
3º Encontro Presente no Futuro 2014 sobre o tema:
"À Procura da Liberdade", organizado pela Fundação Manuel dos Santos.
“As nossas crenças mais justificadas não têm qualquer outra garantia sobre a qual assentar, senão um convite permanente ao mundo inteiro para provar que carecem de fundamento.” John Stuart Mill

3º Encontro Presente no Futuro 2014 sobre o tema:
"À Procura da Liberdade", organizado pela Fundação Manuel dos Santos.
Nos últimos meses, perante as atrocidades cometidas por grupos islâmicos fanáticos como o Estado Islâmico e o Boko Haram, vulgarizou-se nas redes sociais e até na imprensa o uso da palavra “bárbaro”. Julgo que a crítica é correta mas que a palavra escolhida para a exprimir é errada.
Os gregos antigos e os romanos chamavam “bárbaros” aos estrangeiros. A palavra grega que se traduz por “bárbaro” significava “aquele que fala como os animais”. Ou seja: quem não falava grego, quem não era grego, era considerado inferior aos gregos e visto como sub-humano. Julgar que a cultura dos outros povos é inferior à nossa, julgar que aquilo a que estamos acostumados é superior àquilo a que não estamos acostumados, é uma atitude pouco inteligente mas frequente na história da humanidade. Nas ciências sociais é conhecida por etnocentrismo.
Apesar da maioria das pessoas não saber a história da palavra, quando se diz “bárbaro” cria-se geralmente a ideia de que estamos a criticar um costume estrangeiro. Ora, o que há de errado nas acções do Estado Islâmico e do Boko Haram não é o facto de não serem portuguesas, europeias ou ocidentais, mas sim o facto objectivo de serem atrocidades que violam os direitos humanos e prejudicam as pessoas direta e indiretamente atingidas. Se forem realizadas por portugueses não serão menos más.
Sendo assim, o facto de, por exemplo, a tourada ser uma tradição portuguesa não a torna mais benigna nem a impede de ser criticada - nem por portugueses nem por estrangeiros. E caso um estrangeiro a critique este não será um bárbaro, mas alguém que se preocupa com os animais não humanos.
2014-15 10º Matriz do 1º teste.pdf by dmetódica
Seguem-se links dos posts utilizados nas aulas e outros que podem ser úteis ao estudo (a consulta de outras etiquetas deste blogue fica entregue à vossa autonomia e às necessidades de cada um):
TEMA 1 - O que é a Filosofia? - Uma resposta inicial
2. Para começar a estudar Filosofia
3. Porque não se entendem os filósofos?
4. Duas adaptações da alegoria da caverna de Platão
5. A alegoria da caverna: o texto de Platão
6. A alegoria da caverna: ficha de trabalho (realizada na aula)
7. Problemas filosóficos e problemas não filosóficos
8. Estudo da religião: a parte da Sociologia e a parte da Filosofia
9. Descubra a questão mais básica
TEMA 2 - Os instrumentos lógicos do pensamento
3. Entimema: conceito e exemplos
4. Contra-exemplo: o que é e para que serve
5. Argumentos não dedutivos: previsão, generalização, analogia e argumento de autoridade
6. Argumento dedutivo ou não dedutivo? (ficha de trabalho realizada na aula)
Bom trabalho!
Para os meus alunos do 11º A e 10º D com votos de bom estudo para o teste!

Ou Isto ou Aquilo
Ou se tem chuva e não se tem sol
ou se tem sol e não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!
Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...
e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranquilo.
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.
Cecília Meireles

2014-15 11º Matriz do 1º teste.pdf by dmetódica
Seguem-se links de alguns dos posts (a consulta de outras etiquetas deste blogue fica entregue à vossa autonomia e às necessidades de cada um):
1. Qual é a utilidade do estudo da Lógica?
2. Lógica proposicional: formalização e construção de tabelas de verdade.1.
3. Condições necessárias e suficientes: análise de um exemplo
4. A negação de proposições condicionais
5. A bicondicional: tabela de verdade e exercícios
6. Argumentos dedutivos: algumas formas válidas e inválidas (falácias formais)
7. A relação entre verdade e validade
Bom trabalho a todos!