“As nossas crenças mais justificadas não têm qualquer outra garantia sobre a qual assentar, senão um convite permanente ao mundo inteiro para provar que carecem de fundamento.” John Stuart Mill
terça-feira, 29 de novembro de 2011
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Free will (Livre-arbítrio)
Steven Pinker e Daniel Dennett, professores em algumas das melhores universidades americanas (e também do mundo!) explicam - de forma clara e simples - ideias filosóficas relacionadas com o problema filosófico do livre-arbítrio.
Reconheço que ao ouvi-los, relembrei os discursos palavrosos e "eruditos" de alguns professores universitários portugueses. Estes falam para o seu círculo de fiéis seguidores, preocupados com as suas carreiras e sem se preocuparem minimamente com a divulgação da Filosofia ou a inteligibilidade das suas ideias. E o resultado é que muito pouco se faz nas universidades portuguesas para fazer chegar a Filosofia ao grande público.
E que tal importamos este modelo americano de clareza e eficácia para Portugal, em vez da conversa vaga e pastosa que só serve para nos pôr a milhas da Filosofia em vez de nos incentivar a pensar e a argumentar?
Numa guerra, pode-se escolher não matar?
A propósito do problema filosófico do livre-arbítrio: o chefe da polícia de Saigão ao executar este homem, durante a guerra do Vietname, está a agir livremente? Ele poderia não disparar?
Eddie Adams foi o autor desta foto, onde o chefe de polícia de Saigão mata (em 1 e Fevereiro de 1968) um guerrilheiro. Ganhou, com esta fotografia, o prémio Pulitzer em 1969, mas decidiu abandonar a sua carreira de fotógrafo de guerra. Vale a pena ver o documentário realizado sobre este fotógrafo e a história desta fotografia.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Devíamos banir os cigarros? - A opinião do filósofo Peter Singer
Peter Singer, professor de bioética na Universidade de Princeton, escreveu um artigo de opinião no jornal Público - Devíamos banir os cigarros? - que vale a pena ler.
"Grande parte do livro de Proctor, que será publicado em Janeiro, baseia-se num vasto arquivo de documentos da indústria tabaqueira, divulgados durante processos legais. Mais de 70 milhões de páginas de documentos da indústria estão agora disponíveis online.
Os documentos mostram que, já desde a década de 1940, a indústria detinha provas que sugeriam que o fumo causa o cancro. Em 1953, no entanto, numa reunião dos executivos de topo das maiores companhias tabaqueiras Americanas tomou-se a decisão conjunta de negar que os cigarros fossem prejudiciais. Mais ainda, quando a prova cientifica de que o fumo causa o cancro se tornou pública, a indústria tentou criar a impressão de que a ciência era inconclusiva, de modo análogo ao daqueles que, negando que a actividade humana está a provocar mudanças climáticas, distorcem deliberadamente a ciência actual.
Como diz Proctor, são os cigarros, e não as armas ou as bombas, os artefactos mais mortíferos na história da civilização. Se quisermos salvar vidas e melhorar a saúde, nada mais prontamente alcançável será tão eficaz como uma proibição internacional na venda de cigarros. (Eliminar a pobreza extrema em todo o mundo é talvez a única estratégia que talvez salvasse mais vidas, mas isso seria muito mais difícil de conseguir.)Para os que reconhecem o direito do Estado em banir drogas recreativas como a marijuana e o ecstasy, uma proibição dos cigarros deveria ser fácil de aceitar. O tabaco mata muito mais pessoas do que estas drogas.
Alguns defendem que desde que uma droga apenas prejudique os que escolhem usá-la, o Estado deve deixar que os indivíduos tomem as suas próprias decisões, limitando o seu papel a assegurar-se de que os utilizadores estejam informados dos riscos que correm. Mas o tabaco não é uma droga desse tipo, dados os perigos colocados pelo fumo passivo, especialmente quando adultos fumam numa casa com crianças."
Para continuar a ler ver AQUI.
E o caro leitor tem uma opinião, racionalmente justificada, sobre este assunto?
Nota: O artigo citado do jornal Público não respeita o acordo ortográfico.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Ando a ler…
Earl Conee e Theodore Sider, Enigmas da Existência: Uma Visita Guiada à Metafísica, Lisboa, Bizâncio, 2010.
V. S. Naipaul, A Curva Do Rio, Lisboa, Quetzal, 2011.
Se clicar no nome dos livros poderá obter mais informações sobre os mesmos.

