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domingo, 5 de maio de 2013

Unicórnios, narvais e outras coisas que tais

Narval

Os alunos David Dias e Nuno Elias, do 10º C, fizeram um trabalho a explicar parte do que viram e aprenderam na visita guiada a uma das exposições da Fundação Calouste Gulbenkian. Ei-lo:

 

O tema da exposição“360o” era a ciência ibérica na época dos Descobrimentos.

Quando chegamos, o monitor levou-nos para perto de um globo e falou-nos da linha que separa o planeta (a linha do equador) e dos homens que deram um enorme contributo para o desenvolvimento da ciência na época dos descobrimentos.

De seguida, formaram-se grupos de quatro elementos e distribuíram-se tarefas a cada grupo. Uma das tarefas era desenhar o animal descrito em poemas que estavam num cubo da exposição. Outra tarefa era desenhar a planta que dava as especiarias, que o monitor deu ao nosso grupo, e dizer o nome dessa especiaria.

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Para concretizar a primeira tarefa, além de desenhar os animais, era preciso dizer de que animal era um corno que estava numa vitrina da exposição. Antigamente, pensava-se que era de um animal chamado unicórnio (cavalo com um corno na testa). E alguns alunos também pensaram isso, por mais estranho que possa parecer. Na realidade, “o corno” pertence a um animal aquático, da família da baleia, chamado narval e não se trata de um corno, mas sim um dente. Depois de todos terem acabado as suas atividades, o monitor foi pedindo que cada grupo apresentasse as suas respostas às questões. No final, ele corrigia os erros e explicava melhor.

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Na exposição estava representado, através de um modelo, um rinoceronte. Na época das descobertas, pensava-se que esse animal era um unicórnio feio e gordo. Havia também um modelo de crocodilo, outra crença desta época era que quem tivesse um animal destes pendurado no teto era considerado bruxo. Estes exemplos permitem-nos compreender melhor como a ausência de explicações científicas deu (e continua a dar) origem a superstições e crendices que acabam influenciar a vida das pessoas, levando-as, por exemplo, a ter medos que limitavam a possibilidade de explorarem novos territórios e adquirirem novos conhecimentos. Felizmente, houve uma minoria de pessoas para quem o “amor à verdade” acabou por prevalecer, como algumas frases citadas de autores da época – espalhadas por vários locais da exposição – faziam notar.

Havia um espaço onde estavam representadas todas as constelações estrelares e se podia observar um astrolábio. Este instrumento servia para determinar a posição dos astros no céu e foi durante muito tempo utilizado como instrumento de navegação marítima.

Vimos animais embalsamados, alguns deles bastante estranhos, que só passaram a ser conhecidos pelos homens europeus na época dos descobrimentos. O monitor explicou-nos como se embalsamava um animal (primeiro tiram-se os órgãos do animal e depois coloca-se palha) e as características de alguns deles

Foi uma exposição em que aprendemos sobre assuntos muitos diferentes: ciência, botânica, zoologia, filosofia… E foi divertido, pelo facto de termos participado bastante.

David Dias e Nuno Elias, 10º C.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Na ESPR aprende-se dentro e fora das aulas (2)

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 A guia da visita, no Museu Gulbenkian, a explicar um dos quadros da exposição.

Outros trabalhos dos alunos sobre a visita de estudo podem ser consultados AQUI.

Mariana Guerreiro, 10º D, Visita ao Museu da Fundação Calouste Gulbenkian by SaraRaposo

 

Pintura an Gulbenkian_Miguel_Guilherme, 10º D by SaraRaposo

Na ESPR aprende-se dentro e fora das aulas (1)

No passado dia 12 de Abril, os  alunos do 10º C e D fizeram uma visita de estudo à Fundação Calouste Gulbenkian (ver programa AQUI).

Nos trabalhos a seguir apresentados (neste e no post seguinte), eles explicam o que aprenderam.

Valeu a pena ter saído da sala de aula!

As fotografias e o vídeo são da autoria da aluna Carolin Jansen, do 10º D

Filo Sofia by SaraRaposo

O texto é da autoria das alunas Catalina Borozan e Raquel Martins, do 10º D.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

O parlamento visto por dentro

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No passado dia 26 de fevereiro, os alunos da turma 12ºE e 11ºD, acompanhados pelos professores Carlos Pires, Dina Ferreira, Joaquim Rodrigues, Regina Jerónimo e Sara Raposo, visitaram o edifício da Assembleia da República, em Lisboa.
 

Os alunos Cátia Silva, Sofia Cabrita, Rafael Fonseca (do 11º D) e Ana Sofia Cadete do 12º E, ficaram com a tarefa de fazer uma reportagem fotográfica. Os slides anteriores são uma montagem dos diferentes dos locais e momentos que eles registaram. Obrigada a todos!
 
Seguem-se alguns dos trabalhos, realizados pelas alunas Fátima Costa e Ana Sofia Cadete do 12ºE, sobre a visita guiada ao Parlamento. As fotos são dos alunos do 11º D, referidos anteriormente.
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A guia da visita começou por nos explicar a história do Palácio de S. Bento - desde o seu funcionamento no século XVII, como mosteiro da ordem religiosa dos beneditinos (a quem o edifício deve o seu nome) - até à sua função atual, local onde funciona um dos principais órgãos institucionais da democracia portuguesa: o parlamento.
 
Tivemos oportunidade de visitar vários locais do palácio e foram-nos dadas as conhecer a função específica de cada um deles, por exemplo: a Sala dos Passos Perdidos e Sala das Sessões. Além disso, em cada um destes locais, foram-nos transmitidas informações acerca de algumas das obras de arte aí presentes, como pinturas ou esculturas, por exemplo. Uma curiosidade interessante em relação ao nome da sala dos Passos Perdidos é que esta deve, originalmente, o seu nome ao facto de antes do regime democrático, as pessoas terem de esperar muito tempo para falar com os responsáveis políticos e, por isso, caminhavam de um lado para outro, sem direção (passos perdidos) para ver se o tempo de espera passava mais depressa. Hoje em dia é nesta sala - que antecede a sala das sessões (aquela onde ocorrem os debates políticos com a presença dos deputados de todos os partidos) os jornalistas continuam a ter de esperar (às vezes também muito tempo) para entrevistar os políticos.
 
Sem dúvida que o local de maior agrado e curiosidade foram as salas da Assembleia conhecidas como a Sala do Senado e a Sala das Sessões. É nestas salas que as grandes decisões políticas, que afectam a vida de todos os cidadãos, são tomadas. A Sala das Sessões – aquela costumamos ver mais na televisão - é muito mais pequena do que a imagem televisiva sugere e os deputados encontram-se bastante mais próximos fisicamente do que parece, é nela que se realizam as sessões parlamentares, as sessões solenes (como a do dia 25 de Abril), se votam os projetos de lei e as propostas de lei, etc. Foi dada aos alunos e professores, a oportunidade de se sentarem nos lugares normalmente ocupados pelos deputados e de ouvir uma explicação acerca do funcionamento do parlamento: as suas principais funções, as forças partidárias representadas, os mecanismos legais que os cidadãos têm ao seu dispor levar os deputados a analisar ou rever certas leis já em vigor, por exemplo.
 
No final, a guia respondeu, com bastante clareza, a todas as questões, dúvidas e pedidos de esclarecimento apresentados pelos alunos e professores.
Nesta visita ficamos a conhecer melhor o funcionamento de um dos órgãos de soberania mais importantes da democracia portuguesa. Julgo que é relevante os alunos contactarem com informações e locais relacionados com a política. No nosso país, as pessoas, nomeadamente os jovens, têm pouco interesse e pouca informação em relação a assuntos relacionados com a política e participam pouco na vida cívica, às vezes porque desconhecem como o podem fazer. Ter acesso ao edifício da Assembleia e informações sobre o seu funcionamento, é uma boa maneira de aproximar os jovens da política e, eventualmente, cativar o seu interesse.
Fátima Costa, 12ºE
 
Platão dizia que “o preço a pagar pela não participação na política é ser governado por quem é inferior”. De facto, se os cidadãos não se informarem sobre as decisões políticas e participarem criticamente, a qualidade da democracia pode ser melhorada e o risco de sermos governados por políticos incompetentes diminui. Assim, quando a professora nos informou da visita de estudo à Assembleia da República, pensei logo que íamos conhecer não só um sítio histórico, como o local onde os nossos governantes atuais tomam as decisões políticas fundamentais.
 
Do exterior, o edifício do parlamento deixa-nos assombrados pelo seu tamanho e pela sua beleza. À porta encontravam-se dois guardas, vestidos de uma forma interessante, e que eram extremamente simpáticos, eles até permitiram que lhes tirássemos fotos. Antes de entrarmos no interior da Assembleia passámos por uma máquina que verificou se não trazíamos connosco nenhuma objeto que pudesse interferir na segurança ou na integridade do espaço que íamos visitar. A guia já estava à nossa espera para nos mostrar e dar a conhecer os cantos da Assembleia da República.
 
Começamos no átrio e, enquanto olhávamos à volta, as palavras da guia fizeram a história do edifício chegar até nós. O Palácio de São Bento ao longo de anos sofreu várias alterações. Antigamente não se chamava palácio mas sim, Mosteiro Beneditino ou também Convento de São Bento da Saúde e foi inicialmente mandado construir por Baltazar Álvares. A guia explicou-nos que o palácio é do estilo neoclássico e que no interior contém obras de arte de diferentes épocas da história de Portugal. Ao longo do tempo, sua construção e preservação enfrentou vários problemas, tal como o terramoto de 1755 que danificou grande parte do palácio.
 
Depois, dirigimo-nos para o interior do Palácio e entramos em salas como o Salão Nobre, onde vimos pinturas a retratar a época dos descobrimentos e personagens marcantes dessa época, como Vasco da Gama. Pela Sala do Senado passa parte da história do nosso país, foi inaugurada em 1867, no reinado de D. Luís, cujo retrato ainda hoje se encontra ao cimo da mesa da presidência. A designação de Sala do Senado apenas lhe foi atribuída no período da I República. Hoje em dia é uma sala que é usada, frequentemente, para reuniões e para receber comissões ou para certas sessões como a do Parlamento dos Jovens.
 
O meu espaço preferido foi a Sala das Sessões. É nela que se reúnem todos os deputados eleitos nesta legislatura, sob a presidência de Assunção Esteves, a primeira mulher que ocupa este cargo (a segunda figura do Estado, logo a seguir ao Presidente da República). Nesse local foram-nos recordados conhecimentos como o número atual de deputados (230) e os principais traços arquitetónicos e estéticos da sala. O facto de poder sentar-me no sítio onde os deputados se sentam, fez-me alterar a ideia que tinha daquele lugar: na televisão temos a sensação que se trata de algo distante e inalcançável, na visita pude perceber que não é assim e qualquer um de nós, pode, se quiser e reunir certas condições, candidatar-se para desempenhar as funções de deputado no parlamento.
 
Por fim, ao sair da Sala das Sessões passamos pela Sala dos Passos Perdidos: o grande centro de encontros e desencontros entre os deputados, os membros de governo e os jornalistas.
 
O mais interessante desta visita foi a interacção entre a guia, os professores e os alunos, pois estes foram colocando questões à medida que visitavam o palácio. Foi uma experiência inacreditável que desvendou, para mim, vários mistérios causados pelo meu desconhecimento em relação a vários assuntos e me permitiu aplicar informações transmitidas nas aulas de várias disciplinas.
As pessoas deveriam ter mais interesse em visitar um sítio tão importante na nossa história presente e passada, e tão relevante no contexto da vida económica, política e social de Portugal. Sabem que toda a gente o pode fazer? É uma vista a não perder!
Ana Sofia Cadete, 12º E

Uma viagem no tempo através da figuração humana

A propósito da visita de estudo realizada ao Museu Gulbenkian, no dia 26 de fevereiro, os alunos realizaram trabalhos. Eis alguns deles:

      

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Egipto, princípio da época ptolomaica (305-200 a.C.). Mais informações no site do museu,  AQUI.

“Quem não sabe prestar contas de três milénios permanece nas trevas ignorante, e vive o dia que passa.”

                                                                                                                                                                         Goethe

Depois de ter visitado a exposição “Diferentes retratos, diferentes culturas”, no Museu Gulbenkian, lembrei-me da citação acima referida, que tinha lido no livro “O Mundo da Sofia”. Sempre que entro num museu apercebo-me da possibilidade que estes dão (pelo menos alguns e o da Gulbenkian é um deles) às pessoas de recuar no tempo e conhecer sociedades diferentes. Na verdade, como refere Goethe, sem o conhecimento do passado não podemos compreender corretamente factos históricos e acontecimentos do presente. O museu Gulbenkian permite, a quem quiser saber mais, fazer esta viagem no tempo.

Nesta visita tivemos a oportunidade de “contactar”, por exemplo, com obras de arte do antigo Egipto, ficámos a conhecer um pouco melhor a  sociedade, a escrita, a economia e  a religião.

Descobrimos também várias curiosidades sobre o islão, desde o tipo de decoração das mesquitas até à forma de higiene antes das orações.

Através da observação e interpretação de algumas pinturas em vasos e num biombo, conseguimos recolher informação acerca da sociedade chinesa, nomeadamente a hierarquia social vigente na época. É curioso como um olhar, mais atento e esclarecido (pela guia da visita), para um simples vaso, nos pode fornecer tanta informação…

Tivemos também acesso a quadros valiosos e realmente magníficos. Ao observá-los, podemos constar  como acontecimentos idênticos (do dia a dia e da religião, por exemplo) são vivenciados e representados de forma diferente, consoante a época histórica, a sociedade e a cultura de cada povo. Por outro lado, o olhar do artista não pode deixar de ser condicionado pela época em que viveu: pelos conhecimentos do seu tempo (científicos) e pelas ideias e valores, vários quadros observados mostraram-nos isso mesmo.

Concluindo, em 60 minutos, posso afirmar que fizemos uma viagem no tempo. Descobrimos como foi entendida a ideia de retrato em épocas diferentes, desde um período histórico em que a representação da figura humana não estava associada à ideia de individualidade (como no antigo Egipto e na Grécia antiga) até à atualidade.

Vale a pena fazer esta viagem no Museu Gulbenkian!

Maria Bumbuk, 12º E

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um quadro de Rembrandt Harmensz van Rijn (1606-1669). Mais informações sobre o quadro no site do museu, AQUI.

No prestigiado Museu Gulbenkian, fizemos uma visita guiada à exposição que mostrava a coleção privada de Calouste Gulbenkian. O museu encontra-se dividido em várias áreas e salas que ilustram diversos períodos históricos e correntes artísticas. Vimos obras de arte de diferentes países: do antigo Egipto, da Grécia antiga, da China e dos países baixos, entre outros. Observamos pinturas, por exemplo, do período medieval, renascentista e romântico. Em cada sala, a guia escolheu uma obra de arte e explicou como era entendida, nessa época histórica, a figuração humana. Fez-nos perguntas relacionadas com a época histórica dos quadros e esculturas, os valores estéticos, religiosos, que nós podemos descobrir analisando cada uma das diferente obras de arte.

A guia explicou-nos, detalhadamente, o que distinguia algumas correntes artísticas, esta foi uma das partes mais interessantes da visita. Referiu que nos templos religiosos dos muçulmanos era representado um arco propositadamente imperfeito e não se representava a figura humana por motivos religiosos: a perfeição era considerada uma característica apenas atribuível ao divino. Ficamos também a saber que um dos aspetos que permite diferenciar a pintura clássica da pintura romântica, é que esta última foca-se no ser humano e nos seus sentimentos.

Marco Fidalgo, Patrícia Pacheco, Joana Viegas, Rafael Fonseca e Fábio Gonçalves, 11º D

Um passeio literário pela Lisboa de Pessoa

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Na visita de estudo de 26 de fevereiro, fizemos um percurso  a pé por alguns locais significativos na vida e obra do poeta Fernando Pessoa. Este passeio foi organizado e guiado pela professora de Português, Dina Ferreira. A selecção e as explicações  ficaram a cargo da professora, a leitura dos poemas coube aos alunos. A fotografias que acompanham os poemas lidos, à excepção das duas primeiras, são da autoria do alunos Rafael Fonseca do 11º D.

ESTAÇÃO DO ROSSIO

Viajar! Perder países!
Ser outro constantemente,
Por a alma não ter raízes
De viver de ver somente!
Não pertencer nem a mim!
Ir em frente, ir a seguir
A ausência de ter um fim,
E a ânsia de o conseguir!

Viajar assim é viagem.
Mas faço-o sem ter de meu
Mais que o sonho da passagem.
O resto é só terra e céu.

Fernando Pessoa, 20-9-1933

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IGREJA DOS MÁRTIRES

Ó sino da minha aldeia,
Dolente na tarde calma,
Cada tua badalada
Soa dentro da minha alma.

E é tão lento o teu soar,
Tão como triste da vida,
Que já a primeira pancada
Tem o som de repetida.

Por mais que me tanjas perto,
Quando passo, sempre errante,
És para mim como um sonho,
Soas-me na alma distante.

A cada pancada tua,
Vibrante no céu aberto,
Sinto mais longe o passado,
Sinto a saudade mais perto.

Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"

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ESTÁTUA EM FRENTE DO CAFÉ BRASILEIRA

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CASA ONDE NASCEU FERNANDO PESSOA

Aniversário
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.
(…)
Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira! ...
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...

Álvaro de Campos, Aniversário

À minha querida mamã
Eis-me aqui em Portugal
Nas terras onde nasci.
Por muito que goste delas
Ainda gosto mais de ti.

Fernando Pessoa, 26-07-1895 (1º poema escrito e conhecido com 7 anos)

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TEATRO S. CARLOS

(…)
Todo o teatro é o meu quintal, a minha infância
Está em todos os lugares e a bola vem a tocar música,
Uma música triste e vaga que passeia no meu quintal
Vestida de cão verde tornando-se jockey amarelo...
(Tão rápida gira a bola entre mim e os músicos...)
(…)
Fernando Pessoa, in "Cancioneiro

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ESTÁTUA EM FRENTE DA CASA ONDE NASCEU FERNANDO PESSOA

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LARGO DO CARMO, outra morada de Pessoa

Trago dentro do meu coração,
Como num cofre que se não pode fechar de cheio,
Todos os lugares onde estive,
Todos os portos a que cheguei,
Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,
Ou de tombadilhos, sonhando,
E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero.
(…)
Álvaro de Campos, Passagem das Horas

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CAFÉ MARTINHO DA ARCADA

Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples
Tem só duas datas — a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra cousa todos os dias são meus.

Sou fácil de definir.
Vi como um danado.
Amei as cousas sem sentimentalidade nenhuma.

Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei.
Mesmo ouvir nunca foi para mim senão um acompanhamento de ver.
Compreendi que as cousas são reais e todas diferentes umas das outras;

Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"

E por último, o ponto de vista de alguns dos alunos do 11º D e 12º E:

Já pensaram se fôssemos todos memoráveis? Se o mundo pudesse conhecer a nossa vida através da nossa cidade, dos locais por onde passámos?

Tal como explicou a nossa professora de português:

“As cidades não serão mais do que o resultado das pessoas que nelas viveram, vivem e viverão. Então Lisboa poderá ser também Pessoa: onde nasceu, viveu e morreu. Ainda habitará, hoje, o poeta nas ruas desta cidade? A resposta poderá ser encontrada no percurso que iremos realizar na tentativa de solucionar o dilema: PESSOA EM LISBOA OU A LISBOA DE PESSOA?”

Na expectativa de conhecer mais sobre o memorável poeta, Fernando Pessoa, realizámos um passeio literário pedestre, onde pudemos conhecer mais sobre a vida  e obra deste escritor.

Passámos por vários lugares ligados à obra do poeta e lemos poemas relacionados com esses locais, por exemplo, junto à Igreja dos Mártires, no Chiado, onde Pessoa foi batizado (lemos o poema “Ó sino da minha aldeia”) e a casa onde nasceu o poeta, cujo edifício pertence agora à Caixa Geral de Depósitos. Em cada sítio, descobrimos mais sobre Pessoa e a sua vida: onde nasceu, viveu e com quem conviveu, onde trabalhou e até sobre o seu  romance platónico com Ofélia Queirós.

Podemos assim solucionar o dilema que inicialmente nos foi colocado. É A LISBOA DE PESSOA, pois apesar de passarem por esta cidade muitas pessoas, mais nenhuma conseguiu o que este ilustre poeta alcançou: tornar inesquecíveis certos locais através de alguns dos seus poemas.

Catarina Bárbara 12ºE

Realizámos o percurso pessoano. Passámos por vários locais importantes da vida de Fernando Pessoa em Lisboa, como por exemplo a casa onde o poeta nasceu nasceu, a casa da sua amada Ofélia Queirós, a estação do Rossio em que via partir alguns dos seus amigos, etc. As paragens nos locais eram sempre acompanhadas por uma descrição da professora de Português do local e da sua importância na vida do autor e pela leitura de um poema de Pessoa realizada pelos alunos. Esta parte da visita foi bastante enriquecedora. Os alunos puderam aprender mais sobre a vida de Fernando Pessoa e andar pela mesma calçada que o autor português pisou!

Rafael Fonseca, Fábio Gonçalves, Marco Fidalgo, Patrícia Pacheco e Joana Viegas, 11º D

terça-feira, 9 de abril de 2013

Vamos à Gulbenkian, espreitem o que vamos ver e fazer!

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No próximo dia 12 de Abril, os alunos de duas turmas (1O C e 10 D, uma de ciências e outra de humanidades) da Escola Secundária Pinheiro e Rosa - acompanhados pelos professores de Filosofia, Inglês e Biologia e Geologia - vão a uma visita de estudo a Lisboa e lá irão:

1. Ouvir um concerto.

No âmbito do programa Descobrir, concertos para as escolas , vamos ouvir um concerto comentado – “Quando Beethoven encontra o Jazz”. O pianista norte-americano Uri Caine, acompanhado pela orquestra Gulbenkian, toca excertos de As Variações Diabelli de Ludwig von Beethoven. Maestrina: Joana Carneiro. Os comentários e as explicações estão a cargo de Pedro Moreira.

2. Fazer uma visita guiada à exposição 360º - Ciência Descoberta.

É uma exposição sobre a ciência ibérica na época dos descobrimentos. Apresenta os desenvolvimentos científicos e técnicos associados às grandes viagens oceânicas de Portugueses e Espanhóis nos séculos XV e XVI, e o impacto que causaram na ciência europeia. A exposição procura mostrar os diversos fatores que modelaram as ideias e as práticas dos ibéricos nesse período – o fascínio com as novidades do mundo natural americano e asiático, a crítica do saber antigo, o estabelecimento de novas práticas empíricas, a disseminação de conceitos científicos pelos estratos menos instruídos da sociedade, os melhoramentos técnicos, os processos e as instituições de acumulação e gestão de novos conhecimentos – e como estes aspetos jogaram um papel significativo no nascimento da modernidade científica europeia.

O título – 360º - Ciência Descoberta – faz referência ao núcleo principal da exposição, isto é, o estabelecimento pelas nações ibéricas de rotas marítimas de escala planetária, e os novos horizontes científicos que elas abriram aos europeus. A exposição estará organizada em torno de quatro zonas temáticas:

- A imagem do mundo antes das viagens marítimas;

- O contacto com as novidades da geografia, da botânica, da zoologia, etc.;

- A criação de novas disciplinas de base matemática e os desenvolvimentos tecnológicos;

- O impacto da nova imagem do mundo no surgimento da ciência moderna."

3. Fazer uma visita guiada ao Museu Gulbenkian sobre o tema: "Diferentes retratos, diferentes culturas".

 

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"A figuração humana é uma constante em todas as épocas e em todas as culturas. Mas a imagem do Homem foi representada de diversas formas, obedecendo muitas vezes não só a critérios estéticos, mas também a critérios de ordem moral e religiosa."

(Esta informação foi, integralmente, retirada do site do museu Gulbenkian).

 4. Passear junto ao mosteiro dos Jerónimos.

E comer aos pastéis de Belém (sim, porque não só de cultura vive o homem!).

 

 

No final desta visita, é suposto os alunos terem encontrado resposta, entre outras, para as perguntas seguintes:

· Quem foi Beethoven? O jazz pode relacionar-se com a música clássica?

· Costumas ouvir música clássica ou jazz? Porquê?

· O que é uma experiência estética?

· Uma obra de arte, musical ou um quadro, transmite-nos apenas emoções? Porquê?

· Como é ouvir uma orquestra ao vivo?

· Como era a imagem do mundo que os homens tinham antes das viagens marítimas?

· Que novidades introduziram os descobrimentos no âmbito da geografia, da botânica e da zoologia?

· Quais eram, na época das descobertas, as características da ciência, tal como era praticada nos países ibéricos?

· Que ideias e práticas científicas existiam nos séculos XVI e XVII?

· Onde é que se podiam adquirir, na época dos descobrimentos, conhecimentos científicos?

· Qual foi o contributo das novas ideias e descobertas científicas para a criação da ciência moderna?

· Porque motivo a exposição tem o nome de 360º?

· A figura humana é representada nas obras de arte, de vários povos e épocas, de modo diferente.  A que se deve esse facto? 

· Será possível descobrir, através da análise de pinturas e outras obras de arte, as características de uma sociedade, as ideias religiosas e a cultura de uma certa época histórica?

· A beleza foi entendida de forma diferente consoante as épocas históricas. Porquê?

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Visita de estudo: Diferentes retratos, diferentes culturas (3)

Visita guiada ao Museu Gulbenkian.

À exposição: "Diferentes retratos, diferentes culturas".

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"A figuração humana é uma constante em todas as épocas e em todas as culturas. Mas a imagem do Homem foi representada de diversas formas, obedecendo muitas vezes não só a critérios estéticos, mas também a critérios de ordem moral e religiosa."

Conceção e orientação de Maria do Rosário Azevedo

(Esta informação foi, integralmente, retirada do site do museu Gulbenkian)

No final desta visita, é suposto os alunos terem encontrado resposta, entre outras, para as perguntas seguintes:

  • Quais são as características mais relevantes de um regime político democrático?
  • Quais são os principais órgãos de soberania portugueses e que funções desempenham?
  • Que factos históricos contribuíram para a instauração da democracia em Portugal?
  • Quem são os líderes dos partidos políticos representados na Assembleia da República e que ideias defendem?
  • Como é que alguns locais de Lisboa se refletiram na obra literária de Fernando Pessoa?
  • A Lisboa em que Fernando Pessoa viveu distingue-se, em termos históricos e sociológicos, da Lisboa atual em quê?
  • Será possível descobrir, através da análise de pinturas e outras obras de arte, as características de uma sociedade, as ideias religiosas e a cultura de uma certa época histórica?
  • A beleza foi entendida de forma diferente consoante as épocas históricas. Porquê?

Outras actividades a realizar durante esta visita podem ser consultadas  AQUI e AQUI.

Visita de estudo: PESSOA EM LISBOA OU A LISBOA DE PESSOA? (2)

Rua Augusta em Lisboa

PESSOA EM LISBOA OU A LISBOA DE PESSOA?

Fernando Pessoa

As cidades não serão mais do que o resultado das pessoas que nelas viveram, vivem e viverão. Então Lisboa poderá ser também Pessoa: onde nasceu, viveu e morreu. Ainda habitará, hoje, o poeta nas ruas desta cidade? A resposta poderá ser encontrada no percurso que iremos realizar na tentativa de solucionar o dilema: PESSOA EM LISBOA OU A LISBOA DE PESSOA?

GUIÃO DA VISITA

Neste percurso, pisamos o mesmo chão que Fernando Pessoa pisou. Este privilégio é digno de ser fixado, pelo que se propõe um pequeno registo dos vários locais por que passamos, destacando estes dados:

· Identificação;

· Dados biográficos e/ou bibliográficos relacionados;

· Poema;

· No final do percurso, a resposta à questão proposta no cabeçalho.

Dina Ferreira (professora de Português da Escola Secundária de Pinheiro e Rosa)

 

Outras actividades a realizar durante esta visita podem ser consultadas AQUIAQUI.

Visita de estudo a Lisboa: informações (1)

No próximo dia 26 de Fevereiro, duas turmas de Humanidades (11º D e 12º E) da Escola Secundária Pinheiro e Rosa visitarão vários locais de Lisboa. O primeiro é a Assembleia da República, onde realizarão uma visita guiada. Seguidamente, irão fazer um percurso a pé por locais ligados à vida e à obra do poeta Fernando Pessoa. Por último, após o almoço nos jardins na Fundação Calouste Gulbenkian, terão oportunidade de contemplar, no museu Gulbenkian, obras de arte de períodos históricos diferentes e perceber de que forma estas espelham as ideias religiosos e políticas da  sociedade e da cultura que as viu nascer.  Esta visita guiada intitula-se "Diferentes retratos, diferentes culturas" e é uma das que o excelente programa da Gulbenkian - Descobrir - disponibiliza para as escolas.

Esta visita de estudo têm uma natureza interdisciplinar, uma vez que abrange conteúdos programáticos das disciplinas de Ciência Política, História A, Sociologia, Português e Filosofia.

Para que esta visita seja mais proveitosa, convém consultar, previamente, as informações sobre o Parlamento (uma espécie de visita virtual) disponibilizadas AQUI.

Outras actividades a realizar durante esta visita podem ser consultadas AQUI e AQUI.

domingo, 3 de junho de 2012

Os alunos da Pinheiro à descoberta da Matemática na arte (1)

_MG_0210 Fotografia de Samuel Camacho do 11º F.

A visita ao CAM (Centro de Arte Moderna da Gulbenkian) foi bastante enriquecedora, pois tivemos oportunidade de perceber como é que  a análise de certas obras arte se pode relacionar com ideias matemáticas.

As obras de arte, que vimos durante a visita guiada, estavam organizadas em níveis.

No primeiro nível, as obras observadas eram caracterizadas por serem em 2D (duas dimensões). Por isso, havia simetria em certos detalhes e o desenho estava orientado conforme dois eixos: o eixo X e eixo Y. Existiam translações, círculos e circunferências. O quadro que observamos para ilustrar estas características foi o da pintora Beatriz Milhazes.

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“Primavera” de Beatriz Milhazes (uma pintora nascida em 1960). Para mais informações sobre esta exposição, ver aqui.

No segundo nível, as obras de arte observadas produziam ilusões óticas no espectador. Transmitiam, por exemplo, a sensação de profundidade e de movimento. Foi o caso de uma bola que parecia flutuar em cima de fitas. Ao longe, aparentemente, a bola parecia leve e suspensa no ar. Contudo, este efeito de leveza não era real, ao aproximar-nos verificámos que as fitas eram pesadas - eram de ferro tal como a bola - e eram elas que suportavam o elevado peso da bola.

Outra obra analisada - constituída por uma sequência de fotografias - era da autoria da pintora Helena Almeida. Inicialmente, via-se a uma fotografia da pintora com um pincel na mão com tinta azul. A sensação que nos dava é que a mão ia pintando um bocado de tela cada vez maior. O que nós víamos é que depois de pintar a tela azul, havia uma mão que empurrava a cortina de tinta azul e a afastava. Ao olharmos a sequência de imagens tínhamos a ilusão de movimento, como se o pincel ou a mão pudessem, de facto, produzir o efeito da tinta a aparecer ou a desaparecer. Mas, na realidade, eram apenas os nossos sentidos a enganarem-nos. O que, de facto, aconteceu foi as fotografias terem sido pintadas como se fossem uma tela. A sensação de profundidade e de movimento eram, portanto, aparentes e não correspondiam à realidade.

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As fotografias de Helena Almeida que observamos no CAM.

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A guia da visita mostrou-nos - para ilustrar algumas das ideias que estavam presentes na sequência de fotografias que observáramos anteriormente – uma outra sequência de fotografias, da mesma artista, que produziam uma imagem distorcida da realidade: como se a linha, desenhada na mão com a caneta, pudesse ser um bocado de fio que os nossos dedos pudessem sentir e manusear.

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«Sente-me» de Helena Almeida, 1979.

Georgeta, Jéssica e Tatiana, 11º C

sábado, 5 de maio de 2012

Uma visita de estudo da ESPR vista por um aluno

O meu aluno Samuel Camacho do 11º F - que gosta de fotografia e a quem eu muito agradeço - fez um vídeo com  fotos dos locais onde estivemos na visita de estudo do dia 2 de Março: Fundação Calouste Gulbenkian e Museu das Comunicações.

Para perceberem como o Samuel tem jeito para fotografar e bom gosto musical, vale a pena ver as fotografias e ouvir Mozart (1756-1791).  A música que ele escolheu é um dueto retirado da ópera Bastienne e Bastien (chama-se 'Geh! Herz von Flandern!' - scena VI) e nós, na visita de estudo, tivemos oportunidade de a ouvir ao vivo num concerto da orquestra da Fundação Calouste Gulbenkian.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Os alunos da Pinheiro no museu das comunicações

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No passado dia 2 de Março de 2012, realizámos uma visita de estudo a Lisboa. Um dos locais visitados foi o museu das comunicações. Este espaço está dividido em diversas secções, mas iremos falar do que nos suscitou mais interesse: a casa do futuro. Neste espaço, podemos observar como se aplicam as inovações tecnológicas mais recentes na resolução de problemas do quotidiano, em particular na realização de tarefas domésticas básicas e rotineiras.

Ficámos impressionados ao observar as várias divisões da casa, pois não imaginávamos que fosse possível abrir as janelas, acender as luzes, saber quais os produtos que faltam no frigorífico.... utilizando um único programa de computador.

O que nos surpreendeu, e ao mesmo tempo fascinou, foi «O QUARTO DA AVÓ», onde vimos como as inovações tecnológicas podem proporcionar uma maior qualidade de vida a pessoas debilitadas ou deficientes. Algumas das aplicações tecnológicas mais recentes poderão contribuir para colmatar as necessidades básicas de pessoas com limitações físicas.

Podemos, então, concluir que a tecnologia aplicada às tarefas domésticas poderá fazer com que as pessoas se libertem  de algumas "chatices" do quotidiano (aspirar, passar a ferro...) e possam ter mais tempo livre para se dedicarem a outras atividades. Todavia, pelo que se percebe nos tempos em que vivemos, um dos aspectos negativos desta evolução é fazer com que as pessoas tenham uma vida sedentária por terem todas as coisas a um toque de distância. Por outro lado, será que as pessoas irão aproveitar, de facto, a maior qualidade de vida para alargarem os seus conhecimentos? Ou, pelo contrário, a evolução tecnológica poderá constituir uma espécie de prisão, tornando os seres humanos dependentes das máquinas e incapazes de pensarem por si próprios?

Bruno Bastos, Catarina Silva e Filipa Gonçalves, 11º C

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Os alunos da Pinheiro à descoberta de Mozart

Concerto

O concerto “Bastien e Bastienne” de Mozart, tocado pela prestigiada orquestra Gulbenkian, foi de facto muito bom. A história desta ópera relatava os amores não correspondidos de uma pastora, cujo amado prefere uma rica cortesã. Contudo, a intervenção de um mágico e os seus sábios conselhos farão a pastora reconquistar o seu amado. Esta ópera, escrita por Mozart aos doze anos de idade, foi traduzida  e cantada em português (e com legendas que surgiam à medida que os cantores cantavam). Foi feita uma teatralização dos acontecimentos pelos cantores, que até andaram no meio do público. A presença da orquestra e a interação dos cantores com os músicos foram todas ideias bem pensadas, tendo em conta o público: alunos das escolas, de várias faixas etárias. Tudo isto acabou por proporcionar um excelente espetáculo!

Esta foi uma forma de levar muitas pessoas a assistir a este tipo de concertos, algumas delas pela primeira vez, e a  ficarem com uma perspetiva  diferente em relação à música clássica. Eu já tinha assistido a este tipo de concertos, porém este destacou-se pela interação com o público, o que raramente acontece noutros concertos do mesmo género.

Penso que esta é uma experiência a repetir e deveria ser mais vezes proporcionada pelas escolas.

João Pedro Gil Rosa, 11ºC

 

A ópera a que nós fomos assistir chama-se Bastien e Bastienne. Foi inspirada em Le Devin du Village, de Jean-Jacques Rousseau e foi composta por Mozart quando este tinha apenas doze anos de idade. "Conta história de Bastienne, uma jovem pastora que se apaixonara por Bastien, cujo coração anda distraído com uma representante da nobreza. O desespero conduz Bastienne até ao mago Colas que, com os seus poderes mágicos e de persuasão, conduzirá o par amoroso a um fim reconciliador” (informação retirada do site da Fundação Gulbenkian).

Wolfgang Amadeus Mozart nasceu em 27 de Janeiro de 1756 na cidade austríaca de Salzburgo. Desde criança apresentou grande talento musical. O seu pai, Leopold Mozart, era compositor e estimulou os dotes musicais do filho. Com este apoio paterno, ele começou a escrever duetos e pequenas composições para piano, ainda na infância.

Durante a sua vida compôs várias óperas, destacando-se, entre outras, “As bodas de Figaro” e “Don Giovanni”.

Mozart não é um dos meus compositores preferidos de música clássica. Contudo, foi uma experiência enriquecedora, foi algo diferente do que estamos acostumados a assistir e até a ouvir. Este concerto permitiu, talvez no caso de alguns alunos, alargar os  gostos musicais e fazer-nos apreciar de outro modo a música clássica.

O que mais me fascinou - para além da fantástica orquestra - foi a maturidade que Mozart possuía aos doze anos de idade, pois esta ópera é bastante complexa: não só descreve o amor entre duas pessoas, como faz um retrato crítico  da sociedade daquela época e da natureza humana, em particular do amado da pastora que hesita entre escolher o amor verdadeiro e a posse de bens materiais proporcionada pela cortesã. Por isso, apesar das minhas preferências musicais serem outras, considero que Mozart será para sempre uma referência em relação à música!

Maria Bumbuk, 11º F

Don Giovanni, uma outra ópera de Mozart:

Visita de estudo a Lisboa: reportagem fotográfica

No passado dia 2 de Março, as turmas C e F do 11º ano participaram numa visita de estudo a Lisboa.

Os locais visitados foram a Fundação Calouste de Gulbenkian e ao Museu das Comunicações. Os alunos tiveram oportunidade de assistir ao concerto "Bastien e Bastienne" (de Mozart), pela orquestra Gulbenkian. Realizaram também três visitas guiadas: uma no Centro de Arte Moderna da Gulbenkian, intitulada "À descoberta da Matemática na Arte" e duas outras no Museu das Comunicações.

As informações acerca dos locais a visitar e das atividades a realizar foram fornecidas aos alunos, antes da visita, neste blogue,  AQUI e AQUI.

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domingo, 26 de fevereiro de 2012

Visita de estudo: Música e Arte

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Mozart aos seis anos de idade (ver aqui).

No próximo dia 2 de março, as turmas do 11º C e do 11º F irão realizar uma visita de estudo à Fundação Calouste de Gulbenkian e ao Museu das Comunicações em Lisboa. Disponibilizo, seguidamente, informações acerca dos locais a visitar e das atividades a realizar.

Vale a pena consultar esta informação antes da visita, não só  para perceber o que iremos ver e fazer, como para compreender que se trata de uma oportunidade de desfrutar novas experiências, aplicar conhecimentos e descobrir mais. Já me esquecia: e também, é claro, de conviver!

1. Concerto "Bastien e Bastienne" (de Mozart), pela orquestra Gulbenkian.

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“Inspirada em Le Devin du Village, de Jean-Jacques Rousseau, o singspiel (ópera com texto declamado) Bastien und Bastienne foi composto por Mozart quando este contava apenas doze anos de idade. Uma obra de contornos satíricos que é também uma das primeiras provas inequívocas do génio músico-teatral do compositor de Salzburgo. Bastienne é uma jovem pastora apaixonada por Bastien, cujo coração anda distraído com uma representante da nobreza. O desespero conduz Bastienne até ao mago Colas que, com os seus poderes mágicos e de persuasão, conduzirá o par amoroso a um fim reconciliador.”

Informação retirada do site da Fundação Calouste Gulbenkian (ver aqui).

2. Visita guiada à exposição "Descobrir a matemática na Arte".

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“Será que a Matemática e a Arte estão assim tão afastadas? Ao longo da História sempre houve cruzamentos entre Ciência e Arte, como o demonstra a aplicação da Matemática no trabalho plástico de alguns artistas. No entanto, na maior parte das vezes a presença da Matemática na Arte não se descortina através de um simples olhar. Requer uma observação atenta, refletida, para lá do que é mais visível.
Reforçando alguns dos conteúdos abordados nos currículos escolares de cada nível de ensino e introduzindo conceitos que habitualmente se encontram ausentes da esfera curricular, esta é uma visita que promove o cruzamento interdisciplinar, permitindo, de forma criativa e apelativa, criar pontes duradouras e estimulantes entre as aprendizagens escolares e as não-escolares.
Os percursos e recursos utilizados variam em função das exposições temporárias em cartaz e do nível de ensino dos alunos, uma vez que para cada ano letivo há uma cuidadosa adaptação das estratégias e dos conteúdos.”

Informação retirada do site da Fundação Calouste Gulbenkian (ver aqui).


3. Outros locais e actividades de interesse na Fundação Calouste Gulbenkian (que os alunos poderão explorar livremente à hora do almoço). Vale a pena espreitar os links!

1. O jardim: uma obra de arte onde podem encontrar obras de arte (esculturas).

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2. A exposição: "Fernando Pessoa, Plural como o Universo".

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3. O museu Calouste Gulbenkian.

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A escolha é vossa.

Aproveitem para olhar e ver!