Mostrar mensagens com a etiqueta Livros. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Livros. Mostrar todas as mensagens

sábado, 15 de setembro de 2012

Mais e melhor Filosofia

Há um facto indiscutível acerca da Filosofia (e do ensino desta no secundário) em Portugal: existem, publicados nos últimos anos excelentes livros e traduções do que melhor se faz aqui e no estrangeiro. Os professores de Filosofia que não se actualizam e não os lêem é, suponho, por preguiça ou porque não atribuem suficiente relevância àquilo que é mais importante.

Um exemplo que permite ilustrar as  afirmações anteriores é o que se segue.

Pensar de A a Z

 

 

 

 

 

 

 

 

Pensar de A a Z, de Nigel Warburton
Lisboa: Bizâncio, Setembro de 2012, 240 pp.
Tradução de Vítor Guerreiro
Revisão científica e introdução de Desidério Murcho

O prefácio, da autoria de Desidério Murcho, pode ser lida na revista Crítica, AQUI.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Romances vindos da Islândia para o Verão

Do autor de «Gente Independente» e «Os Peixes Também Sabem Cantar»...
«O SINO DA ISLÂNDIA», de HALLDÓR LAXNESS
No final do século XVII, o emissário e carrasco do rei da Dinamarca confisca o sino de Þingvellir, velho símbolo da independência islandesa, com ordens para o desmantelar em peças e para o levar até Copenhaga. Jón Hreggviðsson, um agricultor condenado pela justiça por ser um ladrão de cordas, é acusado do seu homicídio. A sua fuga ocupará a justiça durante mais de 30 anos, transformando-o num peão dentro de um jogo que tem por cenário a história de conflitos políticos e sociais vividos entre 1650 e 1790 entre a potência dinamarquesa e a oprimida colónia islandesa.
Marcado por uma narrativa arrebatadora em cada página, «O Sino da Islândia» é aclamado como uma das obras maiores do prémio nobel islandês.

Informação retirada daqui.

Do mesmo autor, neste blogue, AQUI.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Um dia de Primavera

http://www.sebodomessias.com.br/loja/imagens/produtos/produtos/75663_483.jpg

Um dia de Primavera

Nossa vida no mundo é apenas um grande sonho.
Então, para quê nos atormentarmos?
Prefiro beber o dia inteiro,
e ficar deitado à sombra.

Ao acordar, olho em redor:
um pássaro gorjeia entre as flores.
Rogo-lhe que me informe
sobre a estação do ano, e ele responde
que estamos na época em que a primavera
faz cantarem os pássaros.

Como principiava a enternecer-me,
recomecei a beber,
cantei até a lua chegar
e de novo tornei a perder a noção das coisas.

Li Po (tradução de Cecília Meireles)

Nota: O poema foi tirado do livro(presumo) e foi copiado daqui. Julgo que a tradução foi publicada apenas no Brasil (não sei se a transcrição é ou não correcta, espero que seja).

 

sábado, 7 de julho de 2012

segunda-feira, 2 de julho de 2012

O melhor é mesmo comer muitos livros!

 

Para o Henrique que no próximo ano irá aprender a ler.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O que é estar apaixonado? O Sapo responde...

A colecção dos livros do Sapo, do holandês  Max Velthuijs (muito famoso ao que parece entre as crianças da sua terra e da nossa), tem os melhores livros infantis que eu conheço. Os meus filhos também o confirmaram.

O segredo é simples: desenhos maravilhosos, linguagem simples (sem falsos moralismos) e temas interessantes: a amizade, o amor, a morte, o preconceito, o medo... Explicações sem pressupostos, perguntas para fazer pensar e situações relacionadas com as vivências das crianças.

Uma maravilha também para adolescentes e adultos. Pois, afinal, a todos interessa saber, por exemplo, o que é estar apaixonado. Não será?

Descobri no Youtube a história narrada por crianças e garanto-vos que é uma delícia ouvi-la!!!

Para conhecer mais sobre outros livros do Sapo, ver AQUI.

Outro artigo, neste blogue, acerca dos livros do Sapo:  AQUI.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Uma leitura inspiradora

Para os meus alunos que vão fazer, amanhã, exame nacional de Filosofia.

"Pergunta-se então para que serve a filosofia, e sugere-se que não serve para coisa alguma. Mas a pergunta está feita ao contrário porque  a filosofia não é como um rio que já existe e acerca do qual perguntamos para que serve; a filosofia é antes como uma casa que construímos para responder às nossas necessidades. Assim, a pergunta correcta é porque fazem os filósofos filosofia. E a resposta é que a fazem porque essa é a única maneira de responder a problemas que nos fascinam e que queremos esclarecer tanto quanto possível, mesmo que sejamos incapazes de lhes dar respostas definitivas."

Desidério Murcho, 7 ideias filosóficas que toda a gente devia conhecer, Editorial Bizâncio, pág. 138.

image

Para saber mais sobre este livro, ver AQUI.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

A errata do livro de preparação para o exame nacional de Filosofia da Porto Editora

PÁG. 215 - OS VALORES
Exercício 1
1 – A; 2 – B; 3 – A; 4 – A; 5 – A; 6 – C; 7 – C; 8 – A; 9 – C; 10 – C

PÁG. 217 – A DIMENSÃO ÉTICO-POLÍTICA

Exercício 1
1 – C; 2 – A; 3 – D; 4 – A; 5 – D; 6 – C; 7 – A; 8 – B; 9 – D; 10 – D; 11 – C; 12 – A; 13 – B

Exercício 2
1 – F; 2 – F; 3 – V; 4 – F; 5 – V; 6 – F; 7 – V; 8 – V; 9 – F; 10 – F; 11 – V; 12 – F; 13 – V; 14 - F

PÁG. 220 – A DIMENSÃO ESTÉTICA
Exercício 1:
1 – B; 2 – C; 3 –A; 4 – D; 5 – A; 6 – B; 7 – A; 8 – D; 9 – D; 10 – A
Exercício 2:
1 – F; 2 – V; 3 – F; 4 – F; 5 – V; 6 – F; 7 – F; 8 – V; 9 – V; 10 – V

domingo, 17 de junho de 2012

Da Islândia: contra as adversidades climatéricas e outras

No Verão de 2007 li o romance "Gente independente". Comprei este livro por uma má razão: o título. O autor, com um nome para mim impronunciável, era-me totalmente desconhecido e não sabia nada sobre a história. Todavia, depois de começar a lê-lo acabei por ficar rendida às lendas da inóspita Islândia, aos personagens, à história e às reflexões do escritor, algumas delas bastante filosóficas. É um daqueles casos em que a leitura, depois do leitor ser apanhado pela trama da história, se torna compulsiva, apesar das  479 páginas deste romance.

Nos actuais tempos de crise - financeira, mas também  de "valores" (como se costuma dizer, seja lá o que isso for) - acontece-me muitas vezes lembrar algumas passagens deste livro. Em particular, aquelas que se referem ao elevado preço que o personagem principal, Bjartur, pagou ao longo da sua vida para manter a sua independência e integridade.

Aconselho vivamente a sua leitura!

 Halldor Laxness, Gente independente

A música é da banda islandesa Sigor Ros. As imagens do vídeo são da Islândia e têm muito a ver com o ambiente em que se passa a história narrada no romance "Gente independente". Mas eu não vou explicar porquê. Se quiserem descobrir leiam o livro.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Preparação para o exame nacional de Filosofia 2012

Para os alunos que se inscreveram no exame nacional de Filosofia saiu um livro, da autoria de Pedro Galvão e António Lopes, que vos poderá ser muito útil e que aconselho vivamente.

http://images.portoeditora.pt/getresourcesservlet/image?EBbDj3QnkSUjgBOkfaUbsKIiGhhTnv74wHCxfUMk1OiVbS%2B8udY5pNqeutSTFw7c&width=275

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Popper, Darwin e o tédio

Para os meus alunos do 11º C e D que têm teste intermédio de Biologia amanhã.

O prefácio de Darwin ao livro (traduzido em português por Vítor Guerreiro) pode ser lido aqui. Sobre a importância desta obra de Darwin, vale a pena ler aqui.

Nas aulas de Filosofia (do 11º ano), tenho questionado os alunos acerca do significado de uma das ideias de Darwin - “a seleção natural” – que fazem parte do programa de Biologia e Geologia e que eles andam a estudar agora (o teste intermédio desta disciplina é amanhã). Para se compreender a forma como Popper explica a evolução da ciência é preciso entender algumas ideias básicas de Darwin. Segundo este filósofo, o que acontece em relação ao progresso científico é comparável ao que se passa no reino animal. Na ciência apenas sobrevivem as teorias mais aptas que, ao serem submetidas a testes, resistem às tentativas de refutação. É devido a esta “seleção natural” que os erros vão sendo eliminados ou corrigidos e a ciência nos permite obter cada vez mais e melhores explicações para os fenómenos.

O que me impressionou nas respostas dos alunos - e me deu que pensar - foi a maneira mecânica e enfadada como alguns alunos reproduziram algumas das ideias de Darwin, como se nelas não houvesse nada de entusiasmante. Observei-lhes que eu tinha descoberto - por mero acaso - um facto que me parecia, verdadeiramente, extraordinário e que contrariava a atitude entediada que alguns deles demonstravam em relação a este assunto:

A obra de Darwin, “A origem das espécies” encontra-se traduzida em português e é uma das obras cuja leitura é aconselhada no Plano Nacional de Leitura (LER +) implementado pelo ministério.

Resposta de vários alunos (admito que há exceções, mas são uma minoria silenciosa nas aulas):

- “Oh, professora, mas nós não lemos livros desses! Não gostamos de ler!”

Retorqui:

- “E, então, porque é que querem ir para a universidade?”

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Discutir para ganhar

debate de ideias

Numa passagem interessante do romance Pensamentos Secretos [i], Ralph Messenger (formado em filosofia e especialista em ciências cognitivas) recorda algumas conversas que teve com a romancista Helen Reed e pensa que esta, além de ser bonita e ter umas “boas pernas”, tem outras qualidades:

“é uma mulher (…) esperta, de inteligência rápida, boa a argumentar, preparada para defender os seus pontos de vista, gosto disso, há demasiadas pessoas que acham que discutir coisas que interessam, discutir para ganhar, é de certa forma de mau gosto”.

Quando li essas palavras lembrei-me logo de imensas situações a que assisti em que a tentativa de discutir ideias gerou mal-estar (e de que fiz uma breve descrição aqui). Aposto que em Portugal esse mal-estar, tipicamente relativista, é maior e mais frequente que em Inglaterra.


[i]David Lodge, Pensamentos secretos, Edições Asa, Porto, 2002, pág. 91.

sexta-feira, 30 de março de 2012

O que se passa nas cabeças das outras pessoas?

pensamento«- …Pode-se sempre correr as persianas da consciência. Nunca sabemos ao certo o que outra pessoa está realmente a pensar. Mesmo que decida contar-nos, nunca podemos saber se está a dizer-nos a verdade, ou a verdade toda. E, pelo mesmo raciocínio, ninguém pode conhecer os nossos pensamentos como nós os conhecemos.

- E provavelmente ainda bem. A vida social seria bem mais difícil de outra forma.

Exatamente. Imagine como teria sido a festa dos Richmonds se toda a gente tivesse aqueles balões por cima das cabeças, como na banda desenhada para crianças, com Pensamentos… dentro delas. - Ao dizer isto, ele crava os olhos em Helen, como se a especular sobre os pensamentos dela nesse momento.

Ela cora ligeiramente. – Suponho que é por isso que as pessoas leem romances – diz ela. Para descobrir o que se passa nas cabeças de outras pessoas.

- Mas tudo aquilo que descobrem realmente é o que se passou na cabeça do escritor.»

David Lodge, Pensamentos secretos, Edições Asa, Porto, 2002, pág. 52.

Pode ler outro interessante excerto do romance aqui, e uma boa crítica  (de Desidério Murcho) aqui.

pensamentos secretos de David Lodge

segunda-feira, 26 de março de 2012

Como uma baleia vê os homens

baleia«Sempre tão atarefados, e com longas barbatanas que agitam com frequência. E como são pouco redondos, sem a majestosidade das formas acabadas e suficientes, mas com uma pequena cabeça móvel onde parece concentrar-se toda a sua estranha vida. Chegam deslizando sobre o mar, quase como se fossem pássaros, e infligem a morte com fragilidade e graciosa ferocidade. Permanecem longo tempo em silêncio, mas depois entre eles gritam com fúria repentina, com um amontoado de sons que quase não varia e aos quais falta a perfeição dos nossos sons essenciais: chamamento, amor, pranto de luto. E como deve ser penoso o seu amar-se: e áspero, quase brusco, imediato, sem uma macia capa de gordura, favorecido pela sua natureza filiforme que não prevê a heróica dificuldade da união nem os magníficos e ternos esforços para a realizar.

Não gostam da água e têm medo dela, e não se percebe porque a frequentam. Também eles andam em bandos mas não levam fêmeas e adivinha-se que elas estão algures, mas são sempre invisíveis. Às vezes cantam, mas só para si, e o seu canto não é um chamamento, mas uma forma de lamento angustiado. Cansam-se depressa, e quando cai a noite estendem-se sobre as pequenas ilhas que os transportam e talvez adormeçam ou olhem para a lua. Vão-se embora deslizando em silêncio e percebe-se que são tristes.»

Antonio Tabuchi, A mulher de Porto Pim, 5ª edição, Difel, pp. 94-95.

(Antonio Tabuchi morreu hoje. Inexplicavelmente gostava de Portugal.)

quinta-feira, 22 de março de 2012

A causalidade segundo Hume

image

“Todos os nossos raciocínios relativos a questões de facto, defende Hume, se baseiam na relação de causa e efeito. Mas como chegamos ao nosso conhecimento das relações causais? (…) Ao olhar apenas para a pólvora, nunca poderíamos descobrir que é explosiva; é preciso experiência para saber que o fogo queima as coisas. Mesmo as mais simples regularidades da natureza não poder estabelecidas a priori porque uma causa e um efeito são dois acontecimentos totalmente diferentes e um não pode ser inferido do outro. Vemos uma bola de bilhar a mover-se na direcção de outra e esperamos que transmita movimento à outra. Mas porquê?

A resposta, obviamente, é que descobrirmos as regularidades da natureza através da experiência. Mas Hume leva a sua indagação mais além. Mesmo depois de termos a experiência das operações de causa e de efeito, pergunta, que bases existem na razão para inferir conclusões dessa experiência? A experiência apenas nos dá informação sobre ocorrências passadas: porque haveria de ser alargada a objectos futuros, que, tanto como sabemos, só se assemelham aos objectos passados na aparência? O pão alimentou-me no passado, mas que razões tenho para acreditar que o irá fazer no futuro?"

Anthony Kenny, Ascenção da Filosofia moderna, Edições Gradiva, Lisboa 2011, págs. 170-171.

Como se podem tentar refutar as ideias que Hume defende?

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

A dose certa de felicidade é...

image Para saber mais informações, clicar no livro.

“Estás realmente feliz com a tua vida? O teu companheiro compreende realmente as tuas necessidades? Criar os teus filhos dá-te realmente um sentido de realização? Não há nada de mal em analisarmos a nossa vida. A vida é tudo o que temos e não há nada mais importante do que viver uma vida boa. Mas típico dos humanos é a interpretação perversa da forma como a devemos analisar: pensamos que analisar a nossa vida é a mesma coisa que analisar os nossos sentimentos, quando olhamos para dentro e vemos o que cá está e o que não está, a conclusão a que chegamos é muitas vezes negativa. Não nos sentimos da maneira que queríamos ou da maneira que pensamos que nos devíamos sentir. Então o que é que fazemos? Como bons viciados na felicidade que somos, vamos atrás da próxima dose: um ou uma jovem amante, um carro novo, uma casa nova, uma vida nova – qualquer coisa desde que nova. Para os viciados, a felicidade provém sempre de qualquer coisa, desde que nova (…) e se isto não resultar – o que acontece muitas vezes -, há um exército de profissionais muito bem remunerados à nossa espera, que terão o maior prazer em nos dizer onde e como arranjamos a próxima dose.”

Mark Rowlands, O filósofo e o lobo, tradução de Rosário Nunes, Lisboa, 2009, Edições Lua de papel, págs. 146-147.

O texto anterior descreve uma perspectiva subjetivista acerca do sentido da vida. Há, porém, outras formas de encararmos esta questão. E que tal, procurarmos fazer algo que tenha, de facto, valor objetivo?

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

A estupidez

image

“Reflecte pois nisto meu filho. Errar é comum a todos os homens. Mas quando errou, não é imprudente nem desgraçado aquele que, depois de ter caído no mal, lhe dá remédio e não permanece obstinado. A teimosia merece o nome de estupidez.”

Sófocles, Antígona, traduzido do grego por Maria Helena da Rocha Pereira, Edição Fundação Calouste Gulbenkian, 8ª Edição, Lisboa 2008, pág. 9.

A fábula de Pedro e o Lobo: a música e o livro

image image

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A música do compositor Serguei Prokofiev inspirou Miguelanxo Prado a desenhar um magnífico livro (publicado em Portugal pela Editora Meribérica/Liber), que é uma adaptação em banda desenhada da história musical de "Pedro e o Lobo". Além da qualidade e da beleza dos desenhos, há narração da história (parca em palavras).

Para adultos e crianças. Mas não  para os rapazes, pois eles, tal como o Pedro, não têm medo de lobos. Ou os lobos maus existirão também fora das histórias?

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A filosofia não é comparável a um rio que já existe mas sim a uma casa que devemos construir

A Biblioteca da Escola Secundária de Pinheiro e Rosa adquiriu há poucos dias este livro:

image

Por vezes “pergunta-se (…) para que serve a filosofia e sugere-se que não serve para coisa alguma. Mas a pergunta está feita ao contrário porque a filosofia não é como um rio que já existe e acerca do qual perguntamos para que serve; a filosofia é antes como uma casa que construímos para responder às nossas necessidades. Assim, a pergunta correta é porque fazem os filósofos filosofia. E a resposta é que a fazem porque essa é a única maneira de responder a problemas que nos fascinam e que queremos esclarecer tanto quanto possível, mesmo que sejamos incapazes de lhes dar respostas definitivas.”

Desidério Murcho, 7 ideias filosóficas que toda a gente deveria conhecer, Editorial Bizâncio, Lisboa, 2011, pág. 138.