quarta-feira, 29 de maio de 2013

Parlamento dos jovens: fotos, debate e recomendações finais

Parlamento dos jovens 2013, reunião da 6ª comissão

A reunião da 4ª comissão em que estiveram presentes os deputados do círculo de Faro.

O debate pode ser visto no Canal Parlamento, AQUI (na barra lateral clicar no ícone "Parlamento dos jovens", 2013 e 4ª comissão).

image(2)

Os deputados do círculo de Faro - Miguel Dionísio, Pedro Borralho, Diogo Sousa e Mário Rosa -   durante o debate.

image(4)

Os deputados do círculo de Faro - Miguel Dionísio, Pedro Borralho, Diogo Sousa e Mário Rosa - após o debate.

image

As jornalistas da Pinheiro e Rosa e da João de Deus.

image (4)

A abertura da sessão nacional do "Parlamento dos jovens".

fotografia

Os deputados algarvios na sessão nacional.

As fotos são da jornalista da Pinheiro e Rosa, Ana Sofia Cadete, do 12º E.

RecomendacaoAprovada_Secundario(1) by SaraRaposo

As fotos são da jornalista da Pinheiro e Rosa, Ana Sofia Cadete, do 12º E.

O que é a filosofia, afinal?

a filosofia

A filosofia, afresco de Raffaello Sanzio.

“Como apresentar de maneira adequada a filosofia pela primeira vez aos alunos? Há diferentes maneiras de o fazer adequadamente, mas vale a pena ter em conta alguns esclarecimentos…”

O que é a filosofia, afinal? é um texto muito esclarecedor e útil para professores. De Desidério Murcho, no blogue 50 Lições de Filosofia.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Eutanásia: dois exemplos de sofrimento intenso e incurável

Homem Coco Gritar

«Jack tinha um melanoma na barriga, um tumor sólido maligno que os médicos pensavam ser do tamanho de uma bola grande de beisebol. O cancro começara alguns meses antes com um pequeno tumor no seu ombro esquerdo e, a partir de então, fora submetido a várias cirurgias. Os médicos planeavam extirpar o tumor grande, mas sabiam que Jack morreria em breve. O cancro disseminara-se por metástases – espalhara-se até já não ser possível controlá-lo.

Jack era bem parecido, corajoso e tinha cerca de 28 anos. Sofria de dores constantes e o seu médico receitara uma injecção intravenosa de um opiato – um medicamento contra as dores, ou analgésico – de quatro em quatro horas. A mulher de Jack passava a maior parte do das horas do dia com ele e ficava sentada ou deitada na sua cama e dava-lhe palmadinhas em todo o corpo, como se costuma fazer às crianças, só que de forma mais metódica, e isso parecia ajudá-lo a controlar a dor. Mas, de noite, depois da sua linda mulher se ter ido embora (as mulheres não podem passar a noite na Clínica) e de a escuridão se instalar, a dor atacava sem piedade.

À hora determinada, uma enfermeira dava a Jack uma injecção do analgésico (…) e isso aliviava-lhe as dores durante duas horas ou talvez um pouco mais. Depois, começava a gemer, ou a chorar, muito baixo, como se não quisesse acordar-me. [Esta descrição foi escrita por um doente que partilhou um quarto de Hospital com Jack.] Por fim, começava a uivar, como um cão.

Quando isto acontecia, ele ou eu tocávamos à campainha, chamando uma enfermeira, e pedíamos um analgésico. Esta dava-lhe codeína, ou algo semelhante, por via oral, mas o resultado era praticamente nulo – não lhe provocava mais efeito do que metade de uma aspirina ministrada a um homem que tivesse acabado de partir um braço. A enfermeira explicava-lhe sempre, num tom tão animador quanto possível, que não faltava muito para a próxima injecção intravenosa – “agora, já só faltam cerca de 50 minutos”. E, invariavelmente, os gemidos e uivos do pobre Jack tornar-se-iam mais altos e frequentes até que, por fim, vinha o alívio abençoado. (…)

***

A 24 de Fevereiro, o filho do casal H. T. Houle morreu (…) na sequência de uma operação cirúrgica de emergência ordenada pelo tribunal. A criança nascera a 9 de Fevereiro, horrivelmente deformada. Tinha malformações em todo o lado esquerdo; não tinha olho esquerdo, faltava-lhe praticamente a orelha esquerda, tinha a mão esquerda deformada; algumas das suas vértebras não estavam fundidas. Além disso, sofria de uma fístula traqueo-esofágica e não podia ser alimentada pela boca. O ar escapava-se-lhe para o estômago, em vez de seguir para os pulmões, e o fluído gástrico subia para os pulmões. Como referiu o Dr. Andre Hellegers, “Não é preciso grande imaginação para pensar que haveria mais deformações internas…”

Com o passar dos dias, o estado da criança piorou. Surgiu uma pneumonia. Os seus reflexos tornaram-se mais fracos e, devido à circulação deficiente, surgiram suspeitas de lesões cerebrais graves. A fístula traqueo-esofágica, a ameaça imediata à sua sobrevivência, pode ser corrigida com relativa facilidade mediante cirurgia. Mas, tendo em atenção as complicações e deformidades associadas, os pais recusaram-se a dar autorização para a intervenção cirúrgica. Vários médicos (…) tinham uma opinião diferente e apresentaram o caso em tribunal. O Juiz (…) ordenou que se realizasse a cirurgia. Foi este o teor da sua decisão: “No momento do nascimento com vida, existe um ser humano que tem o direito à mais ampla protecção legal. O mais fundamental de todos os direitos de que goza qualquer ser humano é o direito à própria vida”

Eutanásia – As questões morais,  Organização de Robert Baird e Stuart Rosenbaum, Bertrand Editora, 1997, pp. 9-11.

Jack tinha uma doença incurável e dores muito intensas. Recorrer à eutanásia, caso ele a tivesse solicitado, teria sido moralmente correcto ou incorrecto? E se ele não a tivesse solicitado?

O casal H. T. Houle não autorizou a cirurgia que prolongaria a vida e o sofrimento do seu filho. (A não realização dessa cirurgia constituiria que tipo de eutanásia?) O Juiz ordenou a realização dessa cirurgia. Quem agiu correctamente?

sexta-feira, 24 de maio de 2013

A ESPR na sessão nacional do Parlamento dos jovens

Nos dias 27/28 MAIO, no âmbito do projeto nacional "Parlamento dos jovens", os alunos Mário Rosa (12º A), Miguel Dionísio (12ºB) serão deputados na Assembleia da República e irão representar o círculo eleitoral do Algarve (com mais dois alunos da escola Secundária João de Deus). A aluna Ana Sofia Cadete (12º E) irá ser a jornalista de serviço (do Pinhas online, o jornal da escola).

Para saber mais informações, consultar os links do site do Parlamento:

clip_image002Agenda da Sessão Nacional
clip_image002[1]Escolas e deputados eleitos
clip_image002[3]Organização das Comissões, com distribuição dos Projetos de Recomendação e perguntas
clip_image002[4]Jornalistas das Escolas participantes

Porque é preciso discutir política nas escolas e ter uma palavra a dizer sobre o futuro!

Quadro PR Aprov(1) by SaraRaposo

Quadro Comissoes Secundario by SaraRaposo

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Boas lições de Filosofia

50 lições de filosofia

No próximo ano na Escola Secundária de Pinheiro e Rosa trabalharemos com o manual 50 Lições de Filosofia, da autoria de Aires Almeida, Célia Teixeira e Desidério Murcho. A escolha foi consensual. Trata-se, de longe, do melhor manual que analisámos. Não é o único – felizmente - que é filosoficamente rigoroso, mas é o que melhor concilia esse rigor com a clareza e a simplicidade necessárias num livro destinado a adolescentes que dão os primeiros passos na filosofia.

O 50 Lições de Filosofia destaca-se também dos outros manuais devido à sua estrutura inovadora: os temas estão distribuídos por cinquenta aulas, que no manual ocupam três páginas e que são lecionáveis, em princípio, em 90 minutos. Contudo, uma vez que existem temas opcionais, os professores terão que lecionar não as cinquenta lições apresentadas mas apenas trinta e seis: 36! Ou seja: sem deixar de cumprir o programa terão tempo para realizar outras atividades: debates, filmes, etc.

Outra qualidade do 50 Lições de Filosofia é que distingue muito bem as explicações destinadas aos alunos das informações e enquadramentos destinados aos professores. Estes são fornecidos no Livro do Professor e num blogue de apoio, também chamado 50 Lições de Filosofia. Desse modo evita-se sobrecarregar o manual com conceitos e distinções que seria inadequado fazer nas aulas, mas que os professores devem dominar se quiserem ser rigorosos. Isso permite que o manual esteja escrito a pensar nos alunos.
Como se pode verificar, por exemplo, nas etiquetas Tabela e Powerpoint do referido blogue, os utilizadores do manual terão ao seu dispor uma grande variedade de quadros comparativos e esquemas muito bem feitos e que serão certamente úteis. Existem também textos complementares que permitem, caso o professor assim decida, aprofundar este ou aquele tema.

Contudo, todas essas qualidades são secundárias face a esta: o 50 Lições de Filosofia apresenta a filosofia como ela realmente é – uma discussão crítica e racional de problemas que nos dizem respeito e onde o que conta são os argumentos e não os nomes dos filósofos. Uma discussão onde os alunos, página a página, são convidados a participar.

terça-feira, 21 de maio de 2013

3 argumentos a favor da existência de Deus

Estes são os argumentos – ou provas - mais importantes (ou, pelo menos, os mais referidos e discutidos) a favor da existência de Deus. Eis as ideias centrais de cada um deles.

(Fonte: o blogue de apoio ao manual 50 Lições de Filosofia.)

provas da existência de Deus

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Filosofia da religião: recursos para as aulas

Se no mundo existissem apenas 100 pessoas…

Explicação matemática da aposta de Pascal 

Críticas ao argumento da aposta

Terá o coração razões que a razão desconhece?
Fé e ciência, segundo Richard Dawkins

Bertrand Russell: Não sou religioso porque…

Conversas sobre o ateísmo

O mal deve-se a Deus ou ao homem?

Se Deus existe porque é que acontecem coisas tão más?

Sem Deus tudo seria permitido?

Onde está Deus?

Qual é, afinal, a palavra de Deus?

O ponto de vista de um agnóstico

Exemplo de uma atitude dogmática: o fundamentalismo religioso

Os fundamentalistas religiosos vistos pelo Gato Fedorento
Intolerância
"Dos homens e dos deuses": a propósito da filosofia da religião

A religião e os desafios da tolerância: Ficha de trabalho

Ficha de avaliação do 11º B: leituras

Informação sobre a imagem, ver AQUI.

Textos e esquemas

Algumas diferenças entre o senso comum e a ciência

Senso comum e ciência

O que pode a ciência provar?

Verificabilidade e falsificabilidade – alguns exemplos

O refereeing ou arbitragem científica

O falsificacionismo de Karl Popper

As teorias científicas são falsificáveis

Popper e Kuhn: ideias fundamentais

2 Fichas de trabalho: o método e a objectividade na ciência

É preciso avaliar as tradições

Popper, Darwin e o tédio

Um cientista popperiano

Vídeos

Medicinas alternativas: ciência ou aldrabice?

O valor da ciência e os perigos da pseudociência

O que é o som?

O fim do mundo

Fé e ciência, segundo Richard Dawkins

O poder da ciência ao serviço do poder político?

Quando o original é mais risível que a caricatura

A aplicação do conhecimento científico em Marte

Filosofia da ciência: Hilary Putman

domingo, 19 de maio de 2013

Um cientista popperiano

alexandre quintanilha

Excerto de uma entrevista do biólogo Alexandre Quintanilha ao Expresso (12-09-2012).

Pode um cientista na área da biologia não acreditar na Teoria da Evolução das Espécies?

Darwin postulou uma hipótese, desde então temos feito tudo para ir à procura da evidência que seja a favor ou contra. Aliás, é mais importante ir à procura da evidência contra porque se a teoria for abaixo haverá outra ainda mais sofisticada.

Nem quando se confirma a hipótese?

(…) todos os grandes avanços na ciência são feitos quando as pessoas, depois de confirmarem a hipótese passam 50 anos a ver se a desaprovam.  As teorias mais robustas são as que resistiram a todas as tentativas de as contraprovar.”

Fonte: o blogue A Filosofia no Ensino Secundário, de Rolando Almeida.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Os Coristas e o caminho

Para os meus alunos do 10º C e D, uma música que - espero eu - possa acompanhar-vos no estudo para o teste de amanhã.

Aula de apoio: filosofia da ciência ou teorias éticas

Na aula de apoio de amanhã, caso os alunos presentes precisem, aproveitaremos para esclarecer dúvidas sobre os problemas de filosofia da ciência que sairão no próximo mini teste. Por isso, mesmo os alunos que não se inscreveram para o exame nacional de filosofia poderão ir à aula.

Se sobrar tempo faremos uma revisão de duas teorias éticas: o subjetivismo moral e o relativismo cultural. A disjunção do título é, portanto, inclusiva.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

O que “pensará” da guerra uma rena?

Alguma destas teorias sobre a guerra terá em conta a perspetiva dos animais não humanos?

A shell shocked reindeer looks on as World War II planes drop bombs on Russia in 1941

Rússia, 1941.

via

Matriz do 6º mini teste de Filosofia: turmas A, C e D do 11º

filosofia-da-ciencia

Tema:

Filosofia da Ciência

Duração: 50 minutos

Objetivos:

1. O que é o senso comum?

2. Em que consiste o problema da demarcação?

3. Como responde o verificacionismo ao problema da demarcação?

4. Em que consiste a objeção das leis da natureza ao verificacionismo?

5. Como responde o falsificacionismo ao problema da demarcação?

6. Que tipos de proposições são verificáveis? Que tipos de proposições são falsificáveis?

7. Porque é que, segundo o falsificacionismo, a irrefutabilidade não é uma virtude?

8. Porque é que, segundo o falsificacionismo, a psicanálise, a astrologia e outras pseudociências não têm um caráter científico?

9. Porque é que o facto de as proposições particulares não serem falsificáveis origina uma objeção à falsificabilidade como critério de demarcação?

10. Qual é o problema do método científico?

11. Como é que o indutivismo explica o método científico?

12. Em que consiste a objeção ao indutivismo que diz ser a observação pura impossível?

13. Porque é que o facto de muitas teorias científicas se referirem ao inobservável origina uma objeção ao indutivismo?

14. Qual é, segundo David Hume, o problema da indução?

15. O que pensa Karl Popper do problema da indução?

16. Como é que o falsificacionismo explica o método científico?

17. Em que consiste a objeção ao falsificacionismo que diz que este não está de acordo com a prática habitual dos cientistas?

18. Como é que, segundo Karl Popper, evolui a ciência?

19. Porque é que, segundo Popper, a ciência é objetiva?

20. O que é, segundo Thomas Kuhn, um paradigma?

21. Qual é a diferença, segundo Kuhn, entre ciência normal e ciência extraordinária?

22. Porque é que, segundo Kuhn, os paradigmas científicos são incomensuráveis?

23. Segundo Kuhn, há evolução na ciência? Porquê?

24. Porque é que, segundo Kuhn, a ciência não é inteiramente científica?

25. Em que consiste a objeção a Kuhn que incide na resolução de anomalias?

26. Em que consiste a objeção a Kuhn que refere que a ciência se vai aproximando da verdade?

Leituras:

No manual A Arte de Pensar, 11º: pp. 171-173 e 185-217.

No blogue Dúvida Metódica:

Algumas diferenças entre o senso comum e a ciência

Senso comum e ciência

O que pode a ciência provar?

Verificabilidade e falsificabilidade – alguns exemplos

As teorias científicas são falsificáveis

O falsificacionismo de Karl Popper

Medicinas alternativas: ciência ou aldrabice?

O método científico, segundo um indutivismo

2 Fichas de trabalho: o método e a objectividade na ciência (inclui um quadro comparativo entre o Indutivismo e o Falsificacionismo).

A objetividade e a evolução da ciência, segundo Kuhn e Popper

Complementar:

É preciso avaliar as tradições

O refereeing ou arbitragem científica

Quando o original é mais risível que a caricatura

O valor da ciência e os perigos da pseudociência

terça-feira, 14 de maio de 2013

Matriz do 5º teste de Filosofia: turmas C, D e E

"Ricos, Pobres e Indignados", cartoon da autoria do italiano Alessandro Gatto.

Além da leitura atenta da matriz do teste, aconselho também uma leitura ou uma audição atenta dos textos e vídeos, indicados nos links a seguir à matriz.

Bom trabalho a todos!

2012-13 Matriz do 5º teste do 10º ano by SaraRaposo

Links:

1. O problema da justificação do Estado

1.1. Locke e Hobbes

As noções de “estado de natureza” e “contrato social” na perspectiva de Hobbes e Locke

Ficha de trabalho: Hobbes e Locke
Como manter o poder?
A estrada de Giges
O que pode acontecer na ausência do Estado? – Um exemplo (1)
O que pode acontecer na ausência do Estado? – Um exemplo (2)
Hobbes: O filósofo ou o tigre do Calvin?

1.2. O anarquismo e a democracia

O anarquismo e as teorias contratualistas de Hobbes e Locke
O que é pior: a tirania ou a anarquia?
Anarquismo: a vida social é possível sem o estado
O estado é incompatível com a autonomia individual
Críticas de um anarquista à democracia
Que tipo de relação deve existir entre os cidadãos e o Estado?
O analfabeto político
A arte esquecida do debate democrático
Qual é afinal a democracia real e verdadeira?
Uma fotografia de Portugal
O que é a democracia?
O elogio de Péricles à democracia
Intolerância
O dilema do prisioneiro: as vantagens da cooperação
Quem passa primeiro?
Os líderes políticos, a preguiça e a obediência
O estado de direito

2. O problema da justiça distributiva: a teoria da justiça de Rawls

Filosofia política: uma excelente introdução em vídeo
Rawls e o estado social: vídeo de Michael Sandel
É correto tirar aos ricos para dar aos pobres? - vídeo de Michael Sandel?
Rawls responde a algumas questões
Cinco ideias centrais sobre Rawls
Rawls: ideias a reter
Ficha de trabalho: turmas C, D e E do 10ºano

Uma sociedade justa, segundo Rawls

Rawls e Nozick: o estado social versus o estado mínimo

A extensão e as funções do estado, segundo Nozick

A teoria da titularidade de Nozick

Ficha de trabalho sobre Rawls

sábado, 11 de maio de 2013

Por quem os sinos dobram?

No man is an island,
Entire of itself.
Each is a piece of the continent,
A part of the main.
If a clod be washed away by the sea,
Europe is the less.
As well as if a promontory were.
As well as if a manor of thine own
Or of thine friend's were.
Each man's death diminishes me,
For I am involved in mankind.
Therefore, send not to know
For whom the bell tolls,
It tolls for thee.

John Donne

Small boy drinking water in his home in Kentucky, 1964   American soldier Walton Trohon cleaning the face of a young French orphan, France, 25 November 1944

quarta-feira, 8 de maio de 2013

O risco do futuro: os exames e a vida

Louis Armstrong toca com crianças“A vida, na sua essência, na sua estrutura, é projecto e risco. Há sempre um momento em que ficamos suspensos à espera (...). Não compreendo os pedagogos que pretendem acabar com os exames nas escolas. O exame é parte integrante da educação. Não compreendo os pais que pretendem evitar esse stress aos filhos. Viver significa prever, calcular, dominar o stress. Só quando temos que enfrentar um exame é que nós nos apercebemos do que podíamos e devíamos ter feito. Antes tendemos a deixar-nos embalar pelas ilusões, a imaginar o mundo como nos gostaria que fosse (...). Em todas as alturas, devemos procurar adquirir sempre o estado de espírito próprio do dia que antecede a batalha, para ver se não nos enganámos em nada, se não nos esquecemos de um pormenor importante (...) Devemos reproduzir o melhor possível a realidade, a angústia da realidade, a incerteza da realidade (...). Só aceitando até ao fim o difícil exame, nós podemos correr o risco do futuro.”

Francesco Alberoni, O optimismo.

Lido no blogue De Rerum Natura: O difícil exame para se poder correr o risco do futuro.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Cinco ideias centrais sobre Rawls

Os autores do manual 50 Lições de Filosofia têm partilhado, no blogue homónimo, diversos materiais pedagógicos que fazem parte do manual (em papel e digital): esquemas, quadros comparativos, textos, etc. Esses materiais conciliam a clareza com o rigor. São simples sem serem simplistas. Muitos, como é o caso desta apresentação sobre Rawls, são também criativos e inovadores. Clique no título do manual e veja outros exemplos.

John Rawls

Rawls responde a algumas questões

A pedido de alguns do meus alunos, com mais dificuldades, deixo uma síntese das ideias que estudámos na aula.

Espero que vos possa ser útil no estudo para a ficha e para o teste, tal como os links, para vídeos, textos e fichas, apresentados a seguir.

A teoria da justiça de Rawls by SaraRaposo

Rawls: ideias a reter

«Suponha que tinha acabado de acordar numa cama de hospital. Primeiro, apercebia-se de que tinha sofrido uma perda considerável de memória. Olhando para baixo, via que estava enfaixado dos pés à cabeça. Não se recordava do seu nome nem do seu sexo e raça – também não conseguia descobri-los através das ligaduras (a etiqueta no pulso enfaixado revelava apenas um número). Os factos acerca da família, ocupação, classe, capacidade, competência, etc., estão completamente perdidos. Recorda-se de algumas teorias gerais aprendidas, em tempos, nas aulas de economia e sociologia, mas de nada se lembra das aulas de história. Na verdade, nem sequer sabe em que século está. Nessa altura, um homem de bata branca entra na enfermaria. “Bom dia”, diz ele. “Sou o professor John Rawls. Amanhã a sua memória regressará, as ligaduras ser-lhe-ão retiradas e poderá partir. Portanto, não temos muito tempo. O que precisamos que nos diga é como gostaria que a sociedade fosse concebida, tendo sempre em mente que, a partir de amanhã, viverá na sociedade que tiver escolhido. Embora não saiba quais são os seus verdadeiros interesses, posso dizer-lhe que precisa de tantos bens primários quanto possível (…). Regressarei, ao fim da tarde, para saber o que decidiu”. Nestas circunstâncias o que seria racional escolher?»

Jonathan Wolff, Introdução à filosofia política, tradução de Fátima St. Aubyn, Lisboa, 2004, Edições 70, págs. 229-230.

domingo, 5 de maio de 2013

O que é o amor (de mãe)?

 

 

 

 

 

 

 

Deolinda de Jesus by Antonio Variações on Grooveshark

António Variações - cantor e poeta - dedicou esta canção à sua mãe, Deolinda de Jesus. É uma das mais belas que eu conheço.

No Dia da Mãe, aqui fica uma resposta interessante e bela, embora não filosófica, à questão colocada no título deste post.

Unicórnios, narvais e outras coisas que tais

Narval

Os alunos David Dias e Nuno Elias, do 10º C, fizeram um trabalho a explicar parte do que viram e aprenderam na visita guiada a uma das exposições da Fundação Calouste Gulbenkian. Ei-lo:

 

O tema da exposição“360o” era a ciência ibérica na época dos Descobrimentos.

Quando chegamos, o monitor levou-nos para perto de um globo e falou-nos da linha que separa o planeta (a linha do equador) e dos homens que deram um enorme contributo para o desenvolvimento da ciência na época dos descobrimentos.

De seguida, formaram-se grupos de quatro elementos e distribuíram-se tarefas a cada grupo. Uma das tarefas era desenhar o animal descrito em poemas que estavam num cubo da exposição. Outra tarefa era desenhar a planta que dava as especiarias, que o monitor deu ao nosso grupo, e dizer o nome dessa especiaria.

image

Para concretizar a primeira tarefa, além de desenhar os animais, era preciso dizer de que animal era um corno que estava numa vitrina da exposição. Antigamente, pensava-se que era de um animal chamado unicórnio (cavalo com um corno na testa). E alguns alunos também pensaram isso, por mais estranho que possa parecer. Na realidade, “o corno” pertence a um animal aquático, da família da baleia, chamado narval e não se trata de um corno, mas sim um dente. Depois de todos terem acabado as suas atividades, o monitor foi pedindo que cada grupo apresentasse as suas respostas às questões. No final, ele corrigia os erros e explicava melhor.

image

Na exposição estava representado, através de um modelo, um rinoceronte. Na época das descobertas, pensava-se que esse animal era um unicórnio feio e gordo. Havia também um modelo de crocodilo, outra crença desta época era que quem tivesse um animal destes pendurado no teto era considerado bruxo. Estes exemplos permitem-nos compreender melhor como a ausência de explicações científicas deu (e continua a dar) origem a superstições e crendices que acabam influenciar a vida das pessoas, levando-as, por exemplo, a ter medos que limitavam a possibilidade de explorarem novos territórios e adquirirem novos conhecimentos. Felizmente, houve uma minoria de pessoas para quem o “amor à verdade” acabou por prevalecer, como algumas frases citadas de autores da época – espalhadas por vários locais da exposição – faziam notar.

Havia um espaço onde estavam representadas todas as constelações estrelares e se podia observar um astrolábio. Este instrumento servia para determinar a posição dos astros no céu e foi durante muito tempo utilizado como instrumento de navegação marítima.

Vimos animais embalsamados, alguns deles bastante estranhos, que só passaram a ser conhecidos pelos homens europeus na época dos descobrimentos. O monitor explicou-nos como se embalsamava um animal (primeiro tiram-se os órgãos do animal e depois coloca-se palha) e as características de alguns deles

Foi uma exposição em que aprendemos sobre assuntos muitos diferentes: ciência, botânica, zoologia, filosofia… E foi divertido, pelo facto de termos participado bastante.

David Dias e Nuno Elias, 10º C.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Na ESPR aprende-se dentro e fora das aulas (2)

image

 A guia da visita, no Museu Gulbenkian, a explicar um dos quadros da exposição.

Outros trabalhos dos alunos sobre a visita de estudo podem ser consultados AQUI.

Mariana Guerreiro, 10º D, Visita ao Museu da Fundação Calouste Gulbenkian by SaraRaposo

 

Pintura an Gulbenkian_Miguel_Guilherme, 10º D by SaraRaposo

Na ESPR aprende-se dentro e fora das aulas (1)

No passado dia 12 de Abril, os  alunos do 10º C e D fizeram uma visita de estudo à Fundação Calouste Gulbenkian (ver programa AQUI).

Nos trabalhos a seguir apresentados (neste e no post seguinte), eles explicam o que aprenderam.

Valeu a pena ter saído da sala de aula!

As fotografias e o vídeo são da autoria da aluna Carolin Jansen, do 10º D

Filo Sofia by SaraRaposo

O texto é da autoria das alunas Catalina Borozan e Raquel Martins, do 10º D.

O método científico, segundo um indutivismo

O método científico, segundo o indutivismo: um exemplo.

Sem Título

Nota: a data que aparece no exemplo é um anacronismo.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Links filosóficos

Philosophy de Reid Highsmith

Nas últimas semanas acrescentámos vários links à lista de Ligações Filosóficas:

50 Lições de Filosofia

Da Pluralidade dos Mundos

Jornal de Filosofia

No Jardim da Filosofia

São sítios que vale a pena conhecer, garanto.

Imagem: Philosophy, de Robert Lewis Reid.