terça-feira, 27 de maio de 2014

O bem comum: um problema da filosofia política

«É fundamental, portanto, que cada membro da sociedade veja no bem comum a sua própria realização e para isso colabore. Assim, todos os homens devem contribuir para o bem comum da sociedade, o que pode ser concretizado através das seguintes condutas:

  • Adquirir e praticar as virtudes morais (bom convívio social);
  • Exercer de forma competente a própria profissão ou ofício (serviço ao próximo);
  • Participar direta ou indiretamente na vida pública (cumprimento dos deveres cívicos);
  • Fomentar a união na vida social (respeito à liberdade).

A participação ativa na vida social, opinando e colaborando na consecução do bem comum, supõe o pluralismo de soluções para questões marcadas pela contingência: daí as divergências naturais entre os membros da sociedade, que devem ser superadas pelo estudo dos problemas e pela crítica positiva, que não busca destruir a opinião contrária, mas ofertar alternativas melhores para resolver os problemas sociais (...).»

Citação retirada DAQUI.

1 comentário:

André disse...

O problema é que o conceito de bem comum é relativo. Muito mais relativos são as convergências de opiniões sobre o "meio" de alcança-los. E geralmente, quem advoga-se como paladino do bem, o quer fazer com o esforço e o dinheiro dos outros. Nunca de si próprio. No poema de Fernando Pessoa "Falas de Civilização, e de não Dever Ser", ele diz, corretamente: "Se as cousas fossem diferentes, seriam diferentes: eis tudo.
Se as cousas fossem como tu queres, seriam só como tu queres.
Ai de ti e de todos que levam a vida
A querer inventar a máquina de fazer felicidade!"