sábado, 28 de setembro de 2013

Ambiguidades

Diz-se que uma frase é ambígua quando exprime mais do que uma proposição. A ambiguidade é semântica se resulta do facto da frase conter palavras com mais do que um significado. Por exemplo: “A Maria Francisca Botão mostrou-me as notas” tanto pode referir-se a classificações escolares como a dinheiro. (Outro exemplo aqui.) Mas a ambiguidade é sintática se resultar – como sucede no cartoon com a frase “João viu o homem com o telescópio” –  do modo como as palavras estão ligadas. 

10-23-09

Cartoon de Ben Rosen.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

António Ramos Rosa

A FESTA DO SILÊNCIO

Escuto na palavra a festa do silêncio.
Tudo está no seu sítio. As aparências apagaram-se.
As coisas vacilam tão próximas de si mesmas.
Concentram-se, dilatam-se as ondas silenciosas.
É o vazio ou o cimo? É um pomar de espuma.

Uma criança brinca nas dunas, o tempo acaricia,
o ar prolonga. A brancura é o caminho.
Surpresa e não surpresa: a simples respiração.
Relações, variações, nada mais. Nada se cria.
Vamos e vimos. Algo inunda, incendeia, recomeça.

Nada é inacessível no silêncio ou no poema.
É aqui a abóbada transparente, o vento principia.
No centro do dia há uma fonte de água clara.
Se digo árvore a árvore em mim respira.
Vivo na delícia nua da inocência aberta.

António Ramos Rosa, Volante Verde.

Ramos Rosa

O poeta e tradutor António Ramos Rosa nasceu em Faro, a 17 de Outubro de 1924, e morreu hoje, 23 de Setembro de 2013. A Biblioteca Municipal de Faro tem o seu nome.

Descubra a questão mais básica

Identifique, em cada conjunto de exemplos, a questão ou afirmação mais básica.

A1 - Felismina Bonifácio partiu porque quis. Podia ter ficado mas escolheu ir embora.
A2 - As pessoas serão realmente livres?

B1 - “Dra. Felismina Bonifácio tenha cuidado com essas jarras – são obras de arte!”
B2 - O que distingue uma obra de arte de outro objeto qualquer?

C1 - O que é a beleza?
C2 - “Mãe, quero aquele casaco – é o mais bonito!”

D1 - A teoria do Big Bang é verdadeira.
D2 - O que é a verdade?

E1 - O que diferencia uma ação moralmente correta de uma ação moralmente incorreta?
E2 - Não deves dizer mentiras.

F1 - A cadeira existe mesmo, não é uma ilusão.
F2 - A madeira é feita de átomos.
F3 – A cadeira é feita de madeira.

G1 - Uma intervenção americana na Síria seria ilegítima.
G2 - Haverá condições em que seja legítimo um país atacar outro?

H1 - A pena de morte é moralmente errada.
H2 – Quais seriam as consequências políticas e sociais da introdução da pena de morte em Portugal?

domingo, 22 de setembro de 2013

Demonstração “matemática” da importância do estudo

:)

Regra de 3 simples - quem não estuda não passa

Fonte: PortalMath – Matemática Online

Hannah Arendt: a banalidade do mal

«Após assistir ao julgamento do nazi Adolf Eichmann, a filósofa política Hannah Arendt atreve-se a escrever sobre o Holocausto em termos inauditos. O seu trabalho provoca imediatamente escândalo mas Arendt mantém-se firme ao ser atacada tanto por inimigos, quanto por amigos.
HANNAH ARENDT é um retrato do génio que abalou o mundo com a sua tese sobre a “banalidade do mal”.»

Informação retirada  da Alambique Filmes, onde também pode encontrar um breve dossier sobre o filme.

Uma página a visitar e um filme a não perder!

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Amar o que se faz

Steve-Jobs-dates

Para todos os alunos.

Este é um discurso que Steve Jobs fez numa das melhores universidades americanas (e do mundo) aos estudantes que se tinham acabado de se graduar. Ele, que decidiu abandonar a faculdade no primeiro ano, conta três histórias por si vividas, e faz reflexões sobre o sentido da vida que, além de impressionarem, são "úteis" a qualquer ser humano conhecer.

O segredo é: "Descobrir o que se ama e amar o que se faz".

Vale mesmo a pena ouvir!