sexta-feira, 8 de maio de 2015

A morte e o sentido da vida

"Irrational Man": o próximo filme de Woody Allen

"A comédia sobre um professor de filosofia com uma crise existencial tem Joaquin Phoenix, Parker Posey e Emma Stone como protagonistas.

Joaquim Phoenix é professor de filosofia numa pequena universidade. Em plena crise existêncial, decide dar um novo sentido à vida quando inicia uma relação com uma das suas estudantes.

Em traços largos, esta é a premissa de "Irrational Man", o novo filme de Woody Allen.

A Sony Pictures partilhou ontem o primeiro trailer.

Ao lado de Phoenix surgem as atrizes Emma Stone e Parker Posey.

A estreia mundial está prevista para o próximo Festival de Cannes, fora da corrida à Palma de Ouro, claro. O realizador é avesso às competições entre filmes.

O lançamento em Portugal está marcado para 3 de setembro."

Informação retirada DAQUI.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Discussões éticas

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Os vídeos contêm as duas primeiras aulas do célebre curso de Michael Sandel: Justice.

Na primeira aula Michael Sandel discute com os alunos alguns dilemas morais, nomeadamente o “problema do elétrico”. A partir do minuto 16 faz considerações interessantes sobre a natureza da filosofia e os efeitos do seu estudo.

Na segunda aula, de modo a pôr à prova algumas ideias utilitaristas, Michael Sandel discute com os alunos um caso real de canibalismo ocorrido com marinheiros ingleses no século XIX.

Os vídeos estão legendados (em português do Brasil) e, apesar de algumas infelicidades, são compreensíveis mesmo para quem não perceba nada de inglês.

The Moral Side of Murder.

The Case for Cannibalism.

sábado, 2 de maio de 2015

Contra a ditadura do pensamento único

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A minha aluna Inês Marcelino, do 10º D, enviou-me alguns cartoons "filosóficos" (disse ela), que partilho com os leitores.

Claro que, ao contrário do que o cartoon nos mostra, nem sempre aqueles que se opõem ao pensamento único e à subserviência da maioria são bem sucedidos, muitas vezes acontece o contrário.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

O preço da liberdade

Este diálogo – entre dois “pássaros” ou de um “pássaro” consigo próprio – é frequente em Portugal. Ocorre em muitas instituições, nomeadamente em escolas e em empresas.  Pergunto-me se Odyr Berrnardi (genial cartoonista brasileiro) conhece o poema “Perfilados de Medo”, de Alexandre O'Neill.

 

liberdade e dependência cartoon de Odyr Berrnardi

Odyr Berrnardi

 

Perfilados de medo, agradecemos
o medo que nos salva da loucura.
Decisão e coragem valem menos
e a vida sem viver é mais segura.

Aventureiros já sem aventura,
perfilados de medo combatemos
irónicos fantasmas à procura
do que não fomos, do que não seremos.

Perfilados de medo, sem mais voz,
o coração nos dentes oprimido,
os loucos, os fantasmas somos nós.

Rebanho pelo medo perseguido,
já vivemos tão juntos e tão sós
que da vida perdemos o sentido...

Alexandre O'Neill

1 de Maio, Dia do trabalhador: como tudo começou

«“Oito horas de trabalho, oito horas de lazer e oito horas de repouso”. Foi por esta reivindicação que a 1 de maio de 1886, milhares de trabalhadores do estado de Chicago saíram às ruas. Numa altura que os direitos laborais eram consideradas uma miragem, os trabalhadores da então maior cidade dos Estados Unidos anunciaram uma greve geral pelos seus direitos. Na altura o resto do país seguiu-lhe o exemplo. E hoje celebra-se o 1 de maio em todo o mundo.

No século XIX o respeito pelos direitos laborais era praticamente inexistente. A sociedade vivia exclusivamente para dormir e trabalhar, sendo que o horário laboral podia mesmo estender-se até às 18 horas por dia.

Mas o primeiro protesto de 1 de maio de Chicago continuou durante mais dois dias com cerca de 50.000 trabalhadores a juntarem-se à manifestação. A polícia, sem aviso prévio, disparou sobre a multidão, matando 10 pessoas e fazendo dezenas de feridos.

Apesar do caos que reinava em Chicago, o Presidente da Câmara permitiu, a 4 de maio, a concentração de vários trabalhadores naquela que ficou conhecida como a revolta de Haymarket, localizada na praça com o mesmo nome.

Nessa manifestação, que contou com a presença de cerca de 20.000 trabalhadores, o presidente quis garantir a segurança dos protestantes. Mas em vão: o inspetor da polícia John Bonfield ordenou a 180 agentes que interviessem contra os manifestantes. De repente, rebentou uma bomba que matou um polícia. Revoltados, os seus companheiros abriam fogo contra os trabalhadores. Desconhece-se o número de vítimas.»

Continuar a ler AQUI no site do Observador.