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sábado, 12 de abril de 2014

Para saber ciência

 

"Saber ciência" * é um excelente site de divulgação da ciência – para professores e alunos – com artigos, recursos didáticos e outros materiais para aprender e ensinar ciência. Vale mesmo a pena visitar.

Para perceberem que a visita a este sítio é mesmo proveitosa, transcrevo parte de um artigo e links de outros.

Estas imagens mostram todas um aspeto particular da ciência, mas uma visão completa da ciência é muito mais do que qualquer exemplo em particular.


"O que fez a ciência por si recentemente?

Muito. Se você acha que a ciência não é muito importante para você, pense novamente. A ciência afeta-nos a todos, todos os dias do ano, desde o momento em que acordamos, durante todo o dia, e durante toda a noite. O seu despertador digital, a previsão do tempo, o asfalto onde você guia, o autocarro em que anda, a sua decisão de comer uma batata assada em vez de batatas fritas, o telemóvel, os antibióticos que tratam a sua garganta, a água limpa que sai da sua torneira, e a luz que você desliga no final do dia, foram todos trazidos até si graças à ciência. O mundo moderno não seria moderno de todo, sem a compreensão e a tecnologia possibilitadas pela ciência."

Pode continuar a ler AQUI.

* O site Saber Ciência é uma tradução de um projeto do Museu de Paleontologia da Universidade da Califórnia e é o resultado da colaboração entre um grupo diversificado de cientistas, professores, designers, e profissionais da internet.
A tradução do site Understanding Science para português é um projeto da
APEEGIL e do Centro de Ciências e Tecnologias Nucleares do Instituto Superior Técnico. A tradução segue o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990. Investigador principal e coordenador do projeto: Nuno P. Barradas. Assistente de projeto: Luís Leal. Equipa de tradução: Ana Canaveira Gouveia Taborda, Anja Wartig, António Nazareth Falcão, Catarina Ramos, Joana Lancastre, José Mateus Leal, Luís Leal, Maria José Ribeiro Gomes, Norberto Catarino, Nuno P. Barradas, Rui P. Barradas. Equipa pedagógica: Marília Peres e Maria do Céu Mendonça.  

Saber + ciência: indicações para os trabalhos

Para os alunos do 11º D e E com um pedido de desculpas pelo atraso!

A - Documentários a visionar:

B - Textos (além dos do manual) de leitura obrigatória:

Algumas diferenças entre o senso comum e a ciência

Como é que uma criança decide tornar-se cientista?

A ciência tem como objetivo explicar o mundo natural

A ciência trabalha com ideias testáveis

A ciência baseia-se em evidências

A ciência envolve a comunidade científica

Os participantes na ciência devem comportar-se cientificamente

 

C - Critérios de avaliação das apresentações orais dos trabalhos (de 0 a 200 pontos = 20 valores):

1. Seleção e sistematização da informação (elaboração de tópicos com as ideias fundamentais, apresentadas num suporte escrito, Powerpoint ou outro): 50 Pontos.

2. Explicação e articulação da informação, tendo em conta o guião escrito fornecido pela professora: 60 Pontos.

3. Clareza e rigor da linguagem utilizada: 20 Pontos.

4. Capacidade comunicativa: 20 Pontos.

5. Abordagem reflexiva e crítica do tema (aplicação de algumas das ideias da filosofia da ciência à análise de exemplosou situações, críticas e opiniões): 40 Pontos.

6. Correção das respostas dadas (por cada um dos elementos do grupo) às questões colocadas pela professora (e/ou, eventualmente, pelos colegas): 10 Pontos.

Duração: cada um dos grupos tem, no máximo, 10 minutos para a apresentação oral do trabalho.

Prazos:

- envio do resumo do trabalho em suporte digital (para o mail da professora): 4 de Maio.

- apresentações orais: 28 de Maio - 11º D e 29 de Maio - 11º E.

Bibliografia obrigatória: aquela que é indicada neste post.

Bom trabalho!

A professora: Sara Raposo.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Matriz do 6º mini teste de Filosofia: turmas A, C e D do 11º

filosofia-da-ciencia

Tema:

Filosofia da Ciência

Duração: 50 minutos

Objetivos:

1. O que é o senso comum?

2. Em que consiste o problema da demarcação?

3. Como responde o verificacionismo ao problema da demarcação?

4. Em que consiste a objeção das leis da natureza ao verificacionismo?

5. Como responde o falsificacionismo ao problema da demarcação?

6. Que tipos de proposições são verificáveis? Que tipos de proposições são falsificáveis?

7. Porque é que, segundo o falsificacionismo, a irrefutabilidade não é uma virtude?

8. Porque é que, segundo o falsificacionismo, a psicanálise, a astrologia e outras pseudociências não têm um caráter científico?

9. Porque é que o facto de as proposições particulares não serem falsificáveis origina uma objeção à falsificabilidade como critério de demarcação?

10. Qual é o problema do método científico?

11. Como é que o indutivismo explica o método científico?

12. Em que consiste a objeção ao indutivismo que diz ser a observação pura impossível?

13. Porque é que o facto de muitas teorias científicas se referirem ao inobservável origina uma objeção ao indutivismo?

14. Qual é, segundo David Hume, o problema da indução?

15. O que pensa Karl Popper do problema da indução?

16. Como é que o falsificacionismo explica o método científico?

17. Em que consiste a objeção ao falsificacionismo que diz que este não está de acordo com a prática habitual dos cientistas?

18. Como é que, segundo Karl Popper, evolui a ciência?

19. Porque é que, segundo Popper, a ciência é objetiva?

20. O que é, segundo Thomas Kuhn, um paradigma?

21. Qual é a diferença, segundo Kuhn, entre ciência normal e ciência extraordinária?

22. Porque é que, segundo Kuhn, os paradigmas científicos são incomensuráveis?

23. Segundo Kuhn, há evolução na ciência? Porquê?

24. Porque é que, segundo Kuhn, a ciência não é inteiramente científica?

25. Em que consiste a objeção a Kuhn que incide na resolução de anomalias?

26. Em que consiste a objeção a Kuhn que refere que a ciência se vai aproximando da verdade?

Leituras:

No manual A Arte de Pensar, 11º: pp. 171-173 e 185-217.

No blogue Dúvida Metódica:

Algumas diferenças entre o senso comum e a ciência

Senso comum e ciência

O que pode a ciência provar?

Verificabilidade e falsificabilidade – alguns exemplos

As teorias científicas são falsificáveis

O falsificacionismo de Karl Popper

Medicinas alternativas: ciência ou aldrabice?

O método científico, segundo um indutivismo

2 Fichas de trabalho: o método e a objectividade na ciência (inclui um quadro comparativo entre o Indutivismo e o Falsificacionismo).

A objetividade e a evolução da ciência, segundo Kuhn e Popper

Complementar:

É preciso avaliar as tradições

O refereeing ou arbitragem científica

Quando o original é mais risível que a caricatura

O valor da ciência e os perigos da pseudociência

sexta-feira, 3 de maio de 2013

sexta-feira, 26 de abril de 2013

O falsificacionismo de Karl Popper

Karl Popper

1. Indução

Uma linha de resposta bastante diferente para o problema da indução deve-se a Karl Popper. Popper olha para a prática da ciência para nos mostrar como lidar com o problema. Segundo o ponto de vista de Popper, para começar a ciência não se baseia na indução. Popper nega que os cientistas começam com observações e inferem depois uma teoria geral. Em vez disso, primeiro propõem uma teoria, apresentando-a como uma conjectura inicialmente não corroborada, e depois comparam as suas previsões com observações para ver se ela resiste aos testes. Se esses testes se mostrarem negativos, então a teoria será experimentalmente falsificada e os cientistas irão procurar uma nova alternativa. Se, pelo contrário, os testes estiverem de acordo com a teoria, então os cientistas continuarão a mantê-la não como uma verdade provada, é certo, mas ainda assim como uma conjectura não refutada.

Se olharmos para a ciência desta maneira, defende Popper, então veremos que ela não precisa da indução. Segundo Popper, as inferências que interessam para a ciência são refutações, que tomam uma previsão falhada como premissa e concluem que a teoria que está por detrás da previsão é falsa. Estas inferências não são indutivas, mas dedutivas. Vemos que um A é não-B, e concluímos que não é o caso que todos os As são Bs. Aqui não há hipótese de a premissa ser verdadeira e a conclusão falsa. Se descobrirmos que um certo pedaço de sódio não fica laranja quando é aquecido, então sabemos de certeza que não é o caso que todo o sódio aquecido fica laranja. Aqui o facto interessante é que é muito mais fácil refutar teorias do que prová-las. Um único exemplo contrário é suficiente para uma refutação conclusiva, mas nenhum número de exemplos favoráveis constituirá uma prova conclusiva.

2. Falsificabilidade

Assim, segundo Popper, a ciência é uma sequência de conjecturas. As teorias científicas são propostas como hipóteses, e são substituídas por novas hipóteses quando são falsificadas. No entanto, esta maneira de ver a ciência suscita uma questão óbvia: se as teorias científicas são sempre conjecturais, então o que torna a ciência melhor do que a astrologia, a adoração de espíritos ou qualquer outra forma de superstição sem fundamento? Um não-popperiano responderia a esta questão dizendo que a verdadeira ciência prova aquilo que afirma, enquanto que a superstição consiste apenas em palpites. Mas, segundo a concepção de Popper, mesmo as teorias científicas são palpites — pois não podem ser provadas pelas observações: são apenas conjecturas não refutadas.

Popper chama a isto o "problema da demarcação" — qual é a diferença entre a ciência e outras formas de crença? A sua resposta é que a ciência, ao contrário da superstição, pelo menos é falsificável, mesmo que não possa ser provada. As teorias científicas estão formuladas em termos precisos, e por isso conduzem a previsões definidas. As leis de Newton, por exemplo, dizem-nos exactamente onde certos planetas aparecerão em certos momentos. E isto significa que, se tais previsões fracassarem, poderemos ter a certeza de que a teoria que está por detrás delas é falsa. Pelo contrário, os sistemas de crenças como a astrologia são irremediavelmente vagos, de tal maneira que se torna impossível mostrar que estão claramente errados. A astrologia pode prever que os escorpiões irão prosperar nas suas relações pessoais à quinta-feira, mas, quando são confrontados com um escorpião cuja mulher o abandonou numa quinta-feira, é natural que os defensores da astrologia respondam que, considerando todas as coisas, o fim do casamento provavelmente acabou por ser melhor. Por causa disto, nada forçará alguma vez os astrólogos a admitir que a sua teoria está errada. A teoria apresenta-se em termos tão imprecisos que nenhumas observações actuais poderão falsificá-la.

3. Ciência e pseudociência

O próprio Popper usa este critério de falsificabilidade para distinguir a ciência genuína não só de sistemas de crenças tradicionais, como a astrologia e a adoração de espíritos, mas também do marxismo, da psicanálise e de várias outras disciplinas modernas que ele considera negativamente como "pseudo-ciências". Segundo Popper, as teses centrais dessas teorias são tão irrefutáveis como as da astrologia. Os marxistas prevêm que as revoluções proletárias serão bem sucedidas quando os regimes capitalistas estiverem suficientemente enfraquecidos pelas suas contradições internas. Mas, quando são confrontados com revoluções proletárias fracassadas, respondem simplesmente que as contradições desses regimes capitalistas particulares ainda não os enfraqueceram suficientemente. De maneira semelhante, os teóricos psicanalistas defendem que todas as neuroses adultas se devem a traumas de infância, mas quando são confrontados com adultos perturbados que aparentemente tiveram uma infância normal dizem que ainda assim esses adultos tiveram que atravessar traumas psicológicos privados quando eram novos. Para Popper, estes truques são a antítese da seriedade científica. Os cientistas genuínos dirão de antemão que descobertas observacionais os fariam mudar de ideias, e abandonarão as suas teorias se essas descobertas se realizarem. Mas os teóricos marxistas e psicanalistas apresentam as suas ideias de tal maneira, defende Popper, que nenhumas observações possíveis os farão alguma vez modificar o seu pensamento.

David Papineau, "Methodology" em A. C. Grayling (org.), Philosophy: A Guide Through the Subject, Oxford University Press, 1998 (Tradução de Pedro Galvão).

Fonte:  A Arte de Pensar.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

As mais recentes descobertas científicas

Este é um excelente vídeo sobre a ciência. Trata-se de um vídeo promocional  de uma exposição sobre as mais recentes descobertas e as últimas aplicações da tecnologia à investigação científica. A exposição não é em Portugal, mas no Brasil (pelo que pude perceber aqui, onde descobri o vídeo).

Diz-se algures no vídeo: "Muitos não se apercebem do significado que a ciência e a investigação têm na sua vida, mesmo tirando proveito no dia a dia. Não só os telemóveis, os computadores , os tratamentos médicos, as tintas..."

É um facto que a maioria dos alunos usa os telemóveis e os computadores como se fossem um prolongamento do seu próprio corpo , da sua vida pessoal e social. Contudo, a maioria faz um uso apenas lúdico, não considera estes meios como ferramentas indispensáveis à aquisição de mais e melhor conhecimento.  Na verdade, se não existissem outras pessoas com uma atitude totalmente diferente - com curiosidade, com prazer em investigar e aprender coisas novas - nunca teria sido possível construir tais apetrechos tecnológicos. Eis uma evidência esquecida por alguns dos alunos, que frequentam as escolas em Portugal e estudam ciências sem se interessarem verdadeiramente pela ciência!

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Mais entrevistas com o físico Richard Feynman

A entrevista, de que tinha disponibilizado AQUI a primeira parte, pode ser ouvida na integra nos vídeos seguintes. Feynman é um espantoso comunicador: clareza, simplicidade, espontaneidade e sabedoria.

É verdade, há coisas preciosas no Youtube que estão à mão de quem quiser descobri-las!

terça-feira, 19 de junho de 2012

Exame nacional de Filosofia: temas do 11º ano

1. Argumentação e lógica formal. Lógica proposicional – percurso B

Qual é a utilidade do estudo da Lógica?

A relação entre verdade e validade

Validade dedutiva

Proposições contraditórias: análise de exemplos

Preparação para o teste intermédio: Ficha nº 1

(as variáveis proposicionais, os operadores verofuncionais e as tabelas de verdade)

Preparação para o teste intermédio: Ficha nº 2

(a formalização de proposições e o âmbito dos operadores)

Disjunção inclusiva ou exclusiva?

Condições necessárias e suficientes: análise de um exemplo

A negação de proposições condicionais

Disjunção inclusiva: Nat King Cole ou Stan Getz

Afirmação da antecedente e negação da consequente

Estudar Filosofia: evita choques elétricos e malentendidos no namoro

2. Falácias informais e argumentos não dedutivos

Falácias informais do apelo à ignorância, da derrapagem e do boneco de palha

Guia das falácias de Stephen Downes

Análise filosófica de um anúncio publicitário (1)

Análise filosófica de um anúncio publicitário (2)

Um cartaz político falacioso (3)

Se nós desistirmos, eles também desistem?

O mal deve-se a Deus ou ao homem?

Dois exemplos de argumentos falaciosos a não seguir

Qual é a falácia?

Trabalhos dos alunos: Falácias na política

Trabalhos de alunos sobre falácias informais

Exemplos da falácia do apelo à ignorância

Ficha de Revisão: falácias informais

Ficha de revisão: identificação de argumentos não dedutivos

Quais são as falácias informais usadas pelas personagens do vídeo?

Falácias informais utilizadas na publicidade - exercício de aplicação

A falácia do apelo ao povo

A utilização de falácias informais na publicidade: apelo à autoridade não qualificada e apelo ao povo

Argumento por analogia

Generalizações e previsões

Ficha de Trabalho

(sobre os diferentes tipos de argumentos)

Ficha de revisão: identificação de argumentos não dedutivos

3. Argumentação, retórica, filosofia e democracia

Sofista ou surfista?

O tempo até pode ser relativo, mas a verdade não

O que é a democracia?

Sobre o poder da retórica

Retórica e democracia: Ficha de trabalho

A retórica, os sofistas e Platão: Ficha de trabalho

Filosofia, retórica e democracia: síntese das aulas do 11º ano

4.Teorias explicativas do conhecimento: Descartes e Hume

Descartes:

Textos sobre o ceticismo

Uma dúvida inspiradora para os alunos do 11º ano

A dúvida metódica (este deveria ter sido o primeiro post deste blogue)

Um mar de dúvidas

Razões para duvidar, segundo Descartes

Como é que Descartes pretendeu ultrapassar o ponto de vista dos cépticos

O solipsismo e a necessidade de Deus no sistema cartesiano

Descartes: argumentos para provar a existência de Deus

A objeção de Kant ao argumento ontológico: a existência não é um predicado

O argumento ontológico: diálogo entre um crente e um ateu

Objeção ao argumento da marca: criar a ideia de perfeição é diferente de criar a própria perfeição

O “Deus dos filósofos” e o “Deus da fé”

Críticas a Descartes: Ficha de trabalho

Descartes e a Matemática

Os conceitos cartesianos de intuição e dedução

A matemática é a priori mas não é inata

Cartoons cartesianos

Hume:

Impressões e ideias

Cegos que começam a ver: impressões e ideias

Como se originou, segundo Hume, a ideia de Deus?

O problema da causalidade

A causalidade segundo Hume

A crença na causalidade é instintiva

As superstições e a crítica de Hume à ideia de causalidade

A minha vida é real: conhecimento ou mera crença?

A abdução ou argumento a favor da melhor explicação

5. Senso comum e conhecimento científico

O senso comum não basta para compreender o mundo

Exemplos de explicações científicas

Algumas diferenças entre o senso comum e a ciência

Dormir bem pode melhorar os resultados escolares

Há boas razões para acreditar na ciência e não nos milagres

Refutação humorística da homeopatia

Ver com com distanciamento

O poder da ciência ao serviço do poder político?

Como é que uma criança decide tornar-se cientista?

2 Fichas de trabalho: o método e a objectividade na ciência

6. Kuhn e Popper

As teorias científicas são falsificáveis

Verificabilidade e falsificabilidade – alguns exemplos

Ou seja, uma investigação não começa com a observação

O refereeing ou arbitragem científica

A palavra ‘provado’ devia ser usada com mais cuidado!

Ascenção e queda das teorias científicas

Razões para considerar a homeopatia uma pseudociência

O que pode a ciência provar?

O que é fazer ciência? - A perspectiva de Einstein

A objetividade e a evolução da ciência, segundo Kuhn

sexta-feira, 25 de maio de 2012

O valor da ciência e os perigos da pseudociência

Vale mesmo, mesmo a pena ouvir esta última entrevista de Carl Sagan - astrónomo e  divulgador de ciência - a explicar como numa sociedade, onde a ciência e tecnologia desempenham um papel fundamental, a ignorância e o desprezo pelo conhecimento científico poderá acarretar graves perigos. Querem saber quais?

Ouçam as respostas de Sagan. Estarão, sem  dúvida, a aproveitar muito bem alguns minutos das vossas vidas!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Popper, Darwin e o tédio

Para os meus alunos do 11º C e D que têm teste intermédio de Biologia amanhã.

O prefácio de Darwin ao livro (traduzido em português por Vítor Guerreiro) pode ser lido aqui. Sobre a importância desta obra de Darwin, vale a pena ler aqui.

Nas aulas de Filosofia (do 11º ano), tenho questionado os alunos acerca do significado de uma das ideias de Darwin - “a seleção natural” – que fazem parte do programa de Biologia e Geologia e que eles andam a estudar agora (o teste intermédio desta disciplina é amanhã). Para se compreender a forma como Popper explica a evolução da ciência é preciso entender algumas ideias básicas de Darwin. Segundo este filósofo, o que acontece em relação ao progresso científico é comparável ao que se passa no reino animal. Na ciência apenas sobrevivem as teorias mais aptas que, ao serem submetidas a testes, resistem às tentativas de refutação. É devido a esta “seleção natural” que os erros vão sendo eliminados ou corrigidos e a ciência nos permite obter cada vez mais e melhores explicações para os fenómenos.

O que me impressionou nas respostas dos alunos - e me deu que pensar - foi a maneira mecânica e enfadada como alguns alunos reproduziram algumas das ideias de Darwin, como se nelas não houvesse nada de entusiasmante. Observei-lhes que eu tinha descoberto - por mero acaso - um facto que me parecia, verdadeiramente, extraordinário e que contrariava a atitude entediada que alguns deles demonstravam em relação a este assunto:

A obra de Darwin, “A origem das espécies” encontra-se traduzida em português e é uma das obras cuja leitura é aconselhada no Plano Nacional de Leitura (LER +) implementado pelo ministério.

Resposta de vários alunos (admito que há exceções, mas são uma minoria silenciosa nas aulas):

- “Oh, professora, mas nós não lemos livros desses! Não gostamos de ler!”

Retorqui:

- “E, então, porque é que querem ir para a universidade?”

sábado, 31 de dezembro de 2011

O poder da ciência ao serviço do poder político?

Este é um excelente documentário da BBC, realizado em 1992 por David Sington, sobre o contributo de alguns físicos (Heisenberg, entre outros) para a construção da bomba atómica e as pressões políticas a que estiveram sujeitos durante a Segunda Guerra Mundial. Um caso em que o génio e as descobertas científicas de alguns influenciaram o rumo da história e vida de muitos.

Aconselho o visionamento, sobretudo, a quem tem dúvidas acerca do poder do conhecimento e quer compreender melhor o mundo em que vivemos.

sábado, 24 de setembro de 2011

domingo, 3 de julho de 2011

Razões para considerar a homeopatia uma pseudociência

"A homeopatia não funciona.(...) Se a um grupo de doentes dermos medicamentos homeopáticos e o outro dermos algo parecido sem homeopatia, desde que não saibam qual é qual vão relatar melhorias idênticas".

Leia no blogue Que Treta! mais razões para considerar a homeopatia uma pseudociência.