segunda-feira, 31 de julho de 2017

Aprendizagens essenciais

aprendizagens essenciais adiadas

Há meses falou-se de uma revisão curricular, destinada nomeadamente a encurtar os programas. O governo negou que fosse realmente uma revisão e procurou dar-lhe nomes mais suaves, para não dar a ideia de que haveria alteração dos programas. Tratar-se-ia apenas da identificação das “aprendizagens essenciais”.

Se se trata apenas disso ou mais do que isso não faço a mínima ideia, pois há meses que o governo anuncia a divulgação no mês seguinte de um documento com as “aprendizagens essenciais”, mas quando chega a data anunciada volta a adiar. Amanhã é 1 de agosto e a maior parte dos professores irá de férias sem conhecer as “aprendizagens essenciais” que deverão ser implementadas no próximo ano letivo. O que é particularmente grave nas escolas que aderiram ao projeto de flexibilidade curricular. Mesmo que o documento seja divulgado hoje é óbvio que será tarde demais.  

Se um professor se atrasar tanto no seu trabalho terá problemas, mas sendo o governo é de prever que ninguém seja responsabilizado.

Uma coisa curiosa e muito demonstrativa da maneira portuguesa de fazer as coisas: os professores ainda não conhecem as “aprendizagens essenciais” mas já foram informados da realização de algumas sessões de esclarecimento acerca das mesmas (no próximo mês de outubro) e do seu preço.

Se estiver interessado nas sessões de Filosofia veja AQUI. Eu estou interessado, mas não gosto desta maneira de fazer as coisas.

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