quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Em que consiste a liberdade?

Homem, se homem queres ser
E não uma sombra triste,
Olha para tudo o que existe
Com olhos de bem o ver.

Nada receies saber.
Ao que não amas, resiste.
Mesmo vencido, persiste
E acabarás por vencer.

Quer e poderás poder.
Vai por onde decidiste.
A liberdade consiste
No que a razão te impuser.

Armindo Rodrigues

Mulheres Correndo Pablo Picasso Pablo Picasso, Mulheres Correndo

A arte esquecida do debate democrático



Michael Sandel: A arte esquecida do debate democrático

Bobby Mcferrin canta Bach

Vale a mesmo a pena ouvir e ver (sobretudo o segundo vídeo)!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

O fim do mundo

calendário maia

O matemático e divulgador científico Jorge Buescu respondeu a algumas perguntas do jornal Expresso sobre as superstições acerca do fim do mundo. Pode ler parte da entrevista no blogue De Rerum Natura, no post O fim do mundo segundo Buescu.

Um excerto, para abrir o apetite:

- Porque é que as pessoas têm a necessidade de fixar uma data para o chamado fim do mundo? Que mecanismo psicológico justifica isto?

- Provavelmente uma mistura de sentimentos, entre os quais um desejo de sentir que vivem numa época ou altura “escolhidas”. Curiosamente, a evolução da Ciência desde Galileu até à moderna cosmologia tem-nos revelado exactamente o oposto: vivemos num local e numa época típicos, num pequeno ponto azul pertencente a um entre milhares de milhões de sistemas solares, que está numa entre milhares de milhões de galáxias, num gigantesco Universo que tem mais de dez mil milhões de anos. Não ocupamos posição especial nem no espaço nem no tempo.