“As nossas crenças mais justificadas não têm qualquer outra garantia sobre a qual assentar, senão um convite permanente ao mundo inteiro para provar que carecem de fundamento.” John Stuart Mill
quinta-feira, 19 de junho de 2014
sexta-feira, 23 de maio de 2014
O ateísmo por Ricardo Araújo Pereira

Vale a pena ouvir, a sério, as razões que Ricardo Araújo Pereira apresenta para justificar a não existência de Deus. Serão refutáveis? Como?
Um vídeo útil aos alunos que pretendam perceber melhor alguns dos problemas da filosofia da religião!
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Se há progresso moral, o relativismo é falso
Se o relativismo cultural fosse verdadeiro, não faria sentido falar de progresso moral.
Por exemplo: o facto de as mulheres há décadas atrás não poderem votar e hoje já poderem (em muitos países) é habitualmente visto como um mudança positiva, como um progresso. Ver essa mudança como um progresso parece ser algo muito plausível e sensato. Mas isso implica uma comparação entre os padrões culturais atuais e os padrões culturais de épocas anteriores (que eram aceites pela grande maioria das pessoas) e a afirmação de que, pelo menos nesse aspeto, as sociedades atuais são melhores que as sociedades do passado. Ora, segundo o relativismo cultural, esses juízos transculturais não são – supostamente - possíveis (pois quando tentamos fazê-los limitamo-nos a exprimir a nossa própria cultura) 1.
Há vários outros exemplos semelhantes: a escravatura, os direitos das crianças, etc.
Como esses exemplos mostram, temos boas razões para falar da existência de progresso moral. Por isso, o relativismo cultural muito provavelmente não é verdadeiro.
Harry Grant Dart, "Why Not Go the Limit?", na revista Puck, em 1908.
O cartoon é uma paródia do movimento sufragista, ou seja, das pessoas que defendiam o direito das mulheres votarem2. O desenho é bom, mas incorre claramente na falácia da derrapagem (também conhecida por bola de neve ou declive escorregadio).
1 James Rachels, Elementos de Filosofia Moral, tradução de F. J. Azevedo Gonçalves, Lisboa, 2004, Colecção Filosofia Aberta, Edições Gradiva, pp.41-42.
2 The Appendix.
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
domingo, 6 de outubro de 2013
GARÇOM VEGETARIANO
Humor inteligente acerca de um tema muito sério e importante: os direitos dos animais.
sábado, 28 de setembro de 2013
Ambiguidades
Diz-se que uma frase é ambígua quando exprime mais do que uma proposição. A ambiguidade é semântica se resulta do facto da frase conter palavras com mais do que um significado. Por exemplo: “A Maria Francisca Botão mostrou-me as notas” tanto pode referir-se a classificações escolares como a dinheiro. (Outro exemplo aqui.) Mas a ambiguidade é sintática se resultar – como sucede no cartoon com a frase “João viu o homem com o telescópio” – do modo como as palavras estão ligadas.
Cartoon de Ben Rosen.
domingo, 22 de setembro de 2013
domingo, 11 de agosto de 2013
sábado, 20 de julho de 2013
domingo, 14 de julho de 2013
Não pensas, logo não existes
O cartoon não capta bem o que Descartes queria dizer com o “penso, logo existo”, mas tem muita graça.
Fonte: o blogue Filosofia Hoje.
sexta-feira, 12 de julho de 2013
Como é que se diz “parabéns” dançando?
O genial Charlie Chaplin dança o Happy Birthday.
segunda-feira, 1 de julho de 2013
sábado, 13 de abril de 2013
Sinto, logo existo?
Apanhar um tiro e sentir dor não prova que a res extensa (no caso refere-se ao corpo, mas significa as coisas físicas em geral) seja real. O “penso, logo existo” escapa ao génio maligno mas o “sinto, logo existo” não, pois…
domingo, 3 de março de 2013
Penso, logo não cozinho!
Falando a sério: a necessidade de realizar muitas tarefas domésticas está longe de favorecer o estudo e a reflexão, pelo que não é preciso recorrer a um cenário cético para, ocasionalmente, o jantar não existir.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Como são parecidas a ilusão e a realidade!
“Os erros percetivos podem ser divididos em dois tipos: ilusões e alucinações. As ilusões dão-se quando objetos percecionados, apesar de existirem, possuem propriedades distintas das percecionadas. As alucinações dão-se quando os objetos percecionados nem sequer existem. (…)
Imagine-se que ao entrar numa sala vejo aquilo que me parece ser uma cadeira azul e que, sem saber, estou sob a ilusão de que a cadeira é azul por causa do modo como a sala se encontra iluminada, e que a cadeira é realmente branca. Da minha perspetiva, a minha perceção ilusória da cadeira azul é indistinguível de uma perceção verídica de uma cadeira azul. (…)
Quando se tem uma alucinação não há qualquer objeto externo responsável pela experiência percetiva. Contudo, do ponto de vista do sujeito a experiência de alucinar um oásis no deserto é indistinguível da experiência de ver um oásis no deserto.”
Célia Teixeira, “Epistemologia”, em Filosofia – Uma introdução por disciplinas, organização de Pedro Galvão, Edições 70, Lisboa, 2012, pp. 114-115.
Enquanto têm uma ilusão percetiva ou uma alucinação, as pessoas muitas vezes não têm consciência desse facto e julgam que se trata de perceções verídicas. Se juntarmos isso à indistinção referida no texto, como podemos garantir – perguntam os céticos - a veracidade das nossas perceções? Como podemos garantir que não estamos a alucinar neste preciso momento ou mesmo sempre?
Hergé, Tintim no País do Ouro Negro, Difusão Verbo, 2000, pág. 19.
Hergé põe os irmãos Dupond a falarem em miragens, mas julgo que na situação apresentada a palavra “alucinação” seria mais adequada, uma vez que as personagens julgam ver coisas que na realidade não existem. Ora, “as miragens, também conhecidas como espelhismo, não são uma alucinação provocada pelo forte calor. Elas são um fenómeno óptico real que ocorre na atmosfera formando diferentes tipos de imagens, podendo inclusive ser fotografado. Tal fenômeno ocorre devido às propriedades de refração da luz.”
Fotografia de uma miragem
Fonte da citação e da fotografia: InfoEscola.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Filosofia do amor
«O amor tem sido entendido por muitos filósofos como fonte de grande riqueza e energia na vida humana. Mas mesmo aqueles que exaltam a sua contribuição têm-no visto como uma potencial ameaça à vida virtuosa. Por esta razão, os filósofos na tradição ocidental têm-se preocupado em apresentar descrições da reforma ou "elevação" do amor, com vista a demonstrar que há formas de conservar a energia e a beleza desta paixão, ao mesmo tempo que se eliminam as suas más consequências.»
Martha Nussbaum, Amor, Crítica [ revista de filosofia ] - http://criticanarede.com/fil_amor.html
(Independentemente de ser ou não Dia dos Namorados, vale muito a pena clicar e ler todo o texto de Martha Nussbaum, que aliás é pequeno.)
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Votos de bom estudo!
Espero que os alunos das turmas A, C e D do 11º ano, que farão teste na próxima semana, “instalem” o software filosófico corretamente (pensando, compreendendo e discutindo, e não decorando)!
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Humor para Homo sapiens
As pessoas que gostam da Casa dos Segredos e de programas parecidos é que não devem achar graça, suponho…
Ricardo Araújo Pereira: “Manhã dos Segredos” - Mixórdia de Temáticas, Rádio Comercial.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Estudar os clássicos
Não é esse o espírito do cartoon (nem a opinião de muitos alunos e até professores), mas é realmente verdade que a leitura e o estudo dos clássicos – nomeadamente da literatura e da filosofia – contribui para preparar as crianças e os adolescentes “para enfrentar o futuro”. Há, contudo, uma condição: esse estudo deve ser feito criticamente.