“As nossas crenças mais justificadas não têm qualquer outra garantia sobre a qual assentar, senão um convite permanente ao mundo inteiro para provar que carecem de fundamento.” John Stuart Mill
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
sábado, 27 de fevereiro de 2016
Objeção à teoria da causalidade de David Hume
“Hume conclui que a crença na realidade de conexões causais não tem justificação racional, dado que apenas observamos conjunções constantes. Contudo, há ainda algo que carece de explicação: as próprias conjunções constantes que observamos na natureza. Como explicar tal coisa? A resposta mais plausível é que as conjunções constantes ocorrem precisamente porque há conexões causais na natureza. (…)
A nossa crença na realidade das conexões causais (…) e do mundo exterior está racionalmente justificada, apesar de não haver uma demonstração lógica irrefutável a seu favor [pois é uma explicação plausível e melhor que as explicações alternativas].”
Aires Almeida e outros, A Arte de Pensar – 11º ano, Didáctica Editora, 2008, Lisboa, pág. 165.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
Matriz do 4º teste do 11º ano (ESTC)
LINKS DE APOIO AO ESTUDO:
DESCARTES
A dúvida metódica (este deveria ter sido o primeiro post deste blogue)
Os conceitos cartesianos de intuição e dedução
A matemática é a priori mas não é inata
Penso, logo existo - uma ideia que toda a gente conhece?
Descartes: da dúvida à certeza (vídeo visionado na aula)
Bit Descartes (vídeo visionado na aula)
O solipsismo e a necessidade de Deus no sistema cartesiano
Descartes: argumentos para provar a existência de Deus
A objeção de Kant ao argumento ontológico: a existência não é um predicado
Críticas a Descartes: Ficha de trabalho
HUME
Cegos que começam a ver: impressões e ideias
Hume e o problema da indução: vídeos da Kahn Academy
Como se originou, segundo Hume, a ideia de Deus?
Bom trabalho!
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
Matriz do teste do 11º (Esla): Descartes e Hume
Duração: 50 minutos.
Objetivos:
1. Distinguir conhecimentos a priori e conhecimentos a posteriori.2. Explicar em que medida o ceticismo lança um desafio a quem se afirma detentor de conhecimento.
3. Explicar como Descartes tentou responder ao desafio cético.
4. Explicar o que é a dúvida metódica.
5. Explicar porque é que Descartes tinha como objetivo encontrar uma crença indubitável e básica.
6. Mostrar quais são as principais etapas do percurso da dúvida metódica.
7. Explicar porque é que Descartes recorreu à hipótese do Génio Maligno.
8. Explicar porque é que Descartes considera o Cogito como indubitável.
9. Mostrar como o argumento da marca tenta provar a existência de Deus.
10. Explicar a objeção ao argumento da marca que diz: “criar a ideia de perfeição é diferente de criar a própria perfeição”.
11. Explicar o critério das ideias claras e distintas.
12. Mostrar qual é a função de Deus no sistema cartesiano.
13. Explicar a objeção do círculo cartesiano.
14. Discutir se Cogito será realmente uma crença básica.
15. Discutir se Descartes refutou ou não o ceticismo.
16. Distinguir, de acordo com Descartes, os vários tipos de ideias.
17. Explicar a perspetiva racionalista quanto às fontes do conhecimento.
18. Explicar a crítica de Hume a Descartes e à dúvida metódica.
19. Mostrar como Hume classifica e relaciona os conteúdos mentais.
20. Explicar em que consiste o princípio da cópia.
21. Distinguir as questões de facto e as relações de ideias.
22. Discutir a opinião de Hume de que nenhum conhecimento a priori é substancial.
23. Explicar a perspetiva empirista quanto às fontes do conhecimento.
24. Explicar a análise feita por Hume à ideia de causalidade.
25. Explicar a objeção a Hume e à sua conceção da causalidade segundo a qual a existência de conexões causais é a explicação mais plausível das conjunções constantes.
26. Mostrar porque é que David Hume é um cético moderado.
Natureza das questões:
Escolha múltipla e questões de resposta curta.
Para estudar:
No manual: da página 149 à página 183.
No blogue Dúvida Metódica:
Descartes:
A dúvida metódica (este deveria ter sido o primeiro post deste blogue)
Razões para duvidar, segundo Descartes
Bit Descartes
Hume:
A crítica de David Hume a Descartes
Cegos que começam a ver: impressões e ideias
Como se originou, segundo Hume, a ideia de Deus?
Exemplos de inferências causais
Sol vai nascer amanhã? Não podemos saber!
Hume e a relação causa-efeito
A crença na causalidade é instintiva
Hume e o problema da indução: vídeos da Kahn Academy
Objeção à teoria da causalidade de David Hume
Aconselhado:
Descartes:
O que é que realmente sabemos?
Penso, logo não cozinho!
Cegos que não sabem que são cegos
Em terra de cegos quem tem um olho não é rei
Hume:
A minha vida
Milagre??
Bom Trabalho!
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
A crítica de David Hume a Descartes
“Existe uma espécie de ceticismo, anterior a qualquer estudo ou filosofia, muito recomendado por Descartes e outros como sendo a soberana salvaguarda contra os erros e os juízos precipitados. Este cepticismo recomenda uma dúvida universal, não apenas quanto aos nossos princípios e opiniões anteriores, mas também quanto às nossas próprias faculdades, de cuja veracidade, diz ele, devemos nos assegurar por meio de uma cadeia argumentativa deduzida de algum princípio original que seja totalmente impossível tornar-se enganador ou falacioso. Mas nem existe qualquer princípio original como esse, dotado de qualquer prerrogativa sobre outros que são evidentes e convincentes; nem, se existisse, poderíamos avançar um passo além dele, a não ser pelo uso daquelas mesmas faculdades das quais se supõe que já suspeitamos. A dúvida cartesiana, portanto, se jamais fosse capaz de ser alcançada por qualquer criatura humana (o que claramente não é), seria totalmente incurável, e nenhum raciocínio poderia alguma vez nos levar a um estado de segurança e convicção acerca de qualquer assunto.
Deve-se todavia confessar que o ceticismo, quando é mais moderado, pode ser entendido num sentido muito razoável, e constitui uma preparação para o estudo da filosofia, preservando uma adequada imparcialidade nos nossos juízos e libertando-nos o espírito de todos os preconceitos de que possamos ter sido impregnados pela educação ou por opiniões precipitadas.”
David Hume, Tratados I: Investigação sobre o Entendimento Humano, tradução de João Paulo Monteiro, Lisboa, INCM, 2002, pp. 161-162.