
“As nossas crenças mais justificadas não têm qualquer outra garantia sobre a qual assentar, senão um convite permanente ao mundo inteiro para provar que carecem de fundamento.” John Stuart Mill
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
sábado, 29 de dezembro de 2012
Verdes anos
Em homenagem ao realizador Paulo Rocha com música do genial Carlos Paredes.
Vale a pena rever o filme "Verdes anos" e uma Lisboa entretanto desaparecida.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Duas notícias sobre o acordo ortográfico

O cartoon foi tirado daqui.
«Miguel Tamen considera o Acordo Ortográfico (AO) um desastre e que as universidades não têm de o adoptar, em nome da lei da autonomia.
Crítico do Acordo Ortográfico (AO), o director do programa em Teoria da Literatura da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa não reconhece ao Estado o direito de legislar sobre a língua. Na ideia de lusofonia que hoje serve para justificar o AO, Miguel Tamen vê a recuperação da mesma utopia que serviu à direita para defender o imperialismo colonial português. Pronta a passar atestados de incompetência aos cidadãos, “a esquerda portuguesa é, afinal, a direita portuguesa por outros meios”, lamenta.»
Para continuar a ler no jornal i, ver AQUI.
«O Governo brasileiro adiou esta sexta-feira a aplicação obrigatória do novo acordo ortográfico por três anos, para 1 de Janeiro de 2016, de acordo com o decreto publicado no Diário Oficial da União.
Até então, o decreto promulgado em 2008 previa a aplicação obrigatória das novas regras em Janeiro de 2013, ou seja, na próxima terça-feira.
A iniciativa do adiamento surgiu após um pedido de parlamentares da Comissão de Educação do Senado, que ouviram, numa audiência pública, as críticas de destacados linguistas brasileiros às novas regras.
Como não havia tempo útil para a aprovação de um projecto parlamentar, a solução foi negociada com o Governo, disse à Lusa o senador Cyro Miranda no início do mês. Desde Janeiro de 2009, quando começou oficialmente a adesão do Brasil ao acordo, o uso da nova grafia é opcional, e vai continuar a ser até 31 de Dezembro de 2015.»
Para continuar a ler no jornal Público, ver AQUI.
O que pensar desta enorme trapalhada?
Quem é que agora sabe escrever correctamente português (sem o corretor ortográfico, entenda-se)?
Que eu tenha notado pouca gente.
Mas parece que não é importante...
Uma história exemplar do Uganda
Ao ler esta notícia do jornal Público, não pude deixar de pensar nalguns dos meus alunos pouco empenhados para quem as aulas e a escola são uma enorme chatice e julgam que terão para sempre os pais a dar-lhes dinheiro. Sem dúvida que o modo como estão distribuídas as oportunidades, pelas pessoas dos diferentes países, é injusta!
«Phiona Mutesi é uma miúda de 16 anos. Nasceu no Uganda, numa favela, Katwe. Quando tinha nove anos, Phiona foi apresentada a um ex-jogador de futebol, Robert Katende. Ele mostrou-lhe um jogo tão estranho que nem sequer tinha um nome no idioma em que ela se expressava: xadrez. Ela sentiu-se atraída pelas figuras das peças. Começou a jogar. Sete anos depois, tornou-se rainha. A história dela deu um livro. A história dela faz sonhar.
Tim Crothers é um jornalista norte-americano que desenterrou Phiona do anonimato. Escreveu um longo perfil, publicado há um ano, no site do canal desportivo ESPN. O texto tornou-se viral. Despertou sentimentos. Puxou pelas atenções.
Crothers descreve assim o ponto de partida desta rapariga que fintou tanta fatalidade: “Phiona Mutesi é o expoente dos que nunca são favoritos. Ser-se africano é estar em desvantagem no mundo. Ser-se do Uganda é estar em desvantagem em África. Ser-se de Katwe é estar em desvantagem no Uganda. E ser-se mulher é estar em desvantagem em Katwe.”
Katwe é o maior dos oito bairros pobres de Kampala, capital do Uganda. Crothers definiu-o como um dos piores lugares do mundo. Não há saneamento e há insectos por todo o lado. Um antro de pobreza, onde ir à escola é mais do que um luxo. É uma miragem para a maioria. “É um lugar onde toda a gente está em movimento, mas ninguém sai dali. Diz-se que se nasceste em Katwe, hás-de morrer em Katwe, de doença, violência ou negligência”»
Para continuar a ler, no jornal Público, AQUI.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Humor para Homo sapiens
As pessoas que gostam da Casa dos Segredos e de programas parecidos é que não devem achar graça, suponho…
Ricardo Araújo Pereira: “Manhã dos Segredos” - Mixórdia de Temáticas, Rádio Comercial.
sábado, 22 de dezembro de 2012
BOM NATAL
O Dúvida Metódica deseja um BOM NATAL - com muitas leituras, optimismo, boas companhias
e projectos para o futuro - a todos os seus leitores!
A fotografia é do filme "O Sacrifício" de Andrei Tarkovski e foi tirada DAQUI (onde estão disponíveis outras magníficas fotos do mesmo autor).
A música de Bach (uma parte da "Paixão segundo São Mateus") faz parte da banda sonora do filme e é cantada por Julia Hamari.
Se a beleza pudesse provar a existência de Deus, esta música bastaria!