Mais Bobby McFerrin: aqui.
“As nossas crenças mais justificadas não têm qualquer outra garantia sobre a qual assentar, senão um convite permanente ao mundo inteiro para provar que carecem de fundamento.” John Stuart Mill
Homem, se homem queres ser
E não uma sombra triste,
Olha para tudo o que existe
Com olhos de bem o ver.
Nada receies saber.
Ao que não amas, resiste.
Mesmo vencido, persiste
E acabarás por vencer.
Quer e poderás poder.
Vai por onde decidiste.
A liberdade consiste
No que a razão te impuser.
Armindo Rodrigues
O matemático e divulgador científico Jorge Buescu respondeu a algumas perguntas do jornal Expresso sobre as superstições acerca do fim do mundo. Pode ler parte da entrevista no blogue De Rerum Natura, no post O fim do mundo segundo Buescu.
Um excerto, para abrir o apetite:
- Porque é que as pessoas têm a necessidade de fixar uma data para o chamado fim do mundo? Que mecanismo psicológico justifica isto?
- Provavelmente uma mistura de sentimentos, entre os quais um desejo de sentir que vivem numa época ou altura “escolhidas”. Curiosamente, a evolução da Ciência desde Galileu até à moderna cosmologia tem-nos revelado exactamente o oposto: vivemos num local e numa época típicos, num pequeno ponto azul pertencente a um entre milhares de milhões de sistemas solares, que está numa entre milhares de milhões de galáxias, num gigantesco Universo que tem mais de dez mil milhões de anos. Não ocupamos posição especial nem no espaço nem no tempo.