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terça-feira, 10 de setembro de 2013

Uma divisa a ter em conta

 

"Ter os olhos abertos. Fazer o melhor a partir do que existe".

Marguerite Yourcenar

Talvez esta seja uma divisa a seguir na vida em geral e, em particular, este ano letivo, pelos professores cujas condições de trabalho pioraram substancialmente. Há também aqueles que nem se encontram ainda colocados nas escolas, apesar das aulas se iniciarem já na próxima segunda. Mais uma vez a desumanidade e desrespeito pelas pessoas a que o ministério da educação já nos habituou no início de cada ano letivo.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

sexta-feira, 7 de junho de 2013

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Não, não estamos no centro do Universo!

Conforme é muito bem explicado no episódio 1 do documentário televisivo A História da Ciência, a descoberta de que não estamos no centro do Universo perturbou muitas pessoas nos séculos XVI e XVII. Depois, já no século XX, a descoberta de que o Universo é imensamente grande e está em expansão (pelo que, em princípio, não tem sequer centro) perturbou ainda algumas pessoas, que se sentiram desconfortáveis com o facto de vivermos num pontinho insignificante dessa imensidão.

Mas o facto de vivermos num pontinho insignificante implicará que nós próprios somos insignificantes?

Este vídeo não responde a essa questão, mas ajuda a perceber como é realmente pequeno o lugar onde decorre a existência humana.

Sugestão da Patrícia Pacheco, do 11º D, feita aqui.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O que farias hoje se o mundo acabasse amanhã?

O prazer de ler

“Se o mundo acabasse amanhã hoje estudaria matemática.”

Fosse quem fosse o autor desta frase lida não sei aonde, tinha toda a razão. Se o mundo acabasse amanhã deveríamos aproveitar o pouco tempo restante fazendo atividades com valor intrínseco e não atividades com valor apenas instrumental (aquilo que fazemos não por gostar mas porque permite alcançar coisas de que gostamos).

Como é natural, a matemática não seria a primeira escolha de muitas pessoas. Algumas escolheriam estudar filosofia ou ler um romance e muitas outras escolheriam atividades que nada têm a ver com o estudo e a leitura. Mas o que talvez mereça ser salientado é que algumas pessoas (possivelmente uma pequena minoria) consideram que a leitura e o estudo são algo bom em si mesmo e que vale a pena fazer mesmo que não se ganhe nada além do próprio prazer.

Porém, como o mundo não vai acabar amanhã e teremos tempo para colher os frutos do que fizermos hoje, a verdade é que, além do prazer, podemos ganhar imensas coisas com a leitura e o estudo.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Insatisfação

Muitas pessoas quanto mais têm mais querem e nunca se sentem realmente satisfeitas e felizes. Porque será?

Black Friday

Encontra aqui pelo menos uma parte da explicação.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Desenvolvimento tecnológico e vulnerabilidade extrema

Acontecimentos Extremos (Portuguese Edition)

Do escritor, matemático e especialista em sistemas complexos, John Casti, um livro em que se faz uma reflexão sobre as fragilidades provocadas pela extrema dependência da tecnologia na vida actual. Várias cenários possíveis acerca de um futuro que não é animador. Mas em que vale reflectir!

"Todos sabemos o que significa ficar algumas horas sem Internet. Agora imagine os efeitos de uma falha à escala global. Se durasse um dia, seria o caos. Se durasse uma semana poderia provocar o colapso da nossa civilização. Uma catástrofe destas não só é possível, como assustadoramente provável, porque a Internet assenta num sistema tecnológico tão complexo como frágil. E basta um erro humano para perdermos o controlo das comunicações digitais. Quer queiramos quer não, a vida no século XXI depende de uma série de serviços que não controlamos, como a água, a eletricidade que consumimos, ou os combustíveis. O modo como todos estes bens nos chegam à mão assenta numa cadeia hiper-complexa de pessoas e tecnologias, e as probabilidades de rutura são muito maiores do que pensamos. Neste livro, John Casti desenha-nos 11 cenários possíveis para um colapso. De uma pandemia global à destruição do equilíbrio nuclear, passando pela derrocada dos mercados financeiros. São hipóteses muito mais prováveis do que julgamos e todas sustentadas por exemplos recentes de colapso eminente (evitados in extremis) e pela ciência das probabilidades. Acontecimentos Extremos é uma arrepiante visão da extrema vulnerabilidade em que se baseia o nosso modo de vida. Como veremos, num mundo cada vez mais complexo, basta uma carta abanar, para que todo o castelo comece a ruir." (Informação retirada daqui)

Para saber mais, ver AQUI.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

O último dia na Terra

O filme "O último dia na Terra" é de ficção científica e foi realizado, recentemente, por Abel Ferrara.

Encontra-se em exibição nas salas de cinema portuguesas e faz-nos pensar acerca de algumas questões que, de forma vaga e depreciativa, várias pessoas designam como "existenciais".

Contudo, como o filme nos mostra, a resposta de cada indivíduo à pergunta metafísica: "Qual é sentido da vida?" é muito mais importante do que possa parecer. Além de condicionar as decisões e as atitudes que cada um adopta perante o mesmo acontecimento, permite compreendê-las.

Vão ver o filme! Vale a pena!

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Declaração de princípios

corto maltese

Corto Maltese, de Hugo Pratt.

 

TE DEUM

Not because of victories
I sing,
having none,
but for the common sunshine,
the breeze,
the largess of the spring.

Not for victory
but for the day's work done
as well as I was able;
not for a seat upon the dais
but at the common table.

Charles Reznikoff

terça-feira, 3 de abril de 2012

Aquilo que não é possível mudar...

Frame do filme "O Sétimo Selo", escrito e dirigido por Ingmar Bergman em 1956.

"Pinela, o camponês, atava as cepas
com ervas secas que segurava entre as orelhas.
Enquanto trabalhava falei-lhe da cidade,
da minha vida que passara num relâmpago
do meu terror da morte.
Aí silenciou todos os rumores que fazia com as mãos
e só então se ouviu um pequeno pardal cantando ao longe.
Disse-me: medo porquê? A morte nem sequer é maçadora.
Apenas vem uma vez!"

Tonino Guerra

sexta-feira, 30 de março de 2012

Amigos improváveis

O filme "Amigos improváveis" estreou ontem nas salas de cinema em Portugal. Vi hoje e recomendo, vivamente, a quem gosta de cinema!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

A dose certa de felicidade é...

image Para saber mais informações, clicar no livro.

“Estás realmente feliz com a tua vida? O teu companheiro compreende realmente as tuas necessidades? Criar os teus filhos dá-te realmente um sentido de realização? Não há nada de mal em analisarmos a nossa vida. A vida é tudo o que temos e não há nada mais importante do que viver uma vida boa. Mas típico dos humanos é a interpretação perversa da forma como a devemos analisar: pensamos que analisar a nossa vida é a mesma coisa que analisar os nossos sentimentos, quando olhamos para dentro e vemos o que cá está e o que não está, a conclusão a que chegamos é muitas vezes negativa. Não nos sentimos da maneira que queríamos ou da maneira que pensamos que nos devíamos sentir. Então o que é que fazemos? Como bons viciados na felicidade que somos, vamos atrás da próxima dose: um ou uma jovem amante, um carro novo, uma casa nova, uma vida nova – qualquer coisa desde que nova. Para os viciados, a felicidade provém sempre de qualquer coisa, desde que nova (…) e se isto não resultar – o que acontece muitas vezes -, há um exército de profissionais muito bem remunerados à nossa espera, que terão o maior prazer em nos dizer onde e como arranjamos a próxima dose.”

Mark Rowlands, O filósofo e o lobo, tradução de Rosário Nunes, Lisboa, 2009, Edições Lua de papel, págs. 146-147.

O texto anterior descreve uma perspectiva subjetivista acerca do sentido da vida. Há, porém, outras formas de encararmos esta questão. E que tal, procurarmos fazer algo que tenha, de facto, valor objetivo?

sábado, 25 de fevereiro de 2012

What we think we become

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A primeira foto é da verdadeira Margaret Thatcher  e segunda da atriz Meryl Streep a desempenhar o papel da primeira ministra inglesa.

"Watch your thoughts for they become words.
Watch your words for they become actions.
Watch your actions for they become habits.
Watch your habits, for they become your character.
And watch your character, for it becomes your destiny.
What we think we become”.

Não se sabe com certeza quem é o autor destas palavras famosas. São citadas, no filme (em exibição nos cinemas) "A Dama de ferro", por Margaret Thatcher (papel desempenhado pela atriz  Meryl Streep). Vale a pena ouvi-las.

Os pensamentos têm, afinal, assim tanto poder na vida das pessoas? Se assim fosse, não deveríamos interessar-nos muito mais por compreender, analisar e discutir as nossas ideias?

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Uma espantosa invenção!

a invenção de HugoAté conhecer o último filme de Martin Scorsese, "A invenção de Hugo", a visualização do cinema em 3D, não me tinha proporcionado nenhuma experiência que tivesse valido a pena ou suscitado o meu entusiasmo.

Este filme foi uma exeção. É fascinante do ponto de vista visual e o argumento é interessante. Aconselho vivamente, aos leitores, esta experiência estética. É desejável que os espetadores não saibam muito sobre a história - eu não sabia nada - para serem surpreendidos com o desenrolar dos acontecimentos.

Como os alunos terão oportunidade de verificar, em certos momentos, há referência a algumas das ideias filosóficas que estudamos!

Se querem mesmo saber qual é a espantosa invenção, espreitem numa sala de cinema!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Para que servem os dias?

fotografia de ANKA ZHURAVLEVA

 

What are days for?
Days are where we live.
They come, they wake us
Time and time over.
They are to be happy in:
Where can we live but days?

Ah, solving that question
brings the priest and the doctor
In their long coats
Running over the fields.

Philip Larkin

 

(Parece que o poeta se esqueceu do filósofo…)

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Viver uma vida ética

help«Há ainda alguma coisa pela qual viver? Haverá algo a que valha a pena dedicarmo-nos, além do dinheiro, do amor e da atenção da família? (…) A resposta é que podemos viver uma vida ética. Ao fazê-lo, passaremos a integrar uma vasta tradição que atravessa culturas. Além disso, descobriremos que viver uma vida ética não constitui um sacrifício pessoal, mas uma realização pessoal.»

Peter Singer, Como havemos de viver?, Dinalivro, Lisboa, 2006, pág. 13.

Mas em que consiste viver uma vida ética?

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

A juventude, a idade adulta e a meia idade

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Encontram-se em exibição nas salas de cinema portuguesas dois filmes que vale a pena ver: "Jovem Adulta" do realizador Jason Reitman (para saber mais pode ler aqui) e  "Três vezes 20 anos" de Julie Gavras (para saber mais pode ler aqui).

Ambos os filmes pretendem ser uma reflexão acerca de alguns dos problemas que se colocam em diferentes fases da vida e mostram-nos o que acontece a pessoas comuns: umas que se tornaram adultas mas que se recusam a sê-lo e outras que são adultas mas se recusam a envelhecer. Dois retratos realistas e convincentes.

Uma das vantagens destes dois filmes é fazer-nos compreender que, embora em etapas distintas, pensar numa questão filosófica como o sentido da vida pode não ser uma especulação abstrata e vã. Na verdade, quer seja na idade adulta ou na meia idade, a capacidade de nos distanciarmos das nossas vivências e sentimentos imediatos, analisando-os de forma impiedosa e crítica, pode mesmo ser a única forma de dar algum significado às nossas fugazes vidas.

Bons filmes!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Uma excelente sugestão vinda do Irão

O filme "Uma separação" do realizador iraniano Asghar Farhadi estreou em Portugal em Dezembro deste ano, mas continua em exibição nos cinemas.

É um filme que vale a pena ver! Para mais informações, ver aqui.