, 50 Lições de Filosofia – 10º, Didática Editora, Lisboa, 2013.