domingo, 29 de junho de 2014

O exame nacional de Filosofia e o número de visitantes deste blogue

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Nos dias 16 e 17 de Junho - antes e depois do exame nacional de Filosofia - este blogue registou, em média, 1.300 visitantes diários (e mais de 2100 páginas visualizadas), o que representa um aumento significativo em relação ao número de visitantes habitual. Em tempo de aulas, recebemos, aproximadamente, 600 a 700 visitantes por dia. Uma outra conclusão que também se poderá tirar, olhando para os gráficos do contador do blogue (nas imagens abaixo), é que algum estudo dos alunos talvez tenha sido feito feito à última da hora. Esperemos que os resultados do exame permitam mostrar eu não tenho razão.  :)

A quantidade é considerável e - talvez - surpreendente, considerando que tem vindo a crescer desde Setembro de 2008:  o ano em que o "Dúvida Metódica" começou a existir enquanto projeto da Escola Secundária de Pinheiro e Rosa. Por outro lado, estes números e os testemunhos de muitos colegas professores de Filosofia atestam que este blogue passou a ser conhecido em Portugal e noutros países estrangeiros, em particular no Brasil.

Agradecemos, por isso, a todos os nossos leitores, mas sobretudo aos alunos - que são a razão de ser deste blogue.

Acreditamos que a Filosofia tem um papel fundamental a desempenhar na formação geral dos alunos do ensino secundário. Acreditamos que cabe a todos os professores - através da partilha do seu trabalho com os colegas, da submissão à discussão e à crítica - contribuir para melhorar o ensino desta disciplina. Os resultados que temos conseguido, ao longo dos seis anos de existência deste blogue, mostram que isso é possível. Desejamos, por isso, que ainda mais professores façam aquilo que nós fazemos: todos teremos a ganhar com isso!

Sara Raposo e Carlos Pires

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sexta-feira, 20 de junho de 2014

Números sobre o ensino da Filosofia na Pinheiro e Rosa

Escola Secundária de Pinheiro e Rosa

Segundo o ME, inscreveram-se para o exame de Filosofia 12.210 alunos (8.471 dos quais eram alunos internos). No exame de Português inscreveram-se 74.358 alunos (52.707 dos quais eram alunos internos).

Na Escola Secundária de Pinheiro e Rosa, que faz parte do Agrupamento de Escolas Pinheiro e Rosa, inscreveram-se 60 alunos no exame de Filosofia e 120 alunos a Português (não sei quantos eram internos).

A nível nacional o número de inscritos a Português era mais de seis vezes superior ao número de inscritos a Filosofia, mas na nossa escola foi apenas o dobro.

Vem a propósito recordar que o exame de Português é obrigatório e o exame de Filosofia é opcional.

Dos 60 alunos da Pinheiro e Rosa inscritos a Filosofia faltaram apenas 2. Não vi números oficiais, mas disseram-me que na maioria das outras escolas (muitas com mais turmas que a Pinheiro e Rosa) fizeram o exame apenas 5 ou 6 alunos e noutras houve números à volta da dezena.

No ano passado a média nacional do exame de Filosofia foi 9,1. Se considerarmos apenas os alunos internos a média nacional foi 10,2. A média do Algarve (no que diz respeito aos alunos internos) foi 10,1. A média dos alunos (internos) da Escola Secundária de Pinheiro e Rosa foi 12,33. A média das classificações internas (isto é, das notas dadas pelos professores) desses alunos foi 13,66.

Como se explicam estes números?

Tenciono escrever acerca disso em breve, mas para já quero apenas dizer algo óbvio: estes número não se referem apenas aos exames, pois dizem algo acerca do ensino da Filosofia na Pinheiro e Rosa.

Fontes dos números referidos:

Exame de Filosofia não assustou

A única surpresa no exame de Português do 12.º ano foi a facilidade

Matemática com pior resultado dos últimos sete anos

Exame de Filosofia: não foi mau, mas é possível fazer melhor na 2ª fase

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Kant, Kant e… não cante!

Kant ou não cante

Infocursos: um portal que ajuda os alunos a escolher os cursos superiores

«O Portal Infocursos, uma plataforma online destinada a ajudar os alunos na escolha do curso superior depois de terminado o ensino secundário, fica disponível a partir desta quinta-feira, anunciou o Ministério da Educação.

"Trata-se de uma plataforma online, desenvolvida pela Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência e pela Direcção-Geral do Ensino Superior, que permite aos candidatos ao ensino superior, e ao público em geral terem acesso a informação relevante para escolherem melhor a formação", afirma o Ministério da Educação e Ciência (MEC).

O portal reúne informação sobre todos os cursos de licenciatura e mestrado integrado ministrados em Portugal e registados na Direcção-Geral do Ensino Superior até 31 de Dezembro de 2013.

A plataforma apresenta dados caracterizadores de cada curso em termos do concurso nacional de acesso ao ensino superior e reúne, de forma gráfica "e fácil de interpretar", vários indicadores estatísticos, entre os quais se destacam a distribuição dos estudantes consoante as vias de ingresso no curso, o percentil médio dos estudantes à entrada do curso, em termos de notas nas provas de ingresso, as taxas de abandono, transferência e continuidade dos alunos no curso um ano após a sua primeira matrícula.

"Mostra também a distribuição dos alunos por sexo e idades, a distribuição das classificações finais à saída do curso e a relação entre o número de inscritos como desempregados nos centros de emprego, com base nos registos no Instituto do Emprego e Formação Profissional, e o número de diplomados, curso a curso, entre outros parâmetros", adiantou o MEC, em comunicado.»

Fonte: o Jornal Público de hoje, ver AQUI.

sábado, 14 de junho de 2014

Exames de Filosofia 2012/2013 e lista de verificação das aprendizagens

Aos meus alunos do 11º D e E:

Até aula de apoio (na segunda-feira) peço-vos que, além de resolverem os exames destes links, vejam atentamente os critérios de correção. E ainda que verifiquem a lista de perguntas que vos dei (cujo link se encontra neste post). Dúvidas são bem vindas!

Aproveito para informar os imensos leitores deste blogue - que não são meus alunos e me enviaram pedidos para esclarecer dúvidas - do seguinte: não esclareço dúvidas nem na caixa de comentários nem através do meu email pessoal. Os motivos da minha recusa são óbvios. Mas, se tiverem alguma dificuldade em compreender, imaginem-se no meu lugar e pensem só bocadinho!

Exame nacional de Filosofia 2014: verifica os teus conhecimentos

Exame de Filosofia 2013 (1ª Fase): enunciado e critérios de correção

Exame de Filosofia 2013 (2ª Fase): enunciado e critérios de correção

Teste intermédio de Filosofia 2013: enunciado e critérios de correção

Exame nacional de Filosofia 2012 (2ª Fase): enunciado e critérios de correção

Outros exames nacionais, podem ser consultados AQUI.

Exame nacional de Filosofia 2014: apoio ao estudo no Dúvida Metódica (11º ano)

cerebro direito

O exame de Filosofia (714), da 1ª Fase, é dia 17 de Junho (terça-feira), às 9.30.

Seguem-se alguns links, com textos de apoio, fichas de trabalhos e vídeos, que vos poderão ser úteis ao estudo. Encontram-se organizados por temas, de acordo com as orientações do ministério para o exame de 2014.

O links de apoio ao estudo para o 10º ano encontram-se AQUI.

Bom trabalho a todos!

11º ano - links de apoio ao estudo.

1. Lógica proposicional

Exercícios de lógica proposicional para principiantes
Afirmação da antecedente e negação da consequente
A bicondicional
Condições necessárias e suficientes: análise de um exemplo
A negação de proposições condicionais
Construção de argumentos
A relação entre verdade e validade
Exemplo de um argumento válido com premissas falsas e conclusão verdadeira
Validade dedutiva

2. Argumentos não dedutivos e falácias informais

Falácias informais obrigatórias para o exame nacional e outras

Argumentos não dedutivos: previsão, generalização, analogia e argumento de autoridade

Falácias informais e retórica: aplique o que aprendeu

3. Filosofia, retórica e democracia

A democracia ateniense

Retórica e democracia: esquema

Sofista ou surfista?

Sobre o poder da retórica

Defender a objetividade não significa que se seja dogmático

O que é a democracia?

Meios de persuasão

Ethos, logos, pathos

Ethos, Logos, Pathos & pizza

4. Descrição e interpretação da atividade cognitiva

Algumas relações entre os vários tipos de conhecimento

O conhecimento por contacto facilita as cunhas.

Ficha de trabalho: identificação dos diferentes tipos de conhecimento

O carácter factivo do conhecimento

O tempo até pode ser relativo, mas a verdade não

Informação “útil” para adolescentes sobre a hora de deitar

Uma crença pode ser útil mas falsa

Previsão certeira de sismo em Itália: crença verdadeira, mas não justificada

O Deco não percebe nada de Epistemologia

Dois contra-exemplos à chamada definição tradicional de conhecimento

5. O problema da possibilidade do conhecimento: o ponto de vista dos céticos

Algumas imagens que nos levam a duvidar dos nossos olhos e o cepticismo radical.

O argumento céptico da regressão infinita da justificação: um exemplo.

O argumento céptico da divergência de opiniões.

Uma objecção ao argumento céptico dos erros e ilusões perceptivas.

6. A teoria de Descartes

A dúvida metódica (este deveria ter sido o primeiro post deste blogue)

Descartes: da dúvida à certeza

Um mar de dúvidas

Razões para duvidar, segundo Descartes

Descartes: documentário e filme

Como é que Descartes pretendeu ultrapassar o ponto de vista dos cépticos

O solipsismo e a necessidade de Deus no sistema cartesiano

Penso, logo existo - uma ideia que toda a gente conhece?

Descartes: argumentos para provar a existência de Deus

Críticas a Descartes: Ficha de trabalho

A objeção de Kant ao argumento ontológico: a existência não é um predicado

O argumento ontológico: diálogo entre um crente e um ateu

Objeção ao argumento da marca: criar a ideia de perfeição é diferente de criar a própria perfeição

Os conceitos cartesianos de intuição e dedução

A matemática é a priori mas não é inata

Cartoons cartesianos

7. A teoria de Hume

Impressões e ideias

Cegos que começam a ver: impressões e ideias

Como se originou, segundo Hume, a ideia de Deus?

Exemplos de inferências causais

Sol vai nascer amanhã? Não podemos saber!

Hume e a relação causa-efeito

O problema da causalidade

A crença na causalidade é instintiva

8. Senso comum e ciência

Algumas diferenças entre o senso comum e a ciência

O senso comum não basta para compreender o mundo

Como é que uma criança decide tornar-se cientista?

Exemplos de explicações científicas

O fim do mundo

A ciência tem como objetivo explicar o mundo natural

A ciência trabalha com ideias testáveis

A ciência baseia-se em evidências

A ciência envolve a comunidade científica

Os participantes na ciência devem comportar-se cientificamente

Fé e ciência, segundo Richard Dawkins

Quando o original é mais risível que a caricatura

9. As teorias de Popper e Kuhn

Verificabilidade e falsificabilidade – alguns exemplos

O refereeing ou arbitragem científica

O falsificacionismo de Karl Popper

As teorias científicas são falsificáveis

Popper, Darwin e o tédio

Um cientista popperiano

A astrologia não é uma ciência: saiba porquê

Átomos e das estrelas à luz da ciência

A filosofia da ciência e as ciências ocultas

A evolução da ciência: Popper e Kuhn

A teoria de Popper aos pedacinhos

Exame nacional de Filosofia 2014: apoio ao estudo no Dúvida Metódica (10º ano)

 

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O exame de Filosofia (714), da 1ª Fase, é dia 17 de Junho (terça-feira), às 9.30.

Seguem-se alguns links, com textos de apoio, fichas de trabalhos e vídeos, que vos poderão ser úteis ao estudo. Encontram-se organizados por temas, de acordo com as orientações do ministério para o exame de 2014.

Bom trabalho a todos!

10º ano - links de apoio ao estudo.

1. Os problemas filosóficos e os instrumentos lógicos do pensamento

Filosofia: o que é isso?

Problemas filosóficos e problemas não filosóficos

Porque não se entendem os filósofos?

Identificação, classificação e negação de proposições
Contra-exemplo: o que é e para que serve
Proposições contraditórias: análise de exemplos
A negação de proposições condicionais
Discutir ideias em vez de repetir frases
Entimema: conceito e exemplos
O que é um argumento?
Diga-me o que pode deduzir?
Argumento dedutivo ou não dedutivo?

2. Liberdade e determinismo na ação humana

Formulação do problema do livre-arbítrio (1)

Pêssegos e duelos: exemplos ilustrativos do problema do livre-arbítrio

O Determinismo

A resposta do determinismo radical (2)

Se o determinismo radical for verdadeiro, salvar 155 pessoas não tem qualquer mérito

Argumentos a favor do Libertismo

O livre-arbítrio existe, pois temos consciência dele

Determinismo Moderado

O livre-arbítrio é uma criação humana e… existe!

Numa guerra, pode-se escolher não matar?

3. Os valores e o problema da justificação dos juízos de valor

A cigarra, a formiga e os valores

Enterrar viva uma pessoa é errado ou isso é relativo?

Uma tradição admissível, segundo os relativistas culturais

A tolerância não implica o relativismo

A verdade dos juízos morais depende da opinião pessoal?

Será a ética subjectiva?

Haverá provas em ética?

A defesa dos direitos humanos e do relativismo cultural serão compatíveis?

Objectivismo Moral

Tem razão quem se apoiar nas melhores razões

Se há valores morais objetivos, pode-se defender os direitos humanos

Qual é, afinal, a tradição?

A divergência de opiniões é incompatível com a objetividade?

Algumas regras morais são universais

4. As perspectivas filosóficas - a ética deontológica (Kant) e a ética utilitarista (Stuart Mill)

Um dilema moral da Medicina

Discussão de um dilema moral: qual seria a acção correta?

Cumprir o dever pelo dever: um exemplo

Os imperativos de Kant

Agir bem para evitar problemas

Por dever ou apenas em conformidade ao dever?

Quais são as acções que têm valor moral?

Devemos mentir para salvar a vida de um amigo? – Não, diz Kant (1)

Devemos mentir para salvar a vida de um amigo? – Não, diz Kant (2)

Quando é que as nossas ações têm valor moral?

“Mentiras boas” e outras objeções à ética kantiana

Qual é o critério da moralidade?

O utilitarismo: ideias básicas

Apontamento sobre o Utilitarismo

Argumentos contra o utilitarismo

Rever Kant e Mill através das aulas de Michael Sandel: Qual é o mal de mentir? e Qual é a ação correta?

As teorias éticas de Kant e Stuart Mill: ideias fundamentais

SACRIFICAVAS UMA VIDA PARA SALVAR 200?

5. A articulação entre Ética e Direito

Moral e legal não são sinónimos

6. O problema da justiça distributiva: a teoria de Rawls e críticas a esta perspetiva

Argumento a favor da desigualdade

Uma experiência mental oportuna no atual contexto político

Citação muito atual, tendo em conta o estado da pátria

Cinco ideias centrais sobre Rawls

Rawls responde a algumas questões

Rawls e o estado social: vídeo de Michael Sandel

É correto tirar aos ricos para dar aos pobres? - vídeo de Michael Sandel

O Estado e o indivíduo: a quem pertence a pescaria?

O que é mais importante: a liberdade ou a igualdade?

Uma sociedade justa, segundo Rawls

Rawls e Nozick: o estado social versus o estado mínimo

A teoria da titularidade de Nozick

A estrada de Giges

8. A dimensão religiosa da acção

3 argumentos a favor da existência de Deus

Se no mundo existissem apenas 100 pessoas…

Explicação matemática da aposta de Pascal

Críticas ao argumento da aposta

Terá o coração razões que a razão desconhece?
Bertrand Russell: Não sou religioso porque…

Conversas sobre o ateísmo

O mal deve-se a Deus ou ao homem?

Se Deus existe porque é que acontecem coisas tão más?

Sem Deus tudo seria permitido?

Onde está Deus?

Qual é, afinal, a palavra de Deus?

O ponto de vista de um agnóstico

Exemplo de uma atitude dogmática: o fundamentalismo religioso

Os fundamentalistas religiosos vistos pelo Gato Fedorento
Intolerância

A religião e os desafios da tolerância: Ficha de trabalho

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Lições de Filosofia ainda melhores

50 Lições de Filosofia 11º ano

Na Escola Secundária de Pinheiro e Rosa escolhemos hoje o manual que usaremos no 11º ano nos próximos anos. Por unanimidade a escolha recaiu no 50 Lições de Filosofia – 11º ano, de Aires Almeida e Desidério Murcho.

No post Os melhores manuais de filosofia para o 11º ano referi cinco manuais que “apresentam corretamente a filosofia aos alunos: como uma discussão crítica de problemas, onde o próprio aluno é chamado a intervir e argumentar, e não como um discurso dogmático. Conseguem, além disso, um equilíbrio entre o rigor filosófico e a clareza e simplicidade, que é indispensável num livro destinado a adolescentes.”

Pois bem, parece-me que o 50 Lições consegue fazer isso ainda um pouco melhor que os outros quatro. Trabalhámos no presente ano letivo com o 50 Lições de Filosofia – 10º ano e foi uma boa experiência. Não me arrependo, pelo contrário, dos elogios que escrevi há cerca de um ano: Boas lições de Filosofia. Ora, o livro do 11º ano consegue ser ainda melhor que o livro do 10º em termos de organização, clareza, adequação das atividades, recursos disponibilizados para os professores, etc.

É um livro que apetece continuar a ler e não apenas consultar. Será por isso um bom instrumento de estudo e um estímulo para o pensamento crítico dos alunos.

Uma palavra de apreço para o Como pensar tudo isto?, de Domingos Faria, Luís Veríssimo e Rolando Almeida, que é na minha opinião o segundo melhor manual de todos os que analisei. Além das qualidades já referidas no post sobre os melhores manuais, destaco os excelentes vídeos com interessantes experiências mentais e, sobretudo, o uso que faz da lógica em todos os capítulos. Nesse aspeto em particular, é melhor que qualquer outro manual e consegue dar sentido à expressão “estudar lógica é estudar as ferramentas do ofício filosófico”.

A bem do ensino da filosofia em Portugal, espero que o 50 Lições, o Como pensar tudo isto? e os outros manuais que destaquei sejam escolhidos pela maioria das escolas portuguesas.

Exame nacional de Filosofia 2014: verifica os teus conhecimentos

Seguem-se questões, organizadas por temas - englobando todos os conteúdos programáticos (do 10º e 11º ano) e competências relevantes - avaliadas no Exame Nacional de Filosofia de 2014.

No final do estudo para o exame, poderão servir para testar os conhecimentos: uma espécie de lista de verificação.

A ideia de elaborar esta lista de perguntas surgiu de conversas com alguns dos meus alunos, com mais dificuldades, que consideraram as orientações do ministério (disponíveis AQUI) demasiado gerais.

Espero que possa ser útil a todos!

Mãos à obra e bom trabalho!

Só um observação acerca da foto: quando, finalmente, se consegue chegar ao topo da montanha vê-se muito mais... o futuro, espero eu.

Exame Nacional de Filosofia 2014 - Verifica Os Teus Conhecimentos Do 10º Ano by SaraRaposo

Escola Secundária de Pinheiro e Rosa Verifica Os Teus Conhecimentos Do 11º Ano by SaraRaposo

terça-feira, 10 de junho de 2014

Exame nacional de Filosofia 2014: informações

pensamentos












Um “recado” para os alunos que estão a pensar fazer o exame nacional de Filosofia: ponderem bem as razões da vossa escolha. Esta dependerá, sobretudo, dos cursos que pretendem e da formação mais adequada a essa área de estudos, pelo que devem informar-se sobre isso previamente. Caso decidam mesmo fazer este exame, empenhem-se - a sério - no estudo, dentro e fora das aulas. E pensem, tenham espírito crítico - não caiam na asneira de achar que estudar é decorar coisas que não compreendem bem. Eis o segredo aberto – escancarado, até - do sucesso.
Para os alunos que estão a pensar candidatar-se ao ensino superior e não sabem quais são as provas de acesso dos cursos que pretendem, aconselho a leitura da legislação que se encontra no post seguinte deste blogue:
Cursos e provas de ingresso na universidade

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Deus em tribunal

menina

menina com epidermólise bulhosa

Suponha que a menina do desenho, após enorme sofrimento, morreu com epidermólise bulhosa.

Um advogado, o dr. Hugo Ateu, decidiu acusar Deus da sua morte. Com essa acusação um pouco paradoxal não pretendia que Deus fosse preso, mas sim convencer as pessoas de que – já que existe tanto mal no mundo - não vale a pena acreditar em Deus.

Outro advogado, o dr. Heitor Teísta, decidiu defender Deus dessa acusação. Com essa defesa não queria, naturalmente, evitar que Deus fosse preso, mas sim mostrar que vale a pena acreditar nele.

Imagine que faz parte da equipa de um desses advogados e tem de o ajudar a preparar a sua alegação.

A turma dividir-se-á em dois grupos: um será a equipa do dr. Hugo Ateu e o outro será a equipa do dr. Heitor Teísta.

Depois de preparadas as alegações, os dois advogados deverão defendê-las no conhecido Tribunal da Aula de Filosofia. Os alunos de cada equipa serão à vez o dr. Hugo Ateu e o dr. Heitor Teísta.

O professor de filosofia será apenas um espectador imparcial e não o juiz. O juiz será a razão humana.

Que vença a melhor argumentação!

Os melhores manuais de filosofia para o 11º ano

FILOSOFIA

Não contei os manuais escolares propostos para o 11º ano que me chegaram às mãos, mas foram muitos (mais de uma dúzia, julgo). Há de tudo: maus, sofríveis, razoáveis, bons e muito bons.

Não me vou dar aos trabalho de identificá-los a todos e de justificar os adjetivos usados. Quero apenas destacar os cinco que considero melhores.

Esses cinco manuais, embora de maneiras diferentes, fornecem instrumentos de trabalho bem concebidos e diversificados que ajudarão os alunos a estudar melhor e auxiliarão os professores a preparar as aulas, a fazer testes, fichas, guiões de filmes, etc. E todos, embora de maneiras diferentes, apostam nas novas tecnologias, em grafismos apelativos, na interação com os professores, etc.

Contudo, isso não é o mais importante. O mais importante é que, embora com estilos diferentes, apresentam corretamente a filosofia aos alunos: como uma discussão crítica de problemas, onde o próprio aluno é chamado a intervir e argumentar, e não como um discurso dogmático. Conseguem, além disso, um equilíbrio entre o rigor filosófico e a clareza e simplicidade, que é indispensável num livro destinado a adolescentes.

Nem todos os alunos que estudarem por esses manuais irão gostar de filosofia, mas dificilmente irão desprezá-la. Ora, é isso que sucede quando os alunos têm manuais que dizem asneiras (por exemplo: “o argumento dedutivo consiste em extrair uma conclusão particular e desconhecida de premissas gerais e conhecidas”) ou apresentam discursos vagos e pastosos (por exemplo: “Neste mundo enriquecido pela diversidade dos possíveis, as velhas dicotomias entre o certo e o errado, o belo e o feio, o verdadeiro e o falso, as razões e as paixões, não resolvem os problemas; fala-se mais de respeito pelo outro, de gosto situado, de verdades prováveis, de inteligência emocional. A rigidez da verdade deu lugar à plasticidade. A imaginação inteligente cria novas leituras.”).

Não há razão nenhuma para os professores escolherem manuais que reduzem a filosofia a uma caricatura. Os bons manuais, como é o caso destes cinco, são mais fáceis de usar que os outros. São mais fáceis para os alunos e para os próprios professores, mesmo que estes não estejam habituados à abordagem da filosofia proposta pelo manual. Se esses professores experimentarem verão que os resultados – melhores aulas, melhores aprendizagens – justificam largamente a mudança.

Pelos motivos indicados, acentuei algumas semelhanças entre estes cinco manuais, mas isso não significa que não sejam bastante diferentes em muitos aspetos. Os professores de filosofia portugueses têm, portanto, a sorte de poder escolher entre cinco projetos diferentes de grande qualidade.

Embora todos os cinco manuais sejam bons, julgo que há um que consegue ser ainda melhor que os outros. Depois de conversar com os meus colegas de grupo direi qual é.

Esses cinco manuais são:

50 Lições de Filosofia – 11º ano, de Aires Almeida e Desidério Murcho, Didáctica Editora.

Cogito -11º, de Paula Mateus, Pedro Galvão, Ricardo Santos e Teresa Cristóvão, Asa.

Como pensar tudo isto?, de Domingos Faria, Luís Veríssimo e Rolanda Almeida, Sebenta.

Desafios – 11º, de Faustino Vaz e Marta Brites, Santillana.

Filosofia – 11º ano, de Luís Rodrigues, Plátano Editora.

50 de Filosofia 11º ano   Cogito 11º ano   Como pensar tudo isto 10º ano

Desafios Filosofia 11.º Ano   Filosofia 11º ano

domingo, 8 de junho de 2014

Quem tem medo da filosofia analítica?

filosofia analítica problemas filosóficos Simpsons

Há dias encontrei um colega, professor de Filosofia, que não via há anos. Quando falámos de manuais escolares a conversa tornou-se menos cortês. Disse-lhe o nome do manual de Filosofia (50 Lições de Filosofia) que na Escola Secundária de Pinheiro e Rosa adotámos para o 10º ano e ele acusou-me de ser “analítico” e por isso de escolher manuais “analíticos”.

Não foi a primeira vez que ouvi essa palavra ser usada com intuito pejorativo. Contudo, ser “analítico” será algo criticável?

Penso que ser “analítico” na filosofia é algo bom e não mau. Não vou apresentar aqui a história da filosofia analítica para justificar essa ideia, mas apenas referir brevemente alguns aspetos que caracterizam a filosofia analítica atual.

Quando chamamos “analítico” a um filósofo não estamos a caracterizar as suas ideias. Não estamos a dizer que defende a existência de Deus nem que é ateu. Não estamos a dizer que é liberal nem que é comunista. Não estamos a dizer que é contra o aborto nem que é a favor do aborto. Não estamos a dizer que defende o livre-arbítrio nem que defende o determinismo. Não estamos a dizer que considera a vida humana absurda nem que julga que esta tem sentido, religioso ou não. A lista poderia, naturalmente, continuar.

Na verdade existem filósofos analíticos a defender todas essas ideias. Existem filósofos analíticos em qualquer um dos lados de uma discussão filosófica: Bertrand Russel era ateu, mas Richard Swinburne e Alvin Plantinga são crentes. Peter Singer defende o aborto, mas Harry Gensler considera o aborto errado. Mais uma vez, a lista poderia continuar, continuar, continuar.

Não são, portanto, os temas nem as opiniões que distinguem os filósofos analíticos.

Quando chamamos “analítico” a um filósofo estamos a dizer principalmente duas coisas:

1. Que se preocupa com a clareza do que diz, ou seja, tenta não ser ambíguo nem vago, tenta ser compreensível e não se refugia atrás de frases obscuras.

2. Que se preocupa com a justificação do que diz: apresenta argumentos em defesa das suas ideias e compara-as com as ideias contrárias, discutindo criticamente ambas.

Mas, se é assim, a filosofia analítica não é uma grande novidade. Bem vistas as coisas, os filósofos analíticos são os continuadores de uma tradição que inclui Sócrates, Platão, Aristóteles, Descartes, Kant, Stuart Mill e muitos outros, pois todos eles tentaram que as suas investigações filosóficas tivessem as duas características anteriormente referidas.

A prática analítica da filosofia, tal como se assemelha à prática desses filósofos, distingue-se da prática de filósofos como, por exemplo, Heidegger, Derrida ou Deleuze. Mas não se poderá dizer o mesmo de Sócrates, Platão, Aristóteles, Descartes, Kant e Stuart Mill? O esforço para ser claro e a constante atitude argumentativa desses filósofos parece ter mais afinidade com o trabalho dos filósofos analíticos, como por exemplo Bertrand Russel e Peter Singer, do que com as ambíguas obscuridades de Heidegger, Derrida ou Deleuze.

Não vale a pena, por isso, recear a filosofia analítica. O facto de um manual de filosofia ser “analítico” não é, naturalmente, condição suficiente para ser um bom manual. Contudo, isso também não é condição suficiente para ser um mau manual e talvez valha a pena perguntar se não é, pelo contrário, uma condição necessária para ser um bom manual de filosofia.

Note-se que não escrevi filosofia analítica, mas simplesmente filosofia.

Se quiser ler textos sobre a filosofia analítica mais claros e bem argumentados que o meu pode começar por estes:

Filosofia analítica

A filosofia analítica em ação

Má filosofia analítica

sábado, 7 de junho de 2014

O elogio da leitura: um portefólio de Literatura Portuguesa


O aluno Miguel Rodrigues, do 11º D, ao longo deste ano letivo estudou e analisou - nas aulas da professora Dina Ferreira - vários obras literárias de escritores e poetas portugueses. A partir dessas leituras, elaborou um excelente portefólio para apresentar na disciplina de Literatura Portuguesa. Decidi partilhá-lo com os leitores deste blogue. Creio que a melhor maneira de incentivar à leitura é através do trabalho de alguém que, visivelmente, tem prazer em ler e ... aprender.
Obrigada Miguel!

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Música e canções na aula de Filosofia

Hoje foi uma aula de Filosofia diferente com música ao vivo - guitarra tocada pelo Tiago Silveira do 10º A - e muitas canções cantadas em conjunto. A selecção foi dos alunos, deixo duas das canções tocadas e cantadas: são "filosóficas" disseram eles!

Obrigada a todos!

domingo, 1 de junho de 2014

Matriz do 5º teste de Filosofia: turmas B e C do 10º ano

Miguel Ângelo Buonarotti – A Criação de Adão

Miguel Ângelo Buonarotti: A Criação de Adão.

Duração: 90 minutos.

Natureza das questões: escolha múltipla; identificação de itens verdadeiros e falsos; identificação e avaliação de exemplos; justificação - em questões de resposta curta e de resposta extensa; ensaio filosófico.

Objectivos:

1. Indicar alguns problemas estudados pela Filosofia Política.

2. Explicar o que é o Direito.

3. Distinguir Ética e Direito.

4. Distinguir justiça retributiva e justiça distributiva.

5. Explicar em que consiste o problema da justiça distributiva.

6. Distinguir liberalismo e igualitarismo.

7. Explicar o que é o Princípio do Dano e diferenciá-lo do Paternalismo.

8. Discutir o Princípio do Dano e os seus eventuais limites.

9. Distinguir as propostas do liberalismo económico e do comunismo.

10. Explicar o que entendia John Rawls por posição original.

11. Explicar a função, de acordo com Rawls, do véu de ignorância.

12. Explicar porque é que Rawls se insere na tradição contratualista.

13. Explicar cada um dos princípios de justiça propostos por Rawls.

14. Explicar a regra maximin e mostrar porque é que Rawls rejeita o Utilitarismo.

15. Explicar em que medida a teoria de Rawls tenta conciliar a igualdade e a liberdade individual.

16. Explicar a objeção a Rawls que diz que não se deve desresponsabilizar as pessoas pelas suas escolhas.

17. Explicar porque é que a teoria de Robert Nozick é conhecida como teoria da titularidade justa.

18. Explicar porque é que Nozick compara os impostos ao trabalho forçado.

19. Explicar o conceito de “Estado mínimo”.

20. Explicar a objeção a Nozick da insensibilidade social.

21. Comparar a teoria de Rawls com a teoria de Nozick e com outras críticas.

22. Defender uma tese acerca do problema da justiça distributiva.

23. Explicar em consiste o problema da discriminação positiva (ou ação afirmativa).

24. Explicar os argumentos a favor da discriminação positiva.

25. Explicar os argumentos contra a discriminação positiva.

26. Comparar os argumentos a favor e contra a discriminação positiva.

27. Defender uma tese acerca do problema da discriminação positiva.

28. Explicar o que é uma religião.

29. Distinguir religiões monoteístas de religiões politeístas.

30. Distinguir a conceção teísta de Deus da conceção deísta.

31. Distinguir o ateísmo do agnosticismo.

32. Explicar o argumento do desígnio.

33. Explicar as objeções ao argumento do desígnio.

34. Explicar o argumento da causa primeira.

35. Explicar as objeções ao argumento da causa primeira.

36. Explicar o problema do mal e o modo como este permite questionar a existência de Deus.

37. Explicar as respostas ao problema do mal.

38. Comparar os argumentos a favor e contra a existência de Deus.

39. Defender uma tese acerca do problema da existência de Deus.

O aluno deve também:

A. Conhecer exemplos ilustrativos dos conceitos referidos.

B. Identificar os conceitos referidos em exemplos dados.

Para estudar:

No Manual 50 Lições de Filosofia:

Filosofia Política: páginas 91, 101-102, 105-110, 114-115, 94-95 e 98.

Filosofia da Religião: páginas 182-185, 191-192.

Links:

Os links do post Matriz do mini teste sobre Filosofia Política

Se no mundo existissem apenas 100 pessoas…

De onde vem o mal?

Se Deus existe porque é que acontecem coisas tão más?

Quanto mal é necessário?

Opcional:

Bertrand Russell: Não sou religioso porque…

Sem Deus tudo seria permitido?

Cândido na ilha da Madeira

O antropomorfismo na religião: Deus à imagem e semelhança do Homem

Deus? Qual deles?

Os fundamentalistas religiosos vistos pelo Gato Fedorento

BOM TRABALHO!