Mostrar mensagens com a etiqueta Didáctica da Filosofia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Didáctica da Filosofia. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Dúvida Metódica, sem dúvida um blogue

TIC@Portugal'13

É isto que amanhã vou dizer sobre o Dúvida Metódica no TIC@Portugal'13. Gostaria de dizer mais, nomeadamente sobre a própria filosofia, mas só disporei de 10 minutos.

O Dúvida Metódica é um blog de filosofia. Autores: Carlos Pires e Sara Raposo, professores da Escola Secundária de Pinheiro e Rosa.

O Dúvida Metódica dirige-se em primeiro lugar aos nossos alunos, mas também a quaisquer outros interessados. Além dos nossos alunos, a maioria dos leitores parecem ser professores e alunos de filosofia – portugueses e brasileiros. Existe há quase cinco anos e até há data já teve mais de meio milhão de visitantes (cerca de 670 mil).

Publicamos materiais muito diversos. Na sua maior parte são recursos didáticos para utilizar nas aulas e para apoiar o estudo dos alunos, mas alguns têm caráter artístico ou mesmo lúdico e visam sobretudo contribuir para a formação cultural dos alunos.

Desses recursos didáticos fazem parte textos de apoio para complementar os manuais escolares, fichas de trabalho, as matrizes dos testes e recursos que não costumam fazer parte dos manuais mas que podem ser muitos úteis nas aulas: vídeos, canções, cartoons, fotografias, etc. Publicamos também alguns dos melhores trabalhos dos alunos e promovemos alguns debates online em que os alunos ou outros leitores participam através da publicação de comentários.

Vejamos alguns exemplos:

Textos de apoio: Exemplos das falácias do espantalho e da derrapagem, Baixar a fasquia

Matrizes de testes: 3º Teste do 11º B: matriz e links

Trabalhos de alunos: O que é a filosofia?, O que é mais importante: a liberdade ou a igualdade?

Debates online: Dia Mundial da Filosofia: vem debater ideias online

Vídeos: Criticar com humor e pontaria, Pensar fora da caixa

Cartoons: Penso, logo não cozinho!, Os cliques não são todos iguais!

Fotografias: Fotografias das Pinheiríadas, Pobreza

Música: Uma boa companhia para... corrigir testes, Voar=ler

Opiniões sobre questões educativas: A greve e as condições de trabalho dos professores, Um bom dia para a Filosofia

Um blogue é um instrumento de trabalho fácil de utilizar: não é preciso saber muito de informática para criá-lo e usá-lo. É também muito útil, pois acolhe recursos didáticos muito diversos. Essa utilidade aumenta muito se o manual adotado não for bom ou se não existir manual.

Uma vantagem importante  - nomeadamente numa altura de crise económica – do uso de blogues é que diminuem muito o recurso às fotocópias e, portanto, permitem poupar papel.

Como provas dessa facilidade e dessa utilidade posso referir dois blogues que criei e uso: Caderno de Sociologia (para compensar o facto de todos os manuais de Sociologia existentes no mercado serem fracos) e Pensar Pela Própria Cabeça (na disciplina de Área de Integração do Ensino Profissional, em que não existe manual adotado na escola).

O uso educativo dos blogues tem ainda outra grande vantagem: incentiva, para não dizer que obriga, os professores que os usam a investirem bastante na sua formação científica, uma vez que aquilo que publicam está aberto ao escrutínio público, nomeadamente de outros professores, podendo ser criticado por quem sabe tanto ou mais do que eles. E não foram poucas as vezes que leitores do Dúvida Metódica questionaram, e por vezes com razão, as nossas explicações (por exemplo: Sinto, logo existo?). Mas aprendemos muito com isso.

Escrever num blogue implica, portanto, um certo grau de exposição e envolve alguma pressão, mas trata-se de uma pressão positiva. Ninguém faz ideia do que se passa na maior parte das salas de aula do nosso país. Ao apresentar deste modo o nosso trabalho estamos a abrir as portas das nossas aulas e a convidar qualquer pessoa a assistir. Com isso ganhamos todos: quem “assiste” às aulas e nós, pois aprendemos com os comentários e críticas que nos são feitas. E, graças às maravilhas da tecnologia, essas partilhas e debates podem também ser feitas com pessoas que não conhecemos pessoalmente ou que se encontram longe.

(Modifiquei ligeiramente o texto original, acrescentando algumas frases que disse durante a comunicação.)

terça-feira, 2 de julho de 2013

11º encontro de professores de Filosofia: Coimbra, 6 e 7 de setembro

FACULDADE DE LETRAS

DA

UNIVERSIDADE DE COIMBRA

CONVITE À PROPOSTA DE COMUNICAÇÕES E DE SESSÕES PRÁTICAS

A Sociedade Portuguesa de Filosofia, em parceria com o Departamento de Filosofia, Comunicação e Informação da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, organiza este ano a 11.ª Edição dos Encontros Nacionais de Professores de Filosofia. O encontro deste ano realizar-se-á nos dias 6 e 7 de Setembro, na F.L.U.C., e contará com o Prof. Simon Blackburn (Cambridge) como orador internacional.

Estão abertas as candidaturas para a apresentação de comunicações em língua portuguesa sobre qualquer tópico de filosofia ou didáctica da filosofia, incluindo ainda propostas de sessões práticas ou workshops nesses âmbitos. As comunicações não devem exceder os 30 minutos, de modo a reservar pelo menos 20 minutos à discussão. As sessões práticas poderão ocupar 50 minutos, desde que seja garantida a oportunidade para a participação do público.

Os candidatos deverão enviar para o endereço spfil@spfil.pt, até 7 de Julho, o título da sua comunicação/sessão prática e um resumo da mesma que não exceda as 500 palavras. Os resumos das propostas de comunicação devem indicar de forma clara a(s) ideia(s) a defender, e incluir um esboço do argumento proposto e bibliografia sucinta. Na rubrica “Assunto” da mensagem deverão inscrever “11º ENPF Proposta”. O resumo deverá ser enviado em anexo em formato Word ou PDF e não deverá conter nenhuma referência que permita identificar o autor ou instituições a que este esteja ligado. O mesmo será apreciado sob anonimato, sendo aceites no máximo duas comunicações. A decisão do júri será comunicada aos autores por correio electrónico, até 17 de Julho.

Informação recebida da Sociedade Portuguesa de Filosofia (www.spfil.pt).

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Um bom dia para a Filosofia

A filosofia, afresco de Raffaello Sanzio

A filosofia, afresco de Raffaello Sanzio.

Quando esta manhã li o exame de Filosofia que os meus alunos estavam a fazer suspirei de alívio. É um bom exame e os alunos que se prepararam conseguirão certamente obter bons resultados.

Não tem erros nem ambiguidades, a linguagem é clara, as questões – com uma possível exceção - incidem em tópicos filosóficos relevante e testam competências diversificadas, sem esquecer – como já tem sucedido – a capacidade crítica e argumentativa. A extensão é adequada e o grau de dificuldade é equilibrado, havendo perguntas fáceis e outras mais difíceis (as questões de lógica talvez pudessem ser mais difíceis).

Ainda assim, vale a pena apontar dois aspetos menos conseguidos.

A questão 1 do grupo II, sobre a crítica de Platão aos sofistas, era dispensável pelo mesmo motivo que era dispensável lecionar esse tema (imposto pelas Orientações e não propriamente pelo Programa): a sua relevância filosófica é duvidosa, tal como a sua articulação com os outros tópicos do capítulo da argumentação.

Num exame de Filosofia é acertadíssimo pedir aos alunos – como é feito na questão 2 do grupo IV – para redigir um texto argumentativo. Contudo, a escolha do problema a discutir não foi feliz. A maior parte dos alunos não costuma gostar muito de Filosofia da Ciência e quase todos teriam mais a dizer e a discutir se, em vez do “papel da experiência científica na validação das hipóteses”, tivessem perguntado a sua opinião acerca do livre-arbítrio ou da existência de Deus.

Contudo, esses senãos não comprometem a qualidade do exame. Li os critérios de correção um pouco à pressa mas julgo poder dizer que são também adequados e claros.

Hoje foi, portanto, um bom dia para o ensino da Filosofia em Portugal. Oxalá os resultados sejam também bons.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

O que é a filosofia, afinal?

a filosofia

A filosofia, afresco de Raffaello Sanzio.

“Como apresentar de maneira adequada a filosofia pela primeira vez aos alunos? Há diferentes maneiras de o fazer adequadamente, mas vale a pena ter em conta alguns esclarecimentos…”

O que é a filosofia, afinal? é um texto muito esclarecedor e útil para professores. De Desidério Murcho, no blogue 50 Lições de Filosofia.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Boas lições de Filosofia

50 lições de filosofia

No próximo ano na Escola Secundária de Pinheiro e Rosa trabalharemos com o manual 50 Lições de Filosofia, da autoria de Aires Almeida, Célia Teixeira e Desidério Murcho. A escolha foi consensual. Trata-se, de longe, do melhor manual que analisámos. Não é o único – felizmente - que é filosoficamente rigoroso, mas é o que melhor concilia esse rigor com a clareza e a simplicidade necessárias num livro destinado a adolescentes que dão os primeiros passos na filosofia.

O 50 Lições de Filosofia destaca-se também dos outros manuais devido à sua estrutura inovadora: os temas estão distribuídos por cinquenta aulas, que no manual ocupam três páginas e que são lecionáveis, em princípio, em 90 minutos. Contudo, uma vez que existem temas opcionais, os professores terão que lecionar não as cinquenta lições apresentadas mas apenas trinta e seis: 36! Ou seja: sem deixar de cumprir o programa terão tempo para realizar outras atividades: debates, filmes, etc.

Outra qualidade do 50 Lições de Filosofia é que distingue muito bem as explicações destinadas aos alunos das informações e enquadramentos destinados aos professores. Estes são fornecidos no Livro do Professor e num blogue de apoio, também chamado 50 Lições de Filosofia. Desse modo evita-se sobrecarregar o manual com conceitos e distinções que seria inadequado fazer nas aulas, mas que os professores devem dominar se quiserem ser rigorosos. Isso permite que o manual esteja escrito a pensar nos alunos.
Como se pode verificar, por exemplo, nas etiquetas Tabela e Powerpoint do referido blogue, os utilizadores do manual terão ao seu dispor uma grande variedade de quadros comparativos e esquemas muito bem feitos e que serão certamente úteis. Existem também textos complementares que permitem, caso o professor assim decida, aprofundar este ou aquele tema.

Contudo, todas essas qualidades são secundárias face a esta: o 50 Lições de Filosofia apresenta a filosofia como ela realmente é – uma discussão crítica e racional de problemas que nos dizem respeito e onde o que conta são os argumentos e não os nomes dos filósofos. Uma discussão onde os alunos, página a página, são convidados a participar.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Novos manuais de Filosofia em Faro

Os autores dos manuais de Filosofia que usamos atualmente na Pinheiro e Rosa têm novos projetos para o 10º ano. Alguns deles virão a Faro, no próximo sábado, dia 4 de Maio, pelas 9.15 para apresentar os seus novos manuais.

Local: Hotel Eva.

Os manuais em causa são:

50 Lições de Filosofia, de Aires Almeida, Célia Teixeira e Desidério Murcho.

Filosofia – 10º ano, de Luís de Sousa Rodrigues.

Para se inscrever veja aqui.

50 lições filosofia novo manual de filosofia filosofia 10º ano luis rodrigues novo manual

sábado, 23 de março de 2013

Lições de Filosofia

50 Lições de Filosofia é o blog de apoio ao manual de Filosofia homónimo, da autoria de Aires Almeida, Célia Teixeira e Desidério Murcho. Esse manual será um dos vários manuais de Filosofia para o 10º ano que os professores de Filosofia portugueses terão brevemente ao seu dispor para analisar e comparar, tendo em vista a adoção de um deles na escola em que lecionam. 

50 lições de filosofia 10

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Preparação para os exames da 2ª fase

os livros são pontes

Uma das causas dos maus resultados em exames e testes é a falta de estudo. Outra causa é o estudo inadequado. Muitos alunos não sabem estudar e, por isso, o seu estudo não é eficaz, mesmo que estudem muitas horas.

Vejamos dois exemplos.

Imensos alunos (possivelmente a maioria) não leem as obras analisadas nas aulas de Português, leem unicamente resumos das obras, por vezes dados pelos próprios professores.

Imensos alunos (talvez a maioria) estudam filosofia decorando algumas folhas de apontamentos (que por vezes nem são da sua autoria, sendo resumos feitos por colegas ou meras transcrições do manual e de explicações dadas nas aulas). Não tentam compreender o que querem realmente dizer aquelas frases nem tentam avaliar se as ideias por elas expressas são verdadeiras ou falsas, justificadas ou injustificadas.

Muitos alunos não sabem estudar e nem todos eles podem usar a desculpa de que nunca os ensinaram a estudar.

Duvido que esse aspeto, conhecido por todas as pessoas que têm alguma ligação ao ensino mas raramente referido em público, seja equacionado nas análises que estão a ser feitas aos resultados dos exames nacionais, nomeadamente de Português e de Filosofia.

É claro que os professores, as direções das escolas, os autores de programas e manuais e, entre outros, o ministro da educação, devem ser responsabilizados (em graus diferentes) pelos maus resultados dos alunos. E habitualmente são responsabilizados. Mas os próprios alunos nunca são, pelo menos publicamente, responsabilizados. Nem por eles próprios nem pelas pessoas que costumam falar publicamente sobre educação.

Seja como for. Faltam poucos dias para os exames nacionais da 2ª fase começarem e para alguns alunos talvez seja tarde demais para recuperar e corrigir a falta de estudo ou o estudo inadequado. Mas para outros talvez não seja tarde demais. A melhor preparação que podem fazer para esses exames não é decorar resumos, mas compreender e discutir (consigo mesmo e com eventuais colegas de estudo) as ideias que fazem parte da – como se diz na gíria - “matéria”. É uma atitude melhor que arranjar desculpas.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Critérios de correção do exame de Filosofia de 2012

Eis o exame de Filosofia de 2012 (1ª fase) e os respetivos critérios de correção.

Fonte: Gave.

Exame de Filosofia de 2012 714

Critérios do exame de Filosofia de 2012

Sondagem sobre o exame de Filosofia

Faltam poucos minutos para o exame de Filosofia acabar. Espero que seja uma prova sem as imprecisões do teste intermédio e que, contrariamente ao que sucedia neste, contenha questões realmente filosóficas.

Enquanto aguardava pelas notícias, ocorreu-me fazer uma pequena sondagem aos leitores sobre o exame de Filosofia: Não devia existir? Devia tornar-se obrigatório ou manter-se opcional?

Têm 5 dias para votar, aqui ao lado  no canto superior esquerdo do blogue.

0 Que Quer Dizer Tudo Isto

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

domingo, 13 de março de 2011

O dilema das provas nacionais de Filosofia

Uma das objecções que por vezes é feita aos exames nacionais e a outras formas de avaliação externa, como os testes intermédios, afirma que provas desse género levam os professores e os alunos a ficar obcecados com a sua preparação e a descurarem actividades escolares mais interessantes e úteis – como, por exemplo, os debates e os trabalhos de pesquisa. A ideia subjacente é que ou se prepara os alunos para responderem a provas nacionais ou se ensina os alunos a pensarem criticamente e a discutir ideias.

Esse argumento é uma falácia (um falso dilema), pois as duas coisas não são incompatíveis. Contudo, para conseguir alcançar ambas é necessário (mas não suficiente, claro) que se verifiquem três condições.

1) Os conteúdos alvo de avaliação devem ser científica e pedagogicamente correctos.

2) A selecção desses conteúdos e da terminologia utilizada nas questões não pode ser arbitrária e completamente imprevisível.

3) As provas devem incluir questões que apelem ao pensamento crítico e não apenas à memorização.

É uma evidência que o actual programa de Filosofia para o Ensino Secundário dificulta bastante a satisfação da condição 1) e impede a satisfação da condição 2).

Por isso, agora que se iniciou a realização de testes intermédios em Filosofia e que está prevista a realização de um exame nacional no final do 11º ano, é indispensável que o programa seja alterado ou que sejam estabelecidas orientações para a sua gestão capazes de minimizar os seus defeitos (vagueza, extensão excessiva, desorganização, inadequação ou mesmo incorrecção de certas partes, irrelevância filosófica de outras, etc).

Caso contrário, um professor poderá cumprir o programa (de acordo com a interpretação que dele faz), dar boas aulas de filosofia e mesmo assim não preparar bem os seus alunos para o teste intermédio e para o exame.

Este ano não tenho turmas do 10º. Mas se tivesse, ao ler em algumas questões do teste intermédio de Filosofia (realizado no passado dia 22 de Fevereiro, com uma matriz muito vaga e sem quaisquer orientações de gestão do programa) expressões como “preferência valorativa” e “diálogo de culturas”, teria sentido o receio de não ter preparado bem os alunos. (A propósito, vale a pena ler os “receios” da Sara Raposo e do Carlos Café.)

Se os receios desse género condicionarem negativamente o modo como os professores de Filosofia dão as aulas (enchendo-as de mais e mais matéria, para evitar que nas provas nacionais sejam utilizados termos e conceitos por eles não usados), o argumento referido no início deixará de ser uma falácia e a existência de testes intermédios e exames a Filosofia deixará de ser benéfica. Por isso, repito, é necessário que haja ou uma reformulação do programa ou a implementação de orientações para a sua gestão.

Quando? Já no próximo ano lectivo, se quisermos que o exame nacional e os futuros testes intermédios corram bem.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Mais preparação para o teste intermédio de Filosofia

No próximo dia 22 realizar-se-á o teste intermédio de Filosofia do 10º ano. Se as coisas não correrem bem, a causa não será a falta de instrumentos de estudo, uma vez que têm vindo a público diversos materiais úteis tanto para alunos como para professores.

Esperemos que a vagueza do programa de Filosofia e a falta (da responsabilidade do Ministério) de orientações claras para a sua gestão  não traia esse esforço. Teste intermédio de filosofia 10º

A Porto Editora publicou recentemente a obra Testes Intermédios - Filosofia - 10.º ano, de Pedro Galvão e Paula Mateus.

Limitei-me a folhear e ainda não li, mas, tendo em conta que os autores são co-autores dos manuais Arte de Pensar, a expectativa de que se trata de uma obra competente e útil é muito plausível.

Na Internet também se podem encontrar diversos materiais úteis. Além das Fichas que a Sara publicou no Dúvida Metódica (aqui e aqui), vale a pena consultar esta proposta de trabalho de Carlos Café.

domingo, 19 de setembro de 2010

Blogue sobre filosofia e cinema

Tippi Hedren no filme “Os pássaros” de Alfred HitchcockFoi criado há poucos dias atrás um novo blogue de filosofia: a filosofia vai ao cinema. Como o nome indica, pretende explorar as relações entre a filosofia e o cinema.

Apesar da sua tenra idade, o blogue já oferece ao leitor alguns interessantes e úteis materiais relativos ao uso de filmes nas aulas de Filosofia do ensino secundário, nomeadamente guiões de visionamento.

O autor é Carlos Café, professor de Filosofia da Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes, de Portimão.

O Dúvida Metódica faz votos para que o projecto seja, senão um sucesso de bilheteira, pelo menos um sucesso junto do público e da crítica especializada.

Na imagem, a actriz Tippi Hedren no filme “Os pássaros” de Alfred Hitchcock.

sábado, 5 de junho de 2010

Programa do 8º Encontro de Professores de Filosofia

Este ano o 8º Encontro Nacional de Professores de Filosofia  vai ser em Portimão, nos dias 10 e 11 de Setembro. Organização da  Sociedade Portuguesa de Filosofia e da Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes.

O Convidado Especial será Stephen Law.

image

programa do 8º encontro de professores de filosofia em Portimão

INSCRIÇÕES:

image  image

domingo, 8 de novembro de 2009

Novo blogue de Filosofia

Aires Almeida criou um blogue de Filosofia chamado questões básicas.  Destina-se prioritariamente  aos seus alunos da Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes, mas está aberto a todos os interessados. Apesar de ter apenas dois ou três dias de vida já tem posts e comentários interessantes e merecedores de atenção. Votos de boa sorte!

domingo, 1 de novembro de 2009

Métodos antiquados

Por muitas modernices tecnológicas que surjam na educação (blogues, por exemplo), há coisas que nunca mudam. Corrigir testes é uma delas, pois é algo que tem de ser feito da mesma maneira antiquada de sempre: com as mãos, os olhos e o cérebro. (A audição de boa música durante a correcção é uma "exigência" da actividade deste último: a mente.)

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

2 sugestões para a nova ministra da educação

1. Mudar o programa de Filosofia.

A proposta de programa apresentada pelo Centro para o Ensino da Filosofia e pela Sociedade Portuguesa de Filosofia (em Julho de 2000) seria – eventualmente com algumas alterações – uma boa alternativa. (Encontra essa proposta aqui.)

2. Reintroduzir o exame nacional de Filosofia no 11º ano, mas desta vez com carácter obrigatório.

Para que a existência de um exame nacional obrigatório a Filosofia melhorasse a qualidade do ensino e da aprendizagem, e não constituísse um desastre no que diz respeito às classificações, seria necessário que o exame só se começasse a realizar quatro anos após a entrada em vigor do novo programa (para haver dois anos de treino, um no 10º e outro no 11º). Seria também indispensável que, entretanto, se realizassem acções de formação com qualidade científica e pedagógica para a generalidade dos professores de Filosofia.

Claro que, para isso ser realizável, seria necessário que as políticas educativas, contrariamente ao que tem sucedido até à data, fossem pensadas e planeadas - e não improvisadas em cima do joelho, ao sabor das sondagens e das mais variadas pressões.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Discutir ideias em vez de repetir frases

Uma proposição é a ideia (ou pensamento) expressa por uma frase declarativa com sentido.

Frases diferentes podem exprimir a mesma proposição. Por exemplo, as três frases seguintes exprimem exactamente a mesma proposição: A pena de morte é moralmente errada. A pena de morte é incorrecta em termos morais. The death penalty is morally wrong.

Este não é um mero pormenor “técnico” e sem interesse filosófico. Pelo contrário. Na filosofia analisam-se e discutem-se proposições. Ou seja: analisam-se e discutem-se ideias e não as frases que as transmitem. Não é propriamente a frase escrita pelo filósofo X ou Y que interessa, mas sim a ideia por ela transmitida – será uma ideia verdadeira ou falsa?

Do mesmo modo, um aluno não se deve preocupar especialmente com a frase que o professor disse ainda há pouco e que ele não conseguiu escrever no caderno, mas sim com o que o professor queria dizer com essa frase; ou seja, com a proposição – que pode ser expressa através de outra frase diferente. O que esse professor, caso tenha um entendimento correcto da filosofia, esperará do aluno é que este compreenda a ideia e a discuta – e não que repita a sua frase tintim por tintim.