quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

A vida será um sonho?

sonho dentro do sonho

Como explicam a Psicologia e a Neurologia, para fabricar os sonhos o nosso cérebro vai “buscar” imagens e outros dados à memória das experiências passadas. (Esquema 1)

Contudo, isso não chega para refutar o cenário cético da vida ser um sonho (ou seja, não implica necessariamente que exista uma vida real e não sonhada onde essas experiências passadas ocorreram), pois se a vida de uma pessoa fosse um sonho essas experiências passadas teriam também sido sonhadas e não vividas realmente. (Esquema 2)

Para refutar esse cenário é necessário encontrar um elemento qualquer que exista na nossa experiência (nas perceções que temos ) e não exista nos sonhos.

(Note-se que a situação inversa – sonharmos com algo, por exemplo voar, que não conseguimos experienciar – não refuta a sugestão cética de que a vida talvez seja um sonho.)

Considerações semelhantes podem ser feitas a propósito de outros cenários céticos, nomeadamente a vida ser uma enorme alucinação (como no filme Matrix ou na experiência mental do “cérebro numa cuba”).

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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Esperando uma carta?

ROGIER-VAN-DER-WEYDEN-ST-JOSEPH São José

Este quadro de Rogier van der Weyden é uma das obras que fazem parte da exposição "Diferentes retratos, diferentes culturas", na Gulbenkian - visitada hoje por duas turmas da ESPR. A exposição é muito interessante e merece uma visita atenta. (Mais informações sobre o quadro aqui.)

"Esperando uma carta" não é o título do quadro (que representa São José), mas sim de um bonito poema que João Miguel Fernandes Jorge escreveu acerca do quadro. Segundo o poeta, o monge espera uma carta... Será uma boa interpretação?

Esperando uma carta

Van der Weiden o representou pela manhã.
Figura de monge escolar
olhando desde cedo os campos

espera uma carta novos passos do companheiro doutro claustro
distante
tratando os problemas da substância
em letra de tom castanho e magoado espera

uma carta toda a manhã
notícia dos campos seus a mãe ou a irmã
dirá da caça da invernia
do casamento e morte dos parentes das crias
novas

uma carta distante perdida carta.
Sem outra vida espera
uma carta amada isso de certo
olhando da pequena janela sobre os mundos

a chuva o vento o sol dos meses
esperando uma carta todas as manhãs a vida.

João Miguel Fernandes Jorge, O roubador de água, Edições Assírio e Alvim, Lisboa, 1981, pp 83.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

O lixo, esse grande viajante

Se não se preocupa com o lixo que produz nem onde o deixa, veja este vídeo. Se se preocupa, veja também, para confirmar que é uma preocupação justificada.

lixo garrafa de plástico boiando

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Visita de estudo: Diferentes retratos, diferentes culturas (3)

Visita guiada ao Museu Gulbenkian.

À exposição: "Diferentes retratos, diferentes culturas".

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"A figuração humana é uma constante em todas as épocas e em todas as culturas. Mas a imagem do Homem foi representada de diversas formas, obedecendo muitas vezes não só a critérios estéticos, mas também a critérios de ordem moral e religiosa."

Conceção e orientação de Maria do Rosário Azevedo

(Esta informação foi, integralmente, retirada do site do museu Gulbenkian)

No final desta visita, é suposto os alunos terem encontrado resposta, entre outras, para as perguntas seguintes:

  • Quais são as características mais relevantes de um regime político democrático?
  • Quais são os principais órgãos de soberania portugueses e que funções desempenham?
  • Que factos históricos contribuíram para a instauração da democracia em Portugal?
  • Quem são os líderes dos partidos políticos representados na Assembleia da República e que ideias defendem?
  • Como é que alguns locais de Lisboa se refletiram na obra literária de Fernando Pessoa?
  • A Lisboa em que Fernando Pessoa viveu distingue-se, em termos históricos e sociológicos, da Lisboa atual em quê?
  • Será possível descobrir, através da análise de pinturas e outras obras de arte, as características de uma sociedade, as ideias religiosas e a cultura de uma certa época histórica?
  • A beleza foi entendida de forma diferente consoante as épocas históricas. Porquê?

Outras actividades a realizar durante esta visita podem ser consultadas  AQUI e AQUI.

Visita de estudo: PESSOA EM LISBOA OU A LISBOA DE PESSOA? (2)

Rua Augusta em Lisboa

PESSOA EM LISBOA OU A LISBOA DE PESSOA?

Fernando Pessoa

As cidades não serão mais do que o resultado das pessoas que nelas viveram, vivem e viverão. Então Lisboa poderá ser também Pessoa: onde nasceu, viveu e morreu. Ainda habitará, hoje, o poeta nas ruas desta cidade? A resposta poderá ser encontrada no percurso que iremos realizar na tentativa de solucionar o dilema: PESSOA EM LISBOA OU A LISBOA DE PESSOA?

GUIÃO DA VISITA

Neste percurso, pisamos o mesmo chão que Fernando Pessoa pisou. Este privilégio é digno de ser fixado, pelo que se propõe um pequeno registo dos vários locais por que passamos, destacando estes dados:

· Identificação;

· Dados biográficos e/ou bibliográficos relacionados;

· Poema;

· No final do percurso, a resposta à questão proposta no cabeçalho.

Dina Ferreira (professora de Português da Escola Secundária de Pinheiro e Rosa)

 

Outras actividades a realizar durante esta visita podem ser consultadas AQUIAQUI.

Visita de estudo a Lisboa: informações (1)

No próximo dia 26 de Fevereiro, duas turmas de Humanidades (11º D e 12º E) da Escola Secundária Pinheiro e Rosa visitarão vários locais de Lisboa. O primeiro é a Assembleia da República, onde realizarão uma visita guiada. Seguidamente, irão fazer um percurso a pé por locais ligados à vida e à obra do poeta Fernando Pessoa. Por último, após o almoço nos jardins na Fundação Calouste Gulbenkian, terão oportunidade de contemplar, no museu Gulbenkian, obras de arte de períodos históricos diferentes e perceber de que forma estas espelham as ideias religiosos e políticas da  sociedade e da cultura que as viu nascer.  Esta visita guiada intitula-se "Diferentes retratos, diferentes culturas" e é uma das que o excelente programa da Gulbenkian - Descobrir - disponibiliza para as escolas.

Esta visita de estudo têm uma natureza interdisciplinar, uma vez que abrange conteúdos programáticos das disciplinas de Ciência Política, História A, Sociologia, Português e Filosofia.

Para que esta visita seja mais proveitosa, convém consultar, previamente, as informações sobre o Parlamento (uma espécie de visita virtual) disponibilizadas AQUI.

Outras actividades a realizar durante esta visita podem ser consultadas AQUI e AQUI.

4º Teste do 10º ano: turmas C, D e E

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2012-13 10º ano Matriz do 4º teste by SaraRaposo

Links:

Cumprir o dever pelo dever: um exemplo

Agir bem para evitar problemas

Quais são as ações que têm valor moral?

As pessoas não são instrumentos

Devemos mentir para salvar a vida de um amigo? – Não, diz Kant (1)

Devemos mentir para salvar a vida de um amigo? – Não, diz Kant (2)

"Mentiras boas" e outras objeções à ética kantiana

Três minutos com Kant

Porque é que devemos ser bons com os outros?

Por dever ou apenas em conformidade ao dever?

1 ou 200?

Qual é o mal de mentir?

Um dilema moral da Medicina

O utilitarismo: ideias básicas

Argumentos contra o utilitarismo

Um prazer superior

As teorias éticas de Kant e Stuart Mill: ideias fundamentais

Exercícios para resolver e questões para discutir:

Ética: fichas de trabalho sobre Kant e Stuart Mill

Dilema ético em BD: Fox Trot

Dilema ético em BD: Zits

Para discutir na primeira aula de Filosofia

Qual é a ação correta?

Enganar por amor

Lincoln: será correto mentir para defender a verdade?

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Informações para o teste e links: 11º B

 

Ti Inf2 Out2012 Fil Es by Dúvida Metódica

Caros alunos do 11º B

No próximo teste de avaliação devem ter em consideração as seguintes informações que constam da matriz do teste intermédio:

A) Conteúdos programáticos

1. Módulo II - Dimensões da ação e dos valores. A dimensão ético-política: a necessidade de fundamentação da moral - análise comparativa das perspectivas filosóficas de Kant e Stuart Mill.

2. Módulo IV - Conhecimento e racionalidade científica e tecnológica. Análise do ato de conhecer. Análise comparativa de duas teorias explicativa do conhecimento: Descartes e Hume.

B) Capacidades

C) Tipo de teste: questões de escolha múltipla, de resposta curta e de resposta extensa.

D) Duração: 90 m

Links:

1. Análise comparativa das perspectivas filosóficas de Kant e Stuart Mill

Cumprir o dever pelo dever: um exemplo

Agir bem para evitar problemas

Quais são as ações que têm valor moral?

Qual dos personagens, o Calvin ou a Susie, está a agir de acordo com o princípio kantiano da moralidade?

As pessoas não são instrumentos

Como se formula, na linguagem de Kant, o princípio que o Manelinho encontra escrito no livro?

Devemos mentir para salvar a vida de um amigo? – Não, diz Kant (1)

Devemos mentir para salvar a vida de um amigo? – Não, diz Kant (2)

"Mentiras boas" e outras objeções à ética kantiana

Três minutos com Kant

Porque é que devemos ser bons com os outros?

Por dever ou apenas em conformidade ao dever?

1 ou 200?

Qual é o mal de mentir?

Um dilema moral da Medicina

O utilitarismo: ideias básicas

Argumentos contra o utilitarismo

Um prazer superior

As teorias éticas de Kant e Stuart Mill: ideias fundamentais

Exercícios para resolver e questões para discutir:

Ética: fichas de trabalho sobre Kant e Stuart Mill

Dilema ético em BD: Fox Trot

Dilema ético em BD: Zits

Para discutir na primeira aula de Filosofia

Qual é a ação correta?

Enganar por amor

Lincoln: será correto mentir para defender a verdade?

2. Análise do ato de conhecer: links AQUI.

3. Análise comparativa de duas teorias explicativa do conhecimento: Descartes e Hume.

A dúvida metódica (este deveria ter sido o primeiro post deste blogue)

Um mar de dúvidas

Razões para duvidar, segundo Descartes

Como é que Descartes pretendeu ultrapassar o ponto de vista dos cépticos

O solipsismo e a necessidade de Deus no sistema cartesiano

Aparência e realidade: um vídeo de Nigel Warburton

Penso, logo existo - uma ideia que toda a gente conhece?

Descartes: argumentos para provar a existência de Deus

A objeção de Kant ao argumento ontológico: a existência não é um predicado

O argumento ontológico: diálogo entre um crente e um ateu

Objeção ao argumento da marca: criar a ideia de perfeição é diferente de criar a própria perfeição

Objeção a Descartes: o cogito é um entimema e não é uma crença básica

O “Deus dos filósofos” e o “Deus da fé”

Críticas a Descartes: Ficha de trabalho

Descartes e a Matemática

Os conceitos cartesianos de intuição e dedução

A matemática é a priori mas não é inata

Cartoons cartesianos

Impressões e ideias

Cegos que começam a ver: impressões e ideias

Como se originou, segundo Hume, a ideia de Deus?

O problema da causalidade

A causalidade segundo Hume

A crença na causalidade é instintiva

As superstições e a crítica de Hume à ideia de causalidade

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Como são parecidas a ilusão e a realidade!

“Os erros percetivos podem ser divididos em dois tipos: ilusões e alucinações. As ilusões dão-se quando objetos percecionados, apesar de existirem, possuem propriedades distintas das percecionadas. As alucinações dão-se quando os objetos percecionados nem sequer existem. (…)

Imagine-se que ao entrar numa sala vejo aquilo que me parece ser uma cadeira azul e que, sem saber, estou sob a ilusão de que a cadeira é azul por causa do modo como a sala se encontra iluminada, e que a cadeira é realmente branca. Da minha perspetiva, a minha perceção ilusória da cadeira azul é indistinguível de uma perceção verídica de uma cadeira azul. (…)

Quando se tem uma alucinação não há qualquer objeto externo responsável pela experiência percetiva. Contudo, do ponto de vista do sujeito a experiência de alucinar um oásis no deserto é indistinguível da experiência de ver um oásis no deserto.” 

Célia Teixeira, “Epistemologia”, em Filosofia – Uma introdução por disciplinas, organização de Pedro Galvão, Edições 70, Lisboa, 2012, pp. 114-115.

Enquanto têm uma ilusão percetiva ou uma alucinação, as pessoas muitas vezes não têm consciência desse facto e julgam que se trata de perceções verídicas. Se juntarmos isso à indistinção referida no texto, como podemos garantir – perguntam os céticos - a veracidade das nossas perceções? Como podemos garantir que não estamos a alucinar neste preciso momento ou mesmo sempre?

Alucinações no deserto

Hergé, Tintim no País do Ouro Negro, Difusão Verbo, 2000, pág. 19.

Hergé põe os irmãos Dupond a falarem em miragens, mas julgo que na situação apresentada a palavra “alucinação” seria mais adequada, uma vez que as personagens julgam ver coisas que na realidade não existem. Ora, “as miragens, também conhecidas como espelhismo, não são uma alucinação provocada pelo forte calor. Elas são um fenómeno óptico real que ocorre na atmosfera formando diferentes tipos de imagens, podendo inclusive ser fotografado. Tal fenômeno ocorre devido às propriedades de refração da luz.”

miragem

Fotografia de uma miragem

Fonte da citação e da fotografia: InfoEscola.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

É possível chegar aos cidadãos a partir de um hotel de 5 estrelas?

"HÁ DIAS, num hotel luxuoso de Cascais, uma jovem socialista de cabelo à la garçonne e voz insinuante partiu os pratos num encontro entre os seus. A espanhola Beatriz Talégon, de 29 anos, líder internacional dos jovens socialistas, baralhou o tradicional calendário - "revolucionário, aos 20 anos, social-democrata, aos 40" - e, a meio caminho, interpelou, com ganas radicais, os velhos socialistas: "A sério, queremos falar aos cidadãos a partir de um hotel de 5 estrelas de Cascais e chegando em carros de luxo?!" Os "velhos" Seguro, Papandreu, Ségolène Royal e outros antigos, atuais e futuros governantes não deram devida conta ao discurso da jovem, mas ele caiu no YouTube e tornou-se viral, visto por centenas de milhares de pessoas. A cara fresca ajudou mas a exposição da contradição foi o principal: como é que estes tipos nem tentam enganar? 

Ter Talégon falado numa reunião da Internacional Socialista potenciou o escândalo (esquerda e luxo fazem maior contraste), mas o grito dela podia ser para todos os políticos, também os de direita, que pretendem convencer o povo: como é que vocês, nestes tempos de crise, nem fazem pelo menos de conta?!

Pode continuar a ler AQUI.

Ferreira Fernandes

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Nick Cave: God is in the house?

A ESPR na Sessão Distrital do Parlamento do Jovens

Realiza-se - no próximo dia 26 fevereiro (das 10H00 às 17H00), no Instituto Português do Desporto e Juventude (IPJ) - a sessão distrital do “Parlamento dos jovens”. Estarão presentes alunos de várias escolas secundárias do Algarve (a lista das escolas pode ser consultada AQUI) e a deputada Mariana Aiveca (do BE).

A nossa escola irá ser representada pelos alunos: Mário Rosa (12º A), Miguel Dionísio, Marta Sousa, Tatiana Valente (do 12º B) e Ana Rita Mendonça (do 11º C).

Colaboraram na redação e discussão pública das ideias políticas que irão ser defendidas (o projeto de recomendação da ESPR, que pode ser lido AQUI) os alunos: Sofia Cadete, Maria Bumbuk, Catarina Bárbara, Luís Faustino e Anne Griff (do 12º E).

VEM OUVIR E APOIAR OS TEUS COLEGAS! O OBJETIVO É PASSAR À FASE FINAL E IR AO PARLAMENTO.

O PROBLEMA DO DESEMPREGO TAMBÉM TE DIZ RESPEITO. É O TEU FUTURO QUE ESTÁ EM JOGO!

Agradeço, enquanto responsável pela implementação do projeto, aos alunos, aos responsáveis pela associação de estudantes, aos professores André Ramos e Olga Lima (que colaboram no gabinete de apoio ao jovem - GAJ) e também ao deputado Paulo Sá, a disponibilidade, a colaboração e o empenho. Obrigada a todos!

Mais informações acerca desta atividade podem ser obtidas no blogue Homo politicus e no site da Assembleia da República.

Sara Raposo

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Lágrimas iguais

«Quando um chinês ou um africano choram, essa lágrima é sempre a mesma, não é antropológica ou sociológica, não tem lá dentro um certo tipo de cultura, religião ou costume, não tem nada, excepto a humanidade que todos partilhamos.»

Antonio Tabucchi

menina chorando

(Citação encontra aqui.)

Humor no Dia de São Valentim

"O que eu quero é uma mulher depressa" por Vasco Palmerim.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Filosofia do amor

carta de amor

«O amor tem sido entendido por muitos filósofos como fonte de grande riqueza e energia na vida humana. Mas mesmo aqueles que exaltam a sua contribuição têm-no visto como uma potencial ameaça à vida virtuosa. Por esta razão, os filósofos na tradição ocidental têm-se preocupado em apresentar descrições da reforma ou "elevação" do amor, com vista a demonstrar que há formas de conservar a energia e a beleza desta paixão, ao mesmo tempo que se eliminam as suas más consequências.»

Martha Nussbaum, Amor, Crítica [ revista de filosofia ] - http://criticanarede.com/fil_amor.html

(Independentemente de ser ou não Dia dos Namorados, vale muito a pena clicar e ler todo o texto de Martha Nussbaum, que aliás é pequeno.)

A pensar no dia de amanhã: 14 de Fevereiro

A meu ver, uma das mais belas canções de amor, escrita por Vinicius de Moraes e cantada por Chico Buarque.

Um bom dia a todos: aos apaixonados e aos não apaixonados!

Reflexões mais "filosóficas", neste blogue, sobre o amor e esta efeméride:

A crença no amor romântico é uma ilusão?
O amor nas palavras de Yourcenar
Amor e desamor
S. Valentim: O amor ou o sonho do amor?
Terá o coração razões que a razão desconhece?

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Exame nacional de Filosofia 2013: informações

Indicações para o exame nacional de Filosofia 2013 by SaraRaposo

As informações do ministério da educação sobre o teste intermédio encontram-se disponibilizadas AQUI.

Exames nacionais 2013: calendário e informações

O exame de Filosofia (714) da 1ª Fase é dia 20 de Junho (quinta-feira), às 9.30.

Na 2ª Fase realizar-se-à dia 16 de Julho (terça-feira), às 17.00.

Os conteúdos programáticos a avaliar dizem respeito ao 10º e 11º anos e podem ser consultados AQUI.

O calendário de todos os exames da 1ª e 2ª Fases e outras informações úteis - relativas a prazos e não só - podem ser consultadas a seguir.

EXAMES NACIONAIS DO ENSINO SECUNDÁRIO 2013 by SaraRaposo

Provas de ingresso em 2013 e 2014

A decisão quanto às disciplinas de exame depende, sobretudo, do curso que o aluno pretende frequentar. Daí que seja importante os alunos, antes de se inscreverem nos exames nacionais, terem noção dos cursos que existem e das provas de ingresso exigidas em cada um deles.

Depois de analisadas as várias possibilidades devem procurar informação específica nos sites das universidades para onde pretendem concorrer. Neste SITE do ministério da educação e da ciência poderão consultar mais informação sobre os cursos.

Não se esqueçam: saber é fundamental para poder fazer a melhor escolha!

Universidades, cursos e provas de ingresso by SaraRaposo

domingo, 10 de fevereiro de 2013

O Mentor

Até onde pode conduzir a ausência de pensamento crítico e a crença nas palavras de um guru?

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

A República de Platão: documentário e livro

A República é um diálogo socrático escrito por Platão, filósofo grego (século IV a.C) acerca do governo ideal.

A parte mais conhecida deste livro (do cap. VII) é a chamada "alegoria da caverna".

Existe uma tradução em português:

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Derrapagem: do casamento homossexual ao incesto

casamento de duas mulheres

No parlamento inglês, foi hoje discutida e aprovada uma proposta de lei permitindo o casamento entre pessoas do mesmo sexo. O deputado conservador Roger Cale quando criticou essa proposta – de que é um acérrimo opositor – recorreu à falácia da derrapagem ao sugerir que os defensores da legalização do casamento homossexual a seguir até poderiam defender a legalização do incesto.

Eis as suas palavras, citadas numa notícia do Público:

Roger Cale «repetiu um argumento que diz não defender, mas ao qual reconhece ‘méritos’, e que aponta para a legalização do incesto: ‘Se o Governo estiver mesmo empenhado nisto, então que acabe com a lei da união civil e crie uma lei que se aplique a todas as pessoas, independentemente da sua sexualidade e dos seus relacionamentos. Isso significa irmãos com irmãos, irmãs com irmãs e irmãos com irmãs’

(Posts sobre a falácia da derrapagem:

Falácias informais do apelo à ignorância, da derrapagem e do boneco de palha

Exemplos das falácias do espantalho e da derrapagem)

A filosofia, o belo e a consolação

Um excelente documentário do filósofo Roger Scruton encontrado do Facebook.

Imperdível. Experimentem a ver apenas o início que seja e...

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Lincoln: será correto mentir para defender a verdade?

Um argumento bom ou cogente é um argumento que – além de ser válido e ter premissas verdadeiras – tem premissas mais plausíveis que a conclusão. A importância desta última característica prende-se com a necessidade de persuadir alguém: se as premissas não forem mais aceitáveis que a conclusão as pessoas que discordam desta não encontrarão no argumento razões para mudar de posição.

Vamos supor que não conhecemos razões que sejam simultaneamente verdadeiras e aceitáveis para um auditório X de modo a convencê-lo acerca de uma tese Y. Contudo, somos capazes de apresentar razões falsas mas plausíveis e aceitáveis para X. Vamos supor também que Y é uma ideia verdadeira – por exemplo, que a escravatura é errada e deve ser abolida.

Será correto persuadir X acerca de Y recorrendo a falsidades? Persuadir através de falsidades é uma forma de persuasão irracional ou manipulação. Será correto, portanto, manipular uma pessoa para a convencer de uma verdade  (caso ela seja incapaz de se deixar convencer através das verdadeiras razões)?

O filme Lincoln, de Steven Spielberg, leva o espetador a pensar nessa questão, na medida em que apresenta alguns defensores da abolição da escravatura perante o dilema de assumir publicamente todas as suas ideias e assustar eventuais apoiantes ou apresentar apenas algumas dessas ideias e suavizá-las (deturpando-as um pouco) para tentar conquistar mais apoiantes para a sua causa.

Essa questão é uma especificação de uma questão ética mais geral que atravessa o filme do princípio ao fim: será que os fins justificam os meios? Por exemplo: será correto alcançar um fim moralmente bom (como a proibição da escravatura) através de meios moralmente reprováveis (como a corrupção)?

As personagens não citam Kant nem Stuart Mill, mas decerto o argumentista do filme pensou neles e no debate entre a deontologia e o consequencialismo ao escrever a história.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Votos de bom estudo!

Espero que os alunos das turmas A, C e D do 11º ano, que farão teste na próxima semana, “instalem” o software filosófico corretamente (pensando, compreendendo e discutindo, e não decorando)!

ler é instalar conhecimentos