Para mais informações sobre o projeto "Parlamento dos jovens", consultar o site da Assembleia da República: AQUI.
2013-14 Cartaz Do Debate de 6 de Janeiro Do Parlamento Dos Jovens. by dmetódica
“As nossas crenças mais justificadas não têm qualquer outra garantia sobre a qual assentar, senão um convite permanente ao mundo inteiro para provar que carecem de fundamento.” John Stuart Mill
Para mais informações sobre o projeto "Parlamento dos jovens", consultar o site da Assembleia da República: AQUI.
2013-14 Cartaz Do Debate de 6 de Janeiro Do Parlamento Dos Jovens. by dmetódica


PistasTemadebate_CriseDemograficaemigracaonatalidadeenvelhecimento by dmetódica
Outras sugestões (alguns vídeos da Fundação Francisco Manuel dos Santos são muito, muito interessantes e instrutivos) de leitura sobre o tema:
A pedido de alguns dos alunos do 11º E, seguem-se os cursos de todas as universidades do país e as provas de ingresso exigidas em cada um deles. Não se esqueçam que as boas decisões em relação ao futuro são tomadas por quem procura a informação e decide com base nesta.
O primeiro é o guia de 2013 (o de 2014 vai ficar, depois, disponível na página da DGES), com todos os cursos e provas do ano transacto e uma informação das universidades e cursos que introduziram alterações para as candidaturas nos anos letivos de 2014-2015, 2015-2016 e 2016-2017, conforme os casos, relativamente ao elenco de provas de ingresso fixados.
Devem consultar ambos e também os currículos, nos sites das universidades, dos cursos que pretendem.
Guia Das Provas de Ingresso 2013 by dmetódica
"Este guia destina-se aos estudantes que pretendem candidatar-se à matrícula e inscrição no ensino
superior nos anos letivos de 2014-2015, 2015-2016 e 2016-2017.
A informação divulgada neste guia refere-se aos pares instituição/curso do ensino superior público
objeto de concurso nacional e locais e aos pares estabelecimento/curso do ensino superior privado
objeto de concursos institucionais, que introduzem alterações para as candidaturas nos anos letivos de
2014-2015, 2015-2016 e 2016-2017, conforme os casos, relativamente ao elenco de provas de
ingresso fixados.
Na consulta deste guia deve ser considerado o processo de fixação anual de vagas pelas instituições de
ensino superior, pelo que nem todos os pares instituição/curso divulgados poderão ser objeto de
fixação de vagas para as candidaturas indicadas."
Os alunos do secundário, do agrupamento das escolas Pinheiro e Rosa, irão participar na edição 2013/14 deste projecto.
Seguem-se algumas informações úteis a ter em conta.
Para mais informações contactar as professoras Conceição Santos e Sara Raposo.
Este ano letivo, serei professora da disciplina de Área de Integração dos cursos profissionais. Criei um blogue onde publico os materiais didáticos que utilizo nas aulas com os alunos, entre outras coisas. Será, portanto, um manual online, uma vez decidi pedir aos alunos que não comprassem manual. Os primeiros posts são sobre o tema: "A comunicação na era digital".
Quem quiser conhecer o blogue, pode clicar na imagem ou no link da barra lateral deste blogue.
Um bom ano letivo a todos!
Parlamento dos jovens cartaz de divulgação do secundário. by dmetódica
O Parlamento dos Jovens é uma iniciativa institucional da Assembleia da República, desenvolvida ao longo do ano lectivo com as Escolas de todo o país que desejarem participar, Ensino Básico e Ensino Secundário, culminando com duas Sessões Nacionais que se realizam anualmente, na Assembleia da República.
O tema aprovado, pela Comissão de Educação e Ciência da Assembleia da República, para esta edição do Ensino Secundário é
"Crise demográfica (emigração, natalidade, envelhecimento)”.
No ensino básico, o tema é "Drogas – evitar e enfrentar as dependências".
Podem inscrever-se para participar no Programa Parlamento dos Jovens – Ensino Secundário 2013/2014, todas as Escolas do universo do ensino público, privado e cooperativo, abrangendo o Continente, Regiões Autónomas e os Círculos da Europa e fora da Europa. A decisão de inscrição cabe ao Órgão de Gestão de cada Escola, em articulação com o Conselho Pedagógico, formalizando-se com o envio dum formulário de inscrição (on-line), até ao dia 18 de Outubro de 2013.
As inscrições devem ser realizadas no sítio da AR: http://app.parlamento.pt/webjovem2014/index.html
***
Nota: Alguns dos trabalhos e actividades, dos alunos do ano passado, podem ser consultados: AQUI, AQUI, AQUI, AQUI e AQUI.
Este ano, por razões que explico no blogue de Ciência Política (para aceder clicar na imagem), vou suspender a publicação de posts no "Homo politicus" .
Um breve intervalo imposto pelas circunstâncias, espero poder voltar no próximo ano letivo.
Um dos posts do Homo Politicus.
Não se inscreveram alunos suficientes a Ciência Política para que no próximo ano letivo a disciplina possa abrir.
Lamento muito esse facto, por três razões diferentes.
Em primeiro lugar, porque considero que a Sara fez um excelente trabalho como professora de Ciência Política (como qualquer pessoa pode constar através do Homo Politicus) e merecia dar continuidade ao projeto. Até porque, como é óbvio para quem conhece a Sara, ela não iria sentar-se à sombra da bananeira e tentaria fazer ainda melhor.
Em segundo lugar, porque é uma disciplina interessante e útil, que traria algo de novo aos alunos – tanto de Humanidades como de Ciências.
Em terceiro lugar, porque isso encolhe a oferta formativa da escola: uma ESPR com Ciência Política no currículo seria uma ESPR melhor. Uma prova de que a variedade da oferta formativa oferecida por uma escola aos alunos é fundamental é que todos os anos há alunos que saem da ESPR descontentes com o leque de opções existentes no 12º ano. Por isso, o que está em causa não é apenas a Ciência Política, mas sim a diversidade de escolhas.
O facto de não ter havido inscrições suficientes para a disciplina de Ciência Política funcionar deixa-me com algumas dúvidas e questões.
Talvez seja ingenuidade, mas surpreende-me que muitos alunos tenham como principal critério de escolha a facilidade ou dificuldade de uma disciplina e não o seu interesse intelectual ou sequer a sua utilidade futura.
Na ESPR temos de nos questionar acerca do modo como os alunos são informados acerca do currículo, das opções que nele existem e das consequências futuras de fazer esta ou aquela escolha.
Na ESPR temos também de nos questionar acerca da fronteira entre informação e persuasão, porque não é ético que um professor, a pretexto de informar os alunos acerca dos temas e das saídas profissionais desta ou daquela disciplina, aproveite para influenciar os alunos e condicionar a sua escolha. Persuadir desse modo tem um nome: manipulação.
Na ESPR temos ainda de nos questionar acerca do modo como a escola apoia e divulga (se é que apoia e divulga) as boas práticas que cá existem – e é inequívoco que o trabalho feito pela Sara em Ciência Política merece essa qualificação.
Publicamente é isto que quero dizer, mas espero que internamente o debate possa ir mais longe.
Segundo o Público, a média nacional do exame de Filosofia foi 9,1 (no ano passado tinha sido 7,8). Se considerarmos apenas os alunos internos a média nacional foi 10,2 (no ano passado tinha sido 8,9). A média do Algarve (no que diz respeito aos alunos internos) foi 10,1. Como foi dito aqui, a média dos alunos (internos) da Escola Secundária de Pinheiro e Rosa foi 12,33. A média das classificações internas (isto é, das notas dadas pelos professores) desses alunos foi 13,66.
Não é mau, mas podia ter sido melhor. Quase todos os alunos que fizeram o exame sabiam o necessário para ter melhor classificação do que tiveram. Espero por isso que peçam a consulta do exame para analisarmos se está ou não bem corrigido e, sobretudo, espero que alguns estejam dispostos a fazer um esforço final e tentem melhorar a nota na 2ª fase, que é já na próxima terça-feira, dia 16 de Julho.
Para ajudá-los darei duas aulas de apoio: sexta-feira, dia 12 de Julho, das 9.30 às 11.30; e segunda-feira, dia 15, das 14.30 às 16.30. Se for necessário poderei ficar ainda mais algum tempo. Como é óbvio, não é obrigatório ficar o tempo todo: cada aluno ficará o tempo que precisar, menos ou mais do que o indicado.
Estarei também na escola na próxima segunda-feira das 9.30 às 13.00 (oficialmente é apenas das 10.00 às 12.00) para conversar com os alunos acerca do exame de Filosofia e ajudá-los na eventualidade de quererem fazer recurso.
É isto que amanhã vou dizer sobre o Dúvida Metódica no TIC@Portugal'13. Gostaria de dizer mais, nomeadamente sobre a própria filosofia, mas só disporei de 10 minutos.
O Dúvida Metódica é um blog de filosofia. Autores: Carlos Pires e Sara Raposo, professores da Escola Secundária de Pinheiro e Rosa.
O Dúvida Metódica dirige-se em primeiro lugar aos nossos alunos, mas também a quaisquer outros interessados. Além dos nossos alunos, a maioria dos leitores parecem ser professores e alunos de filosofia – portugueses e brasileiros. Existe há quase cinco anos e até há data já teve mais de meio milhão de visitantes (cerca de 670 mil).
Publicamos materiais muito diversos. Na sua maior parte são recursos didáticos para utilizar nas aulas e para apoiar o estudo dos alunos, mas alguns têm caráter artístico ou mesmo lúdico e visam sobretudo contribuir para a formação cultural dos alunos.
Desses recursos didáticos fazem parte textos de apoio para complementar os manuais escolares, fichas de trabalho, as matrizes dos testes e recursos que não costumam fazer parte dos manuais mas que podem ser muitos úteis nas aulas: vídeos, canções, cartoons, fotografias, etc. Publicamos também alguns dos melhores trabalhos dos alunos e promovemos alguns debates online em que os alunos ou outros leitores participam através da publicação de comentários.
Vejamos alguns exemplos:
Textos de apoio: Exemplos das falácias do espantalho e da derrapagem, Baixar a fasquia
Matrizes de testes: 3º Teste do 11º B: matriz e links
Trabalhos de alunos: O que é a filosofia?, O que é mais importante: a liberdade ou a igualdade?
Debates online: Dia Mundial da Filosofia: vem debater ideias online
Vídeos: Criticar com humor e pontaria, Pensar fora da caixa
Cartoons: Penso, logo não cozinho!, Os cliques não são todos iguais!
Fotografias: Fotografias das Pinheiríadas, Pobreza
Música: Uma boa companhia para... corrigir testes, Voar=ler
Opiniões sobre questões educativas: A greve e as condições de trabalho dos professores, Um bom dia para a Filosofia
Um blogue é um instrumento de trabalho fácil de utilizar: não é preciso saber muito de informática para criá-lo e usá-lo. É também muito útil, pois acolhe recursos didáticos muito diversos. Essa utilidade aumenta muito se o manual adotado não for bom ou se não existir manual.
Uma vantagem importante - nomeadamente numa altura de crise económica – do uso de blogues é que diminuem muito o recurso às fotocópias e, portanto, permitem poupar papel.
Como provas dessa facilidade e dessa utilidade posso referir dois blogues que criei e uso: Caderno de Sociologia (para compensar o facto de todos os manuais de Sociologia existentes no mercado serem fracos) e Pensar Pela Própria Cabeça (na disciplina de Área de Integração do Ensino Profissional, em que não existe manual adotado na escola).
O uso educativo dos blogues tem ainda outra grande vantagem: incentiva, para não dizer que obriga, os professores que os usam a investirem bastante na sua formação científica, uma vez que aquilo que publicam está aberto ao escrutínio público, nomeadamente de outros professores, podendo ser criticado por quem sabe tanto ou mais do que eles. E não foram poucas as vezes que leitores do Dúvida Metódica questionaram, e por vezes com razão, as nossas explicações (por exemplo: Sinto, logo existo?). Mas aprendemos muito com isso.
Escrever num blogue implica, portanto, um certo grau de exposição e envolve alguma pressão, mas trata-se de uma pressão positiva. Ninguém faz ideia do que se passa na maior parte das salas de aula do nosso país. Ao apresentar deste modo o nosso trabalho estamos a abrir as portas das nossas aulas e a convidar qualquer pessoa a assistir. Com isso ganhamos todos: quem “assiste” às aulas e nós, pois aprendemos com os comentários e críticas que nos são feitas. E, graças às maravilhas da tecnologia, essas partilhas e debates podem também ser feitas com pessoas que não conhecemos pessoalmente ou que se encontram longe.
(Modifiquei ligeiramente o texto original, acrescentando algumas frases que disse durante a comunicação.)
Os autores deste blogue irão proferir uma comunicação (no âmbito das boas práticas) no TIC@Portugal’ 2013, em Faro, na escola Secundária Tomás Cabreira.
Eis o resumo das duas comunicações:
Homo politicus é um blogue de Ciência Política e foi utilizado durante todo este ano letivo nas aulas de uma turma do 12º ano. Como nesta disciplina de opção não existia manual para adotar, este foi construído online. Assim, foram disponibilizados vários recursos didáticos: textos, esquemas, imagens, vídeos, matrizes de testes, os testes realizados, dicionários online, jornais, sites de partidos políticos e outras instituições, orientações metodológicas, trabalhos realizados pelos alunos, sondagens, entre outros. Foram também divulgadas as diversas atividades realizadas no âmbito da disciplina de Ciência Política.
Além disso, este blogue inseriu-se num projeto da escola que se relaciona com a promoção da cidadania: visou proporcionar conhecimentos básicos relativos à vida política e cívica, a realização de atividades que contribuíssem para a interiorização de normas e valores democráticos e para a formação de cidadãos responsáveis, interventivos e críticos.
Os blogues são ferramentas com enormes potencialidades ao nível do ensino e da aprendizagem: permitem uma constante atualização científica e pedagógica da informação; a partilha e discussão de ideias; a adaptação dos materiais didáticos às dificuldades e interesses dos alunos; a realização de atividades interativas; a seleção e organização da informação de forma acessível aos alunos nas aulas e em casa. Estas são apenas algumas das vantagens do uso de um blogue e a sua eficácia pode ser facilmente exemplificada.
***
Dúvida Metódica é um blogue da autoria de Sara Raposo e Carlos Pires, professores de Filosofia da Escola Secundária de Pinheiro e Rosa, em Faro. Nele podem encontrar-se diversos recursos didácticos (textos, cartoons, fotografias, vídeos, fichas de trabalho, matrizes de testes, etc.) que têm sido utilizados pelos autores e pelos alunos, nas aulas e no estudo em casa. Além desses recursos, no Dúvida Metódica existe uma “Busca Personalizada” direccionada para diversos sites e blogues de Filosofia e de estudos sociais afins, escolhidos pela adequação das suas abordagens ao nível etário e educativo dos alunos.
O blogue foi também utilizado para os alunos fazerem trabalhos de casa, através da publicação de comentários a posts. Por vezes a caixa de comentários foi utilizada para os alunos colocarem dúvidas e para os autores lhes responderem. Foram igualmente publicados alguns dos melhores trabalhos (respostas de testes, ensaios, etc.) dos alunos.
Essas utilizações do Dúvida Metódica pretendem aproveitar, por um lado, as diversas possibilidades oferecidas pelas novas tecnologias, nomeadamente pela internet, para inovar as práticas lectivas; por outro lado, pretendem aproveitar em termos motivacionais a apetência que a maioria dos alunos tem pelas novas tecnologias.
Para além disso, o Dúvida Metódica pretende ser uma forma de partilhar recursos e discutir ideias com colegas e outros interessados na Filosofia. As imensas possibilidades comunicativas da internet, aliadas à natureza interactiva de um blogue, fazem deste um bom espaço para essa partilha e discussão.
A aluna Ana Sofia Cadete (do 12º E) - que foi a repórter de serviço, na sessão nacional do "Parlamento dos jovens" 2013 - conta-nos como foi a sua experiência, o que viu e aprendeu. Vale a pena ler!
Reportagem Sobre o Parlamento, Da Autoria Da Aluna Ana Sofia Cadete by dmetódica
Acaba hoje a minha experiência de ensinar Ciência Política (uma opção do 12º ano dos cursos científico-humanísticos). Disponibilizei quase todos os materiais utilizados nas aulas no blogue Homo Politicus, este acabou por se tornar um manual online para os alunos, já que não existia nenhum para adotar.
Julgo que há boas razões para ensinar e aprender esta disciplina. Eis algumas delas:
Não basta dizer mal dos políticos ou queixar-nos apenas quando "nos vão ao bolso". A qualidade da democracia portuguesa só pode melhorar se houver mais debate de ideias e mais participação cívica na vida pública. Mas, para que tal aconteça, é preciso saber política e praticar a política, mesmo que não se estude Ciência Política!
A reunião da 4ª comissão em que estiveram presentes os deputados do círculo de Faro.
O debate pode ser visto no Canal Parlamento, AQUI (na barra lateral clicar no ícone "Parlamento dos jovens", 2013 e 4ª comissão).
Os deputados do círculo de Faro - Miguel Dionísio, Pedro Borralho, Diogo Sousa e Mário Rosa - durante o debate.
Os deputados do círculo de Faro - Miguel Dionísio, Pedro Borralho, Diogo Sousa e Mário Rosa - após o debate.
As jornalistas da Pinheiro e Rosa e da João de Deus.
A abertura da sessão nacional do "Parlamento dos jovens".
Os deputados algarvios na sessão nacional.
As fotos são da jornalista da Pinheiro e Rosa, Ana Sofia Cadete, do 12º E.
RecomendacaoAprovada_Secundario(1) by SaraRaposo
As fotos são da jornalista da Pinheiro e Rosa, Ana Sofia Cadete, do 12º E.

Nos dias 27/28 MAIO, no âmbito do projeto nacional "Parlamento dos jovens", os alunos Mário Rosa (12º A), Miguel Dionísio (12ºB) serão deputados na Assembleia da República e irão representar o círculo eleitoral do Algarve (com mais dois alunos da escola Secundária João de Deus). A aluna Ana Sofia Cadete (12º E) irá ser a jornalista de serviço (do Pinhas online, o jornal da escola).
Para saber mais informações, consultar os links do site do Parlamento:
Agenda da Sessão Nacional
Escolas e deputados eleitos
Organização das Comissões, com distribuição dos Projetos de Recomendação e perguntas
Jornalistas das Escolas participantes
Porque é preciso discutir política nas escolas e ter uma palavra a dizer sobre o futuro!
No próximo ano na Escola Secundária de Pinheiro e Rosa trabalharemos com o manual 50 Lições de Filosofia, da autoria de Aires Almeida, Célia Teixeira e Desidério Murcho. A escolha foi consensual. Trata-se, de longe, do melhor manual que analisámos. Não é o único – felizmente - que é filosoficamente rigoroso, mas é o que melhor concilia esse rigor com a clareza e a simplicidade necessárias num livro destinado a adolescentes que dão os primeiros passos na filosofia.
O 50 Lições de Filosofia destaca-se também dos outros manuais devido à sua estrutura inovadora: os temas estão distribuídos por cinquenta aulas, que no manual ocupam três páginas e que são lecionáveis, em princípio, em 90 minutos. Contudo, uma vez que existem temas opcionais, os professores terão que lecionar não as cinquenta lições apresentadas mas apenas trinta e seis: 36! Ou seja: sem deixar de cumprir o programa terão tempo para realizar outras atividades: debates, filmes, etc.
Outra qualidade do 50 Lições de Filosofia é que distingue muito bem as explicações destinadas aos alunos das informações e enquadramentos destinados aos professores. Estes são fornecidos no Livro do Professor e num blogue de apoio, também chamado 50 Lições de Filosofia. Desse modo evita-se sobrecarregar o manual com conceitos e distinções que seria inadequado fazer nas aulas, mas que os professores devem dominar se quiserem ser rigorosos. Isso permite que o manual esteja escrito a pensar nos alunos.
Como se pode verificar, por exemplo, nas etiquetas Tabela e Powerpoint do referido blogue, os utilizadores do manual terão ao seu dispor uma grande variedade de quadros comparativos e esquemas muito bem feitos e que serão certamente úteis. Existem também textos complementares que permitem, caso o professor assim decida, aprofundar este ou aquele tema.
Contudo, todas essas qualidades são secundárias face a esta: o 50 Lições de Filosofia apresenta a filosofia como ela realmente é – uma discussão crítica e racional de problemas que nos dizem respeito e onde o que conta são os argumentos e não os nomes dos filósofos. Uma discussão onde os alunos, página a página, são convidados a participar.
Os alunos David Dias e Nuno Elias, do 10º C, fizeram um trabalho a explicar parte do que viram e aprenderam na visita guiada a uma das exposições da Fundação Calouste Gulbenkian. Ei-lo:
O tema da exposição“360o” era a ciência ibérica na época dos Descobrimentos.
Quando chegamos, o monitor levou-nos para perto de um globo e falou-nos da linha que separa o planeta (a linha do equador) e dos homens que deram um enorme contributo para o desenvolvimento da ciência na época dos descobrimentos.
De seguida, formaram-se grupos de quatro elementos e distribuíram-se tarefas a cada grupo. Uma das tarefas era desenhar o animal descrito em poemas que estavam num cubo da exposição. Outra tarefa era desenhar a planta que dava as especiarias, que o monitor deu ao nosso grupo, e dizer o nome dessa especiaria.
Para concretizar a primeira tarefa, além de desenhar os animais, era preciso dizer de que animal era um corno que estava numa vitrina da exposição. Antigamente, pensava-se que era de um animal chamado unicórnio (cavalo com um corno na testa). E alguns alunos também pensaram isso, por mais estranho que possa parecer. Na realidade, “o corno” pertence a um animal aquático, da família da baleia, chamado narval e não se trata de um corno, mas sim um dente. Depois de todos terem acabado as suas atividades, o monitor foi pedindo que cada grupo apresentasse as suas respostas às questões. No final, ele corrigia os erros e explicava melhor.
Na exposição estava representado, através de um modelo, um rinoceronte. Na época das descobertas, pensava-se que esse animal era um unicórnio feio e gordo. Havia também um modelo de crocodilo, outra crença desta época era que quem tivesse um animal destes pendurado no teto era considerado bruxo. Estes exemplos permitem-nos compreender melhor como a ausência de explicações científicas deu (e continua a dar) origem a superstições e crendices que acabam influenciar a vida das pessoas, levando-as, por exemplo, a ter medos que limitavam a possibilidade de explorarem novos territórios e adquirirem novos conhecimentos. Felizmente, houve uma minoria de pessoas para quem o “amor à verdade” acabou por prevalecer, como algumas frases citadas de autores da época – espalhadas por vários locais da exposição – faziam notar.
Havia um espaço onde estavam representadas todas as constelações estrelares e se podia observar um astrolábio. Este instrumento servia para determinar a posição dos astros no céu e foi durante muito tempo utilizado como instrumento de navegação marítima.
Vimos animais embalsamados, alguns deles bastante estranhos, que só passaram a ser conhecidos pelos homens europeus na época dos descobrimentos. O monitor explicou-nos como se embalsamava um animal (primeiro tiram-se os órgãos do animal e depois coloca-se palha) e as características de alguns deles
Foi uma exposição em que aprendemos sobre assuntos muitos diferentes: ciência, botânica, zoologia, filosofia… E foi divertido, pelo facto de termos participado bastante.
David Dias e Nuno Elias, 10º C.