segunda-feira, 30 de maio de 2016

Ella: a voz do jazz

Hoje, durante um filme, os meus alunos reconheceram que não gostam de jazz e que não ouvem este tipo de música. É pena! Ao ouvir a Ella talvez possam perceber porquê.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Devem os alunos avaliar os professores? Sim…

Vale a pena ver este vídeo promocional do Instituto Superior Técnico: fala do que é importante fazer no ensino. Mas isso faz-se ao nível do secundário? Como? Que evidências existem para o comprovar?

 

Quem são, do ponto de vista dos alunos, os melhores professores? Que qualidades devem ter? Como é que lecionam as aulas?

Em Portugal, em algumas das melhores universidades, como o Instituto Superior Técnico e a Universidade do Porto, encontra-se implementado um sistema que obriga os alunos a avaliarem o professor, sob pena de não se puderem inscrever.

O Jornal Expresso publicou um artigo, que vale a pena ler: Professores nota 20, onde se enumeram exemplos - de instituições universitárias diferentes - de professores cuja excelência é reconhecida pelos alunos (tal como o mérito académico). Salienta o referido artigo:

«Há professores eloquentes, aborrecidos, cativantes, monocórdicos, fascinantes. Professores que chumbam a torto e a direito. Professores que nunca esquecemos. Por maus motivos e por boas razões. Por serem sumidades nas matérias que ensinam, porque falam de uma forma que nenhum aluno deixa de ouvir, porque simplificam o que é complicado, porque promovem o pensamento crítico, a criatividade e a discussão. São esses os preferidos dos estudantes, aqueles que têm os auditórios cheios e as disciplinas lotadas.

Longe vão os tempos em que o professor era rei e senhor na sala de aula, autoridade inquestionável, mesmo que muito questionáveis fossem os seus métodos de ensino. Os tempos mudaram, os alunos tornaram-se mais exigentes e reivindicativos e ao longo das últimas décadas cada vez mais instituições de ensino superior aplicaram sistemas de avaliação. Aos estudantes passou a pedir-se que se pronunciassem sobre a qualidade das aulas.

No Instituto Superior Técnico, um dos primeiros a querer saber o que diziam os alunos sobre os seus professores, foi desenvolvido o Sistema de Garantia da Qualidade do Processo de Ensino e Aprendizagem (QUC). Todas as disciplinas de licenciaturas, mestrados e doutoramentos são sujeitas a este escrutínio e os estudantes têm de fazer a sua avaliação, sob pena de não se poderem inscrever no semestre seguinte.

Há perguntas sobre a carga de trabalho exigida e sobre os professores. O docente mostrou-se empenhado? Expôs os conteúdos de forma atrativa? Demonstrou interação com os alunos? Neste caso, são os estudantes que dão as notas aos professores. E em cada ano os dois ‘melhores’ são distinguidos com o Prémio IST de Excelência no Ensino…»

É óbvio que na avaliação dos professores não se pode considerar como critério exclusivo a avaliação feita pelos alunos. Têm de existir outras formas de atestar o mérito pedagógico e científico de um docente (igualmente públicas e escrutináveis, é claro). No entanto, parece inegável que a avaliação pelos alunos contribui para melhorar a qualidade do ensino, como mostram os casos do Instituto Superior Técnico e da Universidade do Porto, duas instituições de mérito reconhecido a nível nacional e internacional.

Também é interessante notar, de acordo com o citado artigo, que um dos aspetos mais valorizados pelos alunos é a promoção do espírito crítico e da criatividade.

E no ensino secundário o que é que acontece? Valoriza-se, nas escolas, a qualidade da aprendizagem, a discussão de ideias, o confronto de opiniões entre os professores? E nas aulas promove-se o espirito crítico junto dos alunos?

domingo, 22 de maio de 2016

Falsa analogia

relacionamentos

A rapariga comete a falácia da falsa analogia. Para um argumento por analogia ser válido, ou forte, é necessário que as semelhanças entre as coisas comparadas sejam numerosas e relevantes. O que não é manifestamente o caso, pois ela baseia-se numa única e irrelevante semelhança.

A rapariga não diz que todos os 348 namorados anteriores usavam aqueles ténis, mas mesmo que dissesse estaria a raciocinar mal. Num argumento por analogia o decisivo não é o número de coisas comparadas, mas sim o número e a relevância das suas semelhanças.

sábado, 21 de maio de 2016

Matriz do teste: objetividade da ciência e sentido da vida

waterson calvin & hobbes o sentido da vida

Duração: 90 + 10 (tolerância)

Objetivos:

1. Recordar a conceção falsificacionista da ciência.

2. Explicar a perspetiva de Popper sobre a objetividade e progresso da ciência.

3. Explicar e exemplificar o conceito de paradigma, segundo Kuhn.

4. Explicar e exemplificar os conceitos de ciência normal, anomalia, crise, ciência extraordinária e revolução científica.

5. Explicar a perspetiva de Kuhn sobre a objetividade e progresso da ciência.

6. Explicar as objeções a Kuhn estudadas.

7. Comparar as perspetivas de Popper e Kuhn acerca da objetividade e progresso da ciência.

8. Mostrar em que condições dizemos que uma atividade tem sentido.

9. Apresentar o problema do sentido da vida.

10. Explicar a perspetiva pessimista acerca do sentido da vida.

11. Explicar as objeções à perspetiva pessimista acerca do sentido da vida.

12. Explicar a perspetiva religiosa acerca do sentido da vida.

13. Explicar as objeções à perspetiva religiosa acerca do sentido da vida.

14. Explicar a perspetiva não religiosa de Peter Singer acerca do sentido da vida.

15. Explicar as objeções à perspetiva de Peter Singer.

16. Explicar outra perspetiva não religiosa acerca do sentido da vida.

17. Explicar as objeções a essa perspetiva.

18. Comparar e discutir as perspetivas acerca do sentido da vida estudadas.

19. Defender uma tese acerca do problema do problema do sentido da vida.

Natureza das questões:

Escolha múltipla, questões de resposta curta e questões de resposta extensa.

Para estudar:

No manual: da página 215 à página 228; da página 238 à página 242.

PDF’s.

No blogue Dúvida Metódica:

A evolução da ciência: Popper e Kuhn

Links sobre o sentido da vida

sentido da vida

quarta-feira, 18 de maio de 2016

O problema do mal e as respostas dos teístas

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O vídeo tem legendas em português (que, apesar de terem alguns erros, ajudam quem não domina o Inglês), é preciso ativá-las.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Uma resposta não religiosa à questão do sentido da vida

image

Fotografia do filme de Ingmar Bergman, "O sétimo selo".

Como responde um não crente, para quem a morte é o fim, à questão do sentido da vida?
Algumas respostas não religiosas podem encontrar-se nos vídeos seguintes:

Links sobre o sentido da vida

Antes de responder é preciso entender a pergunta
Qual é o sentido da vida?
Não, não estamos no centro do Universo!
Sombras minúsculas

Será a vida uma brincadeira estúpida?

A morte e o sentido da vida

A minha vida

Viver uma vida ética
'A vida que podemos salvar': o dever de ajudar as pessoas muito pobres
“Sair para o mundo e fazer algo que mereça a pena”
Uma resposta não religiosa à questão do sentido da vida
O que farias hoje se o mundo acabasse amanhã?

Opcional

A pergunta acerca do sentido da Vida

Para que servem os dias?

Consumir dá sentido à vida?

Insatisfação

A injustiça da morte: uma história de M. S. Lourenço
A transitoriedade da vida retira-lhe o sentido? (1)

A transitoriedade da vida retira-lhe o sentido? (2)

Qual é a medida do possível?

Aproveitar ou desperdiçar a vida - uma escolha aparentemente fácil

O dinheiro não traz a felicidade!

O paradoxo do hedonismo e o Dia dos Namorados

O último dia na Terra

Qual é o sentido da vida?

terça-feira, 10 de maio de 2016

Matriz do teste sobre filosofia da religião

Duração: 50 minutos.

Objetivos:

1. Distinguir religiões monoteístas de religiões politeístas.

2. Explicar a a conceção teísta de Deus.

3. Distinguir o ateísmo do agnosticismo.

4. Distinguir a abordagem racional do problema da existência de Deus da fé.

5. Enunciar o problema da existência de Deus.

6. Explicar o argumento do desígnio.

7. Explicar as objeções ao argumento do desígnio.

8. Explicar o argumento da causa primeira.

9. Explicar as objeções ao argumento da causa primeira.

10. Explicar o problema do mal e o modo como este permite questionar a existência de Deus.

11. Explicar as respostas ao problema do mal.

12. Comparar os argumentos a favor e contra a existência de Deus.

13. Defender uma tese acerca do problema da existência de Deus.

Natureza das questões:

Escolha múltipla, questões de resposta curta e uma questão de resposta extensa.

Para estudar:

Manual: página 232 (o que está escrito a azul) e da página 256 à 258.

PDF

No blogue Dúvida Metódica:

Links sobre filosofia da religião

Uma voz voando

Descrever a voz e o modo único como Amália Rodrigues cantava não é fácil. Há anos atrás Miguel Esteves Cardoso quase conseguiu quando lhe chamou “voz de Deus”. Não sei quem o poeta brasileiro Ferreira Gullar tinha em mente quando escreveu este poema, contudo os seus versos descrevem Amália Rodrigues na perfeição.

UMA VOZ

Sua voz quando ela canta
me lembra um pássaro mas
não um pássaro cantando:
lembra um pássaro voando.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Ciência, pseudociência e… Sir Karl Popper

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A minha aluna Catarina Pinto (do 11º ano, turma 4) – a quem agradeço – deu-me a conhecer um vídeo de filosofia da ciência que aborda alguns aspetos da teoria de Popper, estudados nas aulas, nomeadamente a distinção entre ciência e pseudociência, o critério popperiano de cientificidade e a importância da crítica. Vale a pena ver e mostrar aos alunos, sobretudo, depois destes já terem alguns conhecimentos sobre os temas em questão.

O vídeo tem legendas em português, mas é preciso ativá-las.

Outros vídeos educativos do “crash course philosophy” podem ser encontrados AQUI. Os temas são, por exemplo, “O que é a filosofia?”, “Como argumentar?”, entre muitos outros.

terça-feira, 3 de maio de 2016

PORQUÊ ESTUDAR GEOGRAFIA?

Post Convidado: Luis Romão, professor de Geografia do Agrupamento de Escolas Dra. Laura Ayres.

Geografia

Comecemos por uma questão: a que ramo das ciências pertence esta ciência? É uma ciência humana ou natural?

Como tentarei reflectir, a imensa interdisciplinaridade da Geografia faz com que não apresente uma identidade concreta, contudo o objeto e o objetivo do seu estudo estão bem definidos.

Definimos hoje a Geografia como o estudo das relações entre o espaço e as sociedades.

Esta complexidade de relações exige do geógrafo o recurso a diversas ciências – Geologia, Meteorologia, Oceanografia, Ecologia, Estatística, mas também Ciências Sociais, como a Economia, a Sociologia, a História, a Politica…etc. A Geografia encontra-se na encruzilhada das ciências para poder explicar ao Homem os caminhos que traçou e que caminhos deve seguir para viver equilibradamente e frutiferamente nesta casa a que chamamos Terra.

Estas duas imagens esquematizam estas relações que constituem a sua razão:

Imagem 1

Relação entre a Geografia e outras ciências 

Imagem 2

Ciência Geográfica

Hoje a Geografia tem cada vez mais preocupação com a problemática social, considerando que o desenvolvimento, vindo da industrialização, passou a exercer grandes impactes sobre a natureza (paisagem) e a sociedade degradando e depilando os recursos naturais; o planeta, o espaço, a paisagem “não é apenas um quadro de vida, mas um espaço vivido, isto é, de experiência sempre renovada, o que permite, ao mesmo tempo, a reavaliação das heranças e a indagação sobre o presente e o futuro. A existência naquele espaço exerce um papel revelador sobre o presente e o futuro. A existência naquele espaço exerce um papel revelador sobre o mundo” (Santos, 2000).

Assim podemos perceber a complexidade de uma paisagem, de um país (múltiplas paisagens) percebendo as múltiplas relações e conexões que as suportam. “Os lugares, são, pois, o mundo, que eles, (cada comunidade) reproduzem de modos específicos, individuais, diversos. Eles são singulares (direi únicos, mas ao mesmo tempo cada vez mais iguais), mas também são globais, manifestações da totalidade – mundo, da qual são formas particulares.” (Santos, 2000).

Então do ponto de vista da Geografia, esta é a perspectiva para se estudar o espaço: olhando em volta, percebendo o que existe, sabendo analisar as paisagens como o momento instantâneo de uma história que vai acontecendo, e o olhar geográfico desmonta e explica os riscos e as potencialidades das decisões dos homens da história.

A Geografia desenvolveu o olhar espacial, portanto, construiu um método que faz a leitura da vida que estamos vivendo, a partir do que pode ser percebido no espaço construído.

A Geografia ao ler o espaço, ensina ao homem a leitura da sua própria história, representada concretamente pelo que resulta das forças naturais, sociais, políticas, económicas, etc., vivenciadas desde os seus antepassados até ao presente. O que a paisagem mostra é o resultado do que ali aconteceu e está acontecendo. A Geografia ao materializar o ocorrido transforma em visível, em perceptível as dinâmicas do acontecido.

Por tudo isto a Geografia é tão importante na formação dos nossos alunos. A formação dum pensamento geográfico é indispensável para a existência de cidadãos mais ativos e mais capazes de construir o mundo de hoje, mais sustentável, onde todos tenham abrigo.

a terra

Luis Romão (adaptado).

Bibliografia:

Milton Almeida dos Santos, Por uma outra globalização, São Paulo: Editora Record, 2000.