sexta-feira, 11 de março de 2016

Matriz do teste do 10º (Esla): Stuart Mill e Kant

 J Stuart Mill   Immanuel_Kant_(painted_portrait)

Duração: 90 minutos.

Objetivos:

1. Explicar em que consiste o problema da fundamentação da moral.

2. Explicar porque é que o Utilitarismo de Stuart Mil é uma ética consequencialista.

3. Explicar porque é que o Utilitarismo de Stuart Mil é uma ética hedonista.

4. Distinguir prazeres inferiores e superiores.

5. Explicar o que é, segundo Stuart Mill, o princípio da utilidade.

6. Aplicar o princípio da utilidade a casos concretos e determinar se a ação em causa é moralmente correta ou incorreta.

7. Explicar porque é que, para o Utilitarismo de Stuart Mil, os deveres não são absolutos.

8. Explicar as objeções ao Utilitarismo de Stuart Mil estudadas.

9. Explicar o que é, segundo Kant, o imperativo categórico.

10. Explicar a primeira fórmula (chamada fórmula da lei universal) do imperativo categórico.

11. Explicar a segunda fórmula (chamada fórmula da humanidade) do imperativo categórico.

12. Aplicar as duas fórmulas do imperativo categórico a casos concretos e determinar se a ação em causa é moralmente correta ou incorreta.

13. Distinguir ações contrárias ao dever, ações por dever e ações em conformidade ao dever (motivadas por sentimentos e motivadas pelo interesse).

14. Explicar porque é que, para Kant, a intenção é que confere valor moral às ações.

15. Distinguir imperativo categórico e imperativo hipotético.

16. Explicar porque é que, para Kant, os deveres são absolutos.

17. Explicar o que entende Kant por boa vontade.

18. Distinguir autonomia e heteronomia.

19. Explicar as objeções à Ética Deontológica de Kant estudadas.

20. Compare e avalie a ética de Stuart Mill e a ética de Kant.

Natureza das questões:

Escolha múltipla, questões de resposta curta e questões de resposta extensa.

Para estudar:

Partes assinaladas das seguintes páginas do Manual:: da 132 à 134, da 136 à 138 e da 140 à 145.

No blogue Dúvida Metódica:

O eléctrico desgovernado: discussão de um dilema moral

Qual é o critério da moralidade?

O utilitarismo: ideias básicas

Apontamento sobre o Utilitarismo

Argumentos contra o utilitarismo
Deveres e autonomia

Os imperativos de Kant

As pessoas não são instrumentos

Mentir é sempre errado?

Agir bem para evitar problemas

Quando é que as nossas ações têm valor moral?

Quais são as acções que têm valor moral?

Por dever ou apenas em conformidade ao dever?

quarta-feira, 9 de março de 2016

Matriz do teste do 11º (Esla): Descartes e Hume

David Hume

Duração: 90 minutos.

Objetivos:

1. Discutir se Descartes refutou ou não o ceticismo.

2. Explicar e discutir a crítica de Hume a Descartes e à dúvida metódica.

3. Explicar a rejeição empirista das ideias inatas.

4. Mostrar como Hume classifica e relaciona os conteúdos mentais.

5. Explicar em que consiste o princípio da cópia.

6. Distinguir as questões de facto e as relações de ideias.

7. Discutir a opinião de Hume de que nenhum conhecimento a priori é substancial.

8. Comparar a perspetiva racionalista e a perspetiva empirista quanto às fontes do conhecimento.

9. Explicar o modo como Hume entende a causalidade.

10. Explicar a objeção a Hume e à sua conceção da causalidade segundo a qual a existência de conexões causais é a explicação mais plausível das conjunções constantes.

11. Explicar a análise feita por Hume ao problema da indução.

12. Mostrar porque é que David Hume é um cético moderado.

Natureza das questões:

Escolha múltipla, questões de resposta curta e questões de resposta extensa.

Para estudar:

No manual: da página 171 à página 191. Quanto à páginas sobre Descartes, o aluno deve escolher quais vai ler ou reler, tento em conta os objetivos.

No blogue Dúvida Metódica:

Descartes:

Os links sobre Descartes, se o aluno entender consultá-los novamente, podem ser encontrados AQUI.

Hume:

A crítica de David Hume a Descartes

Impressões e ideias

Uma folha de papel em branco

Cegos que começam a ver: impressões e ideias

Como se originou, segundo Hume, a ideia de Deus?

O problema da causalidade

Exemplos de inferências causais
Sol vai nascer amanhã? Não podemos saber!
Hume e a relação causa-efeito

A crença na causalidade é instintiva

Hume e o problema da indução: vídeos da Kahn Academy
Objeção à teoria da causalidade de David Hume

Three Minute Philosophy - David Hume e Descartes

Aconselhado:

A minha vida
Milagre??
Como transformar a ignorância numa virtude?

sábado, 5 de março de 2016

Como transformar a ignorância numa virtude?

Statue of David Hume by Alexander Stoddart

«Os filósofos que se dão ares de superior sabedoria e confiança têm uma dura tarefa quando se encontram com pessoas de feitio inquiridor, que os expulsam de todos os cantos onde se refugiam e não podem deixar de acabar por os fazer cair em algum dilema perigoso. O melhor expediente para evitar esta confusão é sermos modestos nas nossas pretensões, e até sermos nós mesmos a apontar as dificuldades antes de elas serem apresentadas como objeções contra nós. Podemos por este meio converter nossa a própria ignorância numa espécie de mérito.»

David Hume, Tratados I: Investigação sobre o Entendimento Humano, tradução de João Paulo Monteiro, Lisboa, INCM, 2002, pág. 48.

Na imagem: Estátua de David Hume de Alexander Stoddart, em Edimburgo.

sexta-feira, 4 de março de 2016

O que é a vontade boa?

Kantian_hero
«Na moral, o ponto de partida de Kant é o de que o único bem irrestrito é uma vontade boa. Talento, carácter, autodomínio e fortuna podem ser usados para alcançar maus fins; até mesmo a felicidade pode corromper. O que constitui o bem de uma vontade boa não é o que esta alcança; a vontade boa é um bem em si e por si (...)
Não foi para procurar a felicidade que os seres humanos foram dotados de vontade; para isso, o instinto teria sido muito mais eficiente. A razão foi-nos dada para originar uma vontade boa não enquanto meio para outro fim qualquer, mas boa em si. A vontade boa é o mais elevado bem e a condição de possibilidade de todos os outros bens, incluindo a felicidade.
Que faz, pois, uma vontade ser boa em si? Para responder a esta questão, temos de investigar o conceito de dever. Agir por dever é exibir uma vontade boa face à adversidade. Mas temos de distinguir entre agir de acordo com o dever e agir por dever. Um merceeiro destituído de interesse pessoal ou um filantropo que se deleite com o contentamento alheio podem agir de acordo com o dever. Mas acções deste tipo, por melhores e por mais agradáveis que sejam não têm, de acordo com Kant, valor moral. O nosso carácter só mostra ter valor quando alguém pratica o bem não por inclinação mas por dever — quando, por exemplo, um homem que perdeu o gosto pela vida e anseia pela morte continua a dar o seu melhor para preservar a sua própria vida, de acordo com a lei moral (…).
O que é, pois, agir por dever? Agir por dever é agir em função da reverência pela lei moral; e a maneira de testar se estamos a agir assim é procurar a máxima, ou princípio, com base na qual agimos, isto é, o imperativo ao qual as nossas acções se conformam. Há dois tipos de imperativos: os hipotéticos e os categóricos. O imperativo hipotético afirma o seguinte: se quisermos atingir determinado fim, age desta ou daquela maneira. O imperativo categórico diz o seguinte: independentemente do fim que desejamos atingir, age desta ou daquela maneira. Há muitos imperativos hipotéticos porque há muitos fins diferentes que os seres humanos podem propor-se alcançar. Há um só imperativo categórico, que é o seguinte: "Age apenas de acordo com uma máxima que possas, ao mesmo tempo, querer que se torne uma lei universal" (…).
Kant oferece uma formulação complementar do imperativo categórico. "Age de tal modo que trates sempre a humanidade, quer seja na tua pessoa quer na dos outros, nunca unicamente como meios, mas sempre ao mesmo tempo como um fim." Kant pretende, apesar de não ter convencido muitos dos seus leitores, que este imperativo é equivalente ao anterior e que permite retirar as mesmas conclusões práticas. Na verdade, é mais eficaz do que o anterior para expulsar o suicídio. Tirar a nossa própria vida, insiste Kant, é usar a nossa própria pessoa como um meio de acabar com o nosso desconforto e angústia.»
Anthony Kenny, História Concisa da Filosofia Ocidental, Ed. Temas e Debates.