domingo, 22 de maio de 2016

Falsa analogia

relacionamentos

A rapariga comete a falácia da falsa analogia. Para um argumento por analogia ser válido, ou forte, é necessário que as semelhanças entre as coisas comparadas sejam numerosas e relevantes. O que não é manifestamente o caso, pois ela baseia-se numa única e irrelevante semelhança.

A rapariga não diz que todos os 348 namorados anteriores usavam aqueles ténis, mas mesmo que dissesse estaria a raciocinar mal. Num argumento por analogia o decisivo não é o número de coisas comparadas, mas sim o número e a relevância das suas semelhanças.

2 comentários:

Maria Luana disse...

Boa tarde! Bom observei o argumento utilizado, para convencer o leitor que a falacia por analogia não é método confiável, bom concordo com a proposta, meu debate não é esse, mas sim, o exemplo e a linguagem que foram utilizados. O uso da imagem de uma mulher que teve "vários" parceiros e, com a linguagem que utilizaram para descrever tal mulher "A rapariga". Bom, sou professora de filosofia, só que não vejo relação uma coisa com a outra, uma mulher que teve "vários" parceiros está subjugada a ser rotulada como "rapariga"? o termo "rapariga" estaria sendo utilizado para denegrir a imagem desta "mulher"? Gostaria desta respostas por que realmente fiquei curiosa com isso, e, digo mais, até ofendida com tal estereotipação da situação.

Novamente Boa tarde, fico na espera pelo seu argumento!

Carlos Pires disse...

Maria Luana: em Portugal "rapariga" significa apenas mulher jovem, aquilo que no Brasil querem dizer com "moça". Quando escrevi o post nem me lembrei que no Brasil "rapariga" significa prostituta ou algo similar.