Fonte: GAVE.
“As nossas crenças mais justificadas não têm qualquer outra garantia sobre a qual assentar, senão um convite permanente ao mundo inteiro para provar que carecem de fundamento.” John Stuart Mill
quinta-feira, 20 de junho de 2013
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Estudar para o exame nacional de Filosofia
Uma vez que a aprendizagem não funciona por osmose, aqui ficam algumas ligações para uma seleção de textos e outros materiais de estudo existentes no Dúvida Metódica.
Já agora: boa sorte para todos os todos alunos que vão fazer o exame nacional de Filosofia, sejam ou não alunos da ESPR! E bom trabalho, para ajudar a “sorte” a acontecer. :)
Informações sobre o exame nacional de Filosofia de 2013.
Links para a matéria do 10º ano.
domingo, 16 de junho de 2013
Exame nacional de Filosofia 2013: algumas ajudas
Data de realização: o exame de Filosofia (714) da 1ª Fase é dia 20 de Junho (quinta-feira), às 9.30.
É já a próxima quinta-feira!
A 2ª Fase realizar-se-à dia 16 de Julho (terça-feira), às 17.00.
As orientações do GAVE e a indicação dos conteúdos programáticos a avaliar (do 10º e 11º anos) podem ser consultados em Exame nacional de Filosofia 2013.
Seguem-se alguns links, com textos de apoio, fichas de trabalhos e vídeos, que vos poderão ser úteis ao estudo. Encontram-se organizados por temas, de acordo com as orientações do Gave para o exame.
Bom trabalho a todos!
1. A ação e os valores: discussão acerca da natureza dos valores e dos juízos morais.
Fichas de trabalho sobre a acção e os valores
A cigarra, a formiga e os valores
Subjectivismo moral (1): A verdade dos juízos morais depende da opinião pessoal?
Subjectivismo moral (2): Será a ética subjectiva?
Subjectivismo moral (3): Haverá provas em ética?
A defesa dos direitos humanos e do relativismo cultural serão compatíveis?
Tem razão quem se apoiar nas melhores razões
Se há valores morais objetivos, pode-se defender os direitos humanos
2. Determinismo e liberdade na ação humana.
Formulação do problema do livre-arbítrio (1)
A resposta do determinismo radical (2)
Se o determinismo radical for verdadeiro, salvar 155 pessoas não tem qualquer mérito
O livre-arbítrio existe, pois temos consciência dele
Argumentos a favor do libertismo
O livre-arbítrio é uma criação humana e… existe!
Ficha de Trabalho sobre o problema do livre-arbítrio
Terá o determinista radical razão?
Possibilidades Alternativas: uma objecção ao Determinismo Moderado
Baixar a fasquia: uma objecção ao Determinismo Moderado
Numa guerra, pode-se escolher não matar?
2º Teste de Filosofia do 10º ano
3. A dimensão ética da ação humana. Análise comparativa das perspectivas filosóficas - a ética deontológica (Kant) e a ética utilitarista (Stuart Mill).
Cumprir o dever pelo dever: um exemplo
Quais são as ações que têm valor moral?
As pessoas não são instrumentos
Devemos mentir para salvar a vida de um amigo? – Não, diz Kant (1)
Devemos mentir para salvar a vida de um amigo? – Não, diz Kant (2)
“Mentiras boas” e outras objeções à ética kantiana
Qual é o critério da moralidade?
O utilitarismo: ideias básicas
Argumentos contra o utilitarismo
As teorias éticas de Kant e Stuart Mill: ideias fundamentais
Rever Kant e Mill através das aulas de Michael Sandel:
Exercícios para resolver sobre as teorias éticas:
Lincoln: será correto mentir para defender a verdade?
Ética: fichas de trabalho sobre Kant e Stuart Mill
Para discutir na primeira aula de Filosofia
Bem-vindos à discussão dos problemas filosóficos :)
Ficha de trabalho: preparação para o teste intermédio de Filosofia do 10º ano
Teste intermédio de Filosofia do 10º ano: enunciado, resolução e critérios de correcção
4. O problema da justiça distributiva: a teoria da justiça de Rawls.
Filosofia política: uma excelente introdução em vídeo
Rawls e o estado social: vídeo de Michael Sandel
É correto tirar aos ricos para dar aos pobres? - vídeo de Michael Sandel
Rawls responde a algumas questões
Cinco ideias centrais sobre Rawls
Ficha de trabalho: turmas C, D e E do 10ºano
Uma sociedade justa, segundo Rawls
Rawls e Nozick: o estado social versus o estado mínimo
A teoria da titularidade de Nozick
5. A dimensão religiosa da ação humana.
Se no mundo existissem apenas 100 pessoas…
3 argumentos a favor da existência de Deus
Fé e ciência, segundo Richard Dawkins
Bertrand Russell: Não sou religioso porque…
Conversas sobre o ateísmo (vídeos)
O mal deve-se a Deus ou ao homem?
Se Deus existe porque é que acontecem coisas tão más?
Sem Deus tudo seria permitido?
Qual é, afinal, a palavra de Deus?
O ponto de vista de um agnóstico
Exemplo de uma atitude dogmática: o fundamentalismo religioso
quarta-feira, 8 de maio de 2013
O risco do futuro: os exames e a vida
“A vida, na sua essência, na sua estrutura, é projecto e risco. Há sempre um momento em que ficamos suspensos à espera (...). Não compreendo os pedagogos que pretendem acabar com os exames nas escolas. O exame é parte integrante da educação. Não compreendo os pais que pretendem evitar esse stress aos filhos. Viver significa prever, calcular, dominar o stress. Só quando temos que enfrentar um exame é que nós nos apercebemos do que podíamos e devíamos ter feito. Antes tendemos a deixar-nos embalar pelas ilusões, a imaginar o mundo como nos gostaria que fosse (...). Em todas as alturas, devemos procurar adquirir sempre o estado de espírito próprio do dia que antecede a batalha, para ver se não nos enganámos em nada, se não nos esquecemos de um pormenor importante (...) Devemos reproduzir o melhor possível a realidade, a angústia da realidade, a incerteza da realidade (...). Só aceitando até ao fim o difícil exame, nós podemos correr o risco do futuro.”
Francesco Alberoni, O optimismo.
Lido no blogue De Rerum Natura: O difícil exame para se poder correr o risco do futuro.
sexta-feira, 19 de abril de 2013
Olhar o teste intermédio de Filosofia 2013
Fotografia de Henri Cartier-Bresson.
Na minha opinião (e de muitos dos meus alunos), o teste intermédio de ontem constituiu uma melhoria em relação àquele que foi aplicado no ano passado. A formulação das questões, em geral, era mais clara. Estas remetiam para temas centrais do programa e avaliavam competências filosóficas contidas nas orientação do GAVE, ao contrário do que aconteceu no ano passado (ver AQUI).
Apesar do balanço global ser positivo, há aspetos que deveriam merecer a atenção dos professores do secundário. Eis alguns exemplos:
- No grupo I, questão 7, os critérios de correção apresentam como corretos (dos quatro) dois enunciados: “Apenas as crenças verdadeiras podem ser justificadas” e “Uma crença verdadeira, pode, sob certas condições, constituir conhecimento”. Ora, acontece que, como observaram muito bem alguns dos meus melhores alunos, a primeira das frases não é correta. De acordo com o manual adotado na escola - “A arte de pensar” (pág. 121) – e as explicações por mim fornecidas nas aulas, o enunciado “Apenas as crenças verdadeiras podem ser justificadas” é incorreto, uma vez que as crenças falsas também podem ser justificadas. Veja-se o exemplo, dado no manual, de que Ptolomeu tinha justificação (boas razões, considerando o estado cognitivo em que se encontrava) para defender o geocentrismo. Assim, as crenças falsas podem ser justificadas, embora não constituam conhecimento, de acordo com a definição tradicional ou platónica. Portanto, coloca-se a questão de saber como deverão proceder, na aplicação dos critérios a esta questão de escolha múltipla, os professores corretores. Neste tipo de questões, as indicações são que se deve assinalar apenas uma opção correta. Qual deve ser, então, o procedimento a adotar?
- No grupo I, nas questões 1 e 7 (da versão 2) existiam duas gralhas numa das alíneas, repetindo-se um dos número (na questão 1, alínea B, o 4. repete-se e o 1. é omitido) - embora não fossem as alternativas corretas - era um erro formal dispensável e que poderia gerar alguma confusão nos alunos. Ainda que errar seja humano, estas situações não deveriam ocorrer neste tipo de testes. O erro foi reconhecido pelo GAVE. Contudo, não foram dadas informações explicitas do procedimento a adotar pelos corretores que, tal como na situação anterior, deveria ser idêntico a nível nacional.
Muitos alunos consideraram o teste demasiado extenso, tendo em conta a duração de 90 minutos. Referiram também o facto da última questão (onde o aluno deveria discutir o tema em causa) ser acompanhada de um texto, numa linguagem não muito acessível, que eles já não tiveram tempo para interpretar em condições. Além disso, os critérios de correção desta questão atribuíam poucos pontos à apresentação de uma posição crítica e fundamentada do tema.
Ainda assim, julgo que os critérios de correção são globalmente corretos. Por exemplo: têm em consideração as diferentes abordagens e a terminologia filosófica utilizada pelos vários manuais. Naturalmente que as ideias indicadas nos cenários de resposta podem ser expressas por palavras diferentes. É bom não esquecer.
Um pormenor: nos critérios de correção - e também nas orientações do GAVE – referia-se “o antecedente” em vez de “a antecedente”. Como é que se escreve, afinal? – perguntava, com razão, uma das minhas alunas.
Há muito mais a dizer, mas eu não tenho tempo. Considero importante, para a melhoria da qualidade do ensino, que mais professores de Filosofia discutam publicamente este e outros assuntos de natureza pedagógica e científica.
Continuo a pensar que a avaliação externa bem feita (testes intermédios e exame nacional obrigatório) credibiliza o trabalho dos professores e dos alunos, é a única forma de melhorar o ensino e a aprendizagem da Filosofia. Para alcançar este fim, alguém têm outras sugestões?
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Teste intermédio de Filosofia 2013: enunciado e critérios de correção
Os critérios de correção:
critérios de correção do teste intermédio de filosofia de 2013 by SaraRaposo
A versão 1 do teste:
teste intermédio de filosofia 2013 versão 1 by SaraRaposo
A versão 2 do teste:
domingo, 14 de abril de 2013
Teste intermédio de Filosofia 2013: recursos para estudar
Na tentativa de contribuir para que a situação descrita no cartoon não se verifique, seguem-se links - organizados por temas - para textos, fichas de trabalho, testes e exames nacionais abrangendo todos os conteúdos programáticos indicados pelo GAVE (Teste intermédio de Filosofia 2013 - informações) para o teste intermédio de Filosofia deste ano letivo.
Data de realização: 17 de Abril, ou seja, é já a próxima quarta-feira!
Bom trabalho a todos!
1. A dimensão ética da ação humana. A necessidade de fundamentação da moral - análise comparativa de duas perspectivas filosóficas
1.1. A ética deontológica: Kant
Cumprir o dever pelo dever: um exemplo
Os imperativos de Kant
Agir bem para evitar problemas
Quais são as acções que têm valor moral?
As pessoas não são instrumentos
Como se formula, na linguagem de Kant, o princípio que o Manelinho encontra escrito no livro?
Devemos mentir para salvar a vida de um amigo? – Não, diz Kant (1)
Devemos mentir para salvar a vida de um amigo? – Não, diz Kant (2)
"Mentiras boas" e outras objeções à ética kantiana
Porque é que devemos ser bons com os outros?
Por dever ou apenas em conformidade ao dever?
1.2. A ética utilitarista: Stuart Mill
O utilitarismo: ideias básicas
Argumentos contra o utilitarismo
As teorias éticas de Kant e Stuart Mill: ideias fundamentais
Apontamento sobre o Utilitarismo
1.3. Exercícios para resolver e questões para discutir sobre Kant e Mill
Rever Kant e Mill através das aulas de Michael Sandel (Os vídeos, que são excelentes e contém várias questões a que o autor responde, são: Qual é o mal de mentir? e Qual é a ação correta?)
Ética: fichas de trabalho sobre Kant e Stuart Mill
Para discutir na primeira aula de Filosofia
Lincoln: será correto mentir para defender a verdade?
2. Argumentação e lógica formal
A relação entre verdade e validade
Condições necessárias e suficientes: análise de um exemplo
A negação de proposições condicionais
Proposições contraditórias: análise de exemplos
Afirmação da antecedente e negação da consequente
Exemplos de falácias formais
3. Argumentação, retórica e filosofia
Contra-exemplo: o que é e para que serve
Dois exemplos de argumentos falaciosos a não seguir
Falácias informais do apelo à ignorância, da derrapagem e do boneco de palha
Exemplos das falácias do espantalho e da derrapagem
Exemplos da falácia do apelo à ignorância
O que é um argumento bom (ou cogente)?
Argumentos cogentes - 3 exemplos
O papel da retórica, segundo os sofistas e Platão
É tudo relativo…não é?
A verdade prevalece?
A verdade não vem sempre ao de cima
O tempo até pode ser relativo, mas a verdade não
Procurar a verdade é valioso mesmo que não se consiga encontrá-la
Defender a objetividade não significa que se seja dogmático
Filosofia, retórica e democracia: síntese das aulas do 11º ano
Meios de persuasão
4. Exercícios para resolver sobre lógica formal, argumentação, retórica e filosofia
Proposições: formalização e tradução para a linguagem simbólica
Operadores proposicionais
Formalização e identificação de argumentos (11º ano)
Ficha de Revisão: falácias informais
Ficha de Trabalho (sobre os diferentes tipos de argumentos)
Ficha de revisão: identificação de argumentos não dedutivos
Teste de avaliação: noções de lógica e lógica proposicional
Teste de avaliação: lógica formal e informal
5. O problema do conhecimento e análise do ato de conhecer
Três significados de "conhecer”
Ficha de trabalho: identificação dos diferentes tipos de conhecimento
Algumas relações entre os vários tipos de conhecimento
O carácter factivo do conhecimento
O reconhecimento implícito da factividade do conhecimento
Um “sinal de Deus” será uma boa justificação?
Previsão certeira de sismo em Itália: crença verdadeira, mas não justificada
O Deco não percebe nada de Epistemologia
Dois contra-exemplos à chamada definição tradicional de conhecimento
Um “sinal de Deus” será uma boa justificação?
Algumas imagens que nos levam a duvidar dos nossos olhos e o cepticismo radical.
Como são parecidas a ilusão e a realidade!
O argumento céptico da regressão infinita da justificação: um exemplo.
O argumento céptico da divergência de opiniões.
Exemplo de divergência de opiniões: a música de Strauss é sublime ou mera gritaria?
Uma objecção ao argumento céptico dos erros e ilusões perceptivas.
É possível justificar a verdade das nossas crenças?
Uma dúvida inspiradora para os alunos do 11º ano
Cegos que não sabem que são cegos
Em terra de cegos quem tem um olho não é rei
5.1. Exercícios sobre o problema do conhecimento e análise do ato de conhecer
Teste de avaliação: o problema do conhecimento e o ponto de vista céptico
Aparência e realidade: um vídeo de Nigel Warburton
6. Análise comparativa de duas teorias explicativas do conhecimento
6.1. Descartes:
A dúvida metódica (este deveria ter sido o primeiro post deste blogue)
Razões para duvidar, segundo Descartes
Como é que Descartes pretendeu ultrapassar o ponto de vista dos cépticos
O solipsismo e a necessidade de Deus no sistema cartesiano
Aparência e realidade: um vídeo de Nigel Warburton
Penso, logo existo - uma ideia que toda a gente conhece?
Descartes: argumentos para provar a existência de Deus
A objeção de Kant ao argumento ontológico: a existência não é um predicado
O argumento ontológico: diálogo entre um crente e um ateu
Objeção ao argumento da marca: criar a ideia de perfeição é diferente de criar a própria perfeição
Objeção a Descartes: o cogito é um entimema e não é uma crença básica
O “Deus dos filósofos” e o “Deus da fé”
Os conceitos cartesianos de intuição e dedução
A matemática é a priori mas não é inata
6.2. Hume
Cegos que começam a ver: impressões e ideias
A crença na causalidade é instintiva
As superstições e a crítica de Hume à ideia de causalidade
A minha vida é real: conhecimento ou mera crença?
A abdução ou argumento a favor da melhor explicação
6.3. Exercícios para resolver e questões para discutir sobre Descartes e Hume:
Preparação para o teste intermédio do 11º ano: questões sobre Descartes e Hume
Críticas a Descartes: Ficha de trabalho
Como se originou, segundo Hume, a ideia de Deus?
Teste de avaliação: Descartes e Hume
7. Testes intermédios realizados:
Enunciado do teste intermédio de Filosofia do 11º ano (2012) e critérios de correção
Enunciado do teste intermédio de Filosofia do 10º ano (2011) e critérios de correção
8. Exames nacionais e critérios de correção
Exame nacional de Filosofia 2013: informações
Enunciado e critérios de correção do exame de Filosofia da 1ª Fase de 2012
Enunciado do exame nacional de Filosofia 2012 da 2ª Fase e critérios de correção
domingo, 7 de abril de 2013
Elogio da exigência
É errado exigir aos alunos algo que não foi ensinado ou que excede, nomeadamente devido à idade, a sua capacidade de resposta. Mas, salvaguardados esses aspetos, a exigência é uma coisa boa. É, portanto, mau para os alunos que os professores não sejam exigentes com eles.
Há várias razões a favor da exigência, mas a principal é que promove o estudo e a aprendizagem.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Exame nacional de Filosofia 2013: informações

Indicações para o exame nacional de Filosofia 2013 by SaraRaposo
As informações do ministério da educação sobre o teste intermédio encontram-se disponibilizadas AQUI.
Exames nacionais 2013: calendário e informações

O exame de Filosofia (714) da 1ª Fase é dia 20 de Junho (quinta-feira), às 9.30.
Na 2ª Fase realizar-se-à dia 16 de Julho (terça-feira), às 17.00.
Os conteúdos programáticos a avaliar dizem respeito ao 10º e 11º anos e podem ser consultados AQUI.
O calendário de todos os exames da 1ª e 2ª Fases e outras informações úteis - relativas a prazos e não só - podem ser consultadas a seguir.
Provas de ingresso em 2013 e 2014
A decisão quanto às disciplinas de exame depende, sobretudo, do curso que o aluno pretende frequentar. Daí que seja importante os alunos, antes de se inscreverem nos exames nacionais, terem noção dos cursos que existem e das provas de ingresso exigidas em cada um deles.
Depois de analisadas as várias possibilidades devem procurar informação específica nos sites das universidades para onde pretendem concorrer. Neste SITE do ministério da educação e da ciência poderão consultar mais informação sobre os cursos.
Não se esqueçam: saber é fundamental para poder fazer a melhor escolha!
Universidades, cursos e provas de ingresso by SaraRaposo
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Teste intermédio de Filosofia 2013 - informações
O teste intermédio de Filosofia será realizado no dia 17 de Abril. Há algumas novidades em relação aos conteúdos programáticos que irão irão ser avaliados: ao contrário do ano passado, este ano o teste incide em conteúdos do 10º ano e não apenas nos do 11º ano.
Ti Inf2 Out2012 Fil Es
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Exames do 12.º ano: 1 ano e não 3

A propósito desta notícia, é caso para dizer: que trapalhada!
O ministério da educação voltou atrás e a medida anunciada AQUI fica sem efeito. No presente ano letivo os exames nacionais das disciplinas trienais não incidirão nas aprendizagens realizadas ao longo dos três anos, mas apenas nos conteúdos do 12º ano - como ERRADAMENTE tem acontecido desde 2007. Ou melhor: fica sem efeito este ano, pois no próximo ano letivo os alunos que atualmente estão no 11º ano serão avaliados quanto às aprendizagens realizadas no 11º e no 12º anos e no ano letivo de 2014-2015 os alunos (que agora frequentam o 10º ano) serão avaliados quanto às aprendizagens realizadas nos três anos.
Como pode o ministério ter anunciado uma medida destas e pouco depois alterá-la? Os argumentos a seu favor não foram refutados e a contestação que sofreu era mais do que previsível. Se os responsáveis do ministério acharam esses argumentos suficientemente fortes (e são, na minha opinião) para ignorar a elevada probabilidade dessa contestação ocorrer, como podem agora recuar e mais uma vez criarem uma situação em que os alunos são tratados de modo desigual consoante o ano em que calhou entrarem na escola?
É certo que a medida agora corrigida, ao obrigar os alunos que atualmente frequentam o 12º ano a fazer exames com a matéria dos três anos, incorria na mesma crítica, pois colocava-os numa situação diferente dos alunos que fizeram os exames no passado ano letivo e que só tiveram de estudar a matéria do 12º ano. Contudo, podia defender-se dessa crítica dizendo que se tratava de uma mudança positiva e benéfica para os alunos (pois a exigência beneficia os alunos). Mas o mesmo não se pode dizer desta correção da medida governamental: se a exigência beneficia os alunos, prejudica-os permitir que estudem apenas a matéria de um ano (ou dois, no próximo ano letivo) numa disciplina que dura três anos. Este recuo do ministério da educação contraria, portanto, o próprio espírito dessa medida.
Infelizmente, situações como esta não são novidade. Em Portugal, as frequentes alterações da legislação relativa aos exames nacionais tornam a vida escolar numa verdadeira lotaria (é uma questão de ter nascido no ano certo). Ora se mudam os conteúdos que irão ser avaliados nos exames nacionais, ora o grau de exigência (às vezes em conformidade com fins eleitorais). O que, se analisarmos comparativamente o modo como alguns alunos entram em certos cursos universitários em diferentes anos, dá azo a injustiças gritantes.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Exames do 12º ano com a matéria dos 3 anos
De acordo com um artigo do jornal Público de hoje:
"A alteração a esta norma consta de uma portaria da secretária de Estado do Ensino Básico e Secundário publicada em Agosto e que foi ontem relembrada pelo Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE), na sua página de Internet .
Com esta alteração, os exames nacionais das disciplinas de Português (639), Matemática A (635), História A (623) e Desenho A (706), a realizar em 2013, irão ter por referência os programas dos 10.º, 11.º e 12.º anos de escolaridade.
É uma surpresa para os estudantes que este ano entraram no 12.º ano e que tinham como adquiridas as normas ainda prevalecentes quando frequentaram o 10.º e 11.º anos sobre o que lhes seria pedido nos exames nacionais para a conclusão do ensino secundário."
Para continuar a ler ver AQUI.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Os resultados dos exames da 2ª fase são fracos
Segundo os jornais, os resultados dos exames nacionais da 2ª fase são ainda piores do que os resultados da 1ª fase:
“Entre as dez disciplinas com mais alunos nestes exames, só as disciplinas de Português e de Filosofia contrariaram a tendência de descida de notas entre a primeira e a segunda chamada”.
Notas de exames nacionais do Secundário caiem na segunda chamada
Notas desceram na segunda fase
Médias negativas em quase todas as disciplinas na segunda fase dos exames nacionais
sexta-feira, 13 de julho de 2012
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Para o exame nacional de Filosofia da 2ª Fase

Amanhã realiza-se o exame nacional de Filosofia da 2ª Fase, deixo alguns links de posts deste blogue sobre os conteúdos programáticos em que este irá incidir. Espero que esta seja uma oportunidade proveitosa! Para a maioria dos meus alunos que foram à 1ª Fase foi.
E não esqueçam “Ousem servir-se do vosso próprio pensamento!” (Kant).
Bom estudo a todos!
Exame nacional de Filosofia: temas do 10º ano
Exame nacional de Filosofia: temas do 11º ano
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Preparação para os exames da 2ª fase
Uma das causas dos maus resultados em exames e testes é a falta de estudo. Outra causa é o estudo inadequado. Muitos alunos não sabem estudar e, por isso, o seu estudo não é eficaz, mesmo que estudem muitas horas.
Vejamos dois exemplos.
Imensos alunos (possivelmente a maioria) não leem as obras analisadas nas aulas de Português, leem unicamente resumos das obras, por vezes dados pelos próprios professores.
Imensos alunos (talvez a maioria) estudam filosofia decorando algumas folhas de apontamentos (que por vezes nem são da sua autoria, sendo resumos feitos por colegas ou meras transcrições do manual e de explicações dadas nas aulas). Não tentam compreender o que querem realmente dizer aquelas frases nem tentam avaliar se as ideias por elas expressas são verdadeiras ou falsas, justificadas ou injustificadas.
Muitos alunos não sabem estudar e nem todos eles podem usar a desculpa de que nunca os ensinaram a estudar.
Duvido que esse aspeto, conhecido por todas as pessoas que têm alguma ligação ao ensino mas raramente referido em público, seja equacionado nas análises que estão a ser feitas aos resultados dos exames nacionais, nomeadamente de Português e de Filosofia.
É claro que os professores, as direções das escolas, os autores de programas e manuais e, entre outros, o ministro da educação, devem ser responsabilizados (em graus diferentes) pelos maus resultados dos alunos. E habitualmente são responsabilizados. Mas os próprios alunos nunca são, pelo menos publicamente, responsabilizados. Nem por eles próprios nem pelas pessoas que costumam falar publicamente sobre educação.
Seja como for. Faltam poucos dias para os exames nacionais da 2ª fase começarem e para alguns alunos talvez seja tarde demais para recuperar e corrigir a falta de estudo ou o estudo inadequado. Mas para outros talvez não seja tarde demais. A melhor preparação que podem fazer para esses exames não é decorar resumos, mas compreender e discutir (consigo mesmo e com eventuais colegas de estudo) as ideias que fazem parte da – como se diz na gíria - “matéria”. É uma atitude melhor que arranjar desculpas.